
Mais um presente de Deus. É a frase mais adequada para o final de tarde que rolou em Sunset na última quinta-feira.
Já com a cabeça no Brasil, não esperava pegar mais um dia desses, com 2 a 2,5 metros perfeitos, ainda mais por estar com o tornozelo torcido devido a uma manobra mal calculada no kitesurf.
Fui ver o final de tarde na praia do pôr-do-sol às 17 horas e não acreditei… Altas ondas e cerca de 10 cabeças na água. Afinal, pela manhã as ondas estavam pequenas.
Saí correndo para buscar minha prancha e cruzei com meus amigos Jorge “Van Blaster” Pacelli, Rodrigo “Uai” e Feijão “De” e dei a maior pilha para a queda.

Cheguei em casa e até esqueci do tornozelo, na correria não achei uma cordinha e fui sem mesmo. No trajeto na areia ouvi um berro: “Hey, Brazil”! Era Darrick Doerner com a namorada curtindo o final de tarde. “Good luck”, foram as duas palavras do havaiano.
Ao chegar no outside, tinha a maior galera brazuca disputando as ondas; Eraldo, Buzzy, Netinho, Froz, Marcelo, entre outros, pegando altas. Entre os gringos destaque para o “legend” Peter Cole, com mais de 60 anos, que até hoje não sabe o que é uma cordinha.
Na primeira série que entrou, remei para a segunda onda, uma linda parede de 8 pés. O que eu não imaginava é que na hora da curva meu tornozelo iria doer tanto. Não consegui nem virar e fui reto. A espuma me engoliu e a prancha foi para a praia.

Quando cheguei na areia não aguentei e voltei para o fundo nadando mesmo. Que visual… Água translúcida.
Ao chegar no fundo vi toda a rapaziada surfando altas ondas, por trás do pico. Se eu fosse fotógrafo teria feito altas fotos do melhor ângulo possível.
Não tinha uma gota d’água fora do lugar. Vento terral fraco e uma série atrás da outra.
O pôr-do-sol de dentro da água foi um caso à parte. Vale o ditado: “Quem não tem cão, caça com gato”. Valeu a pena. Thank’s God.
Obs: O Peter Cole falou que nna sexta estaria ainda melhor do que hoje…