Que os brasileiros fazem parte do ranking dos melhores surfistas do mundo todo mundo já sabe. Já sabemos também que há tempos os brasileiros viajam o mundo atrás das melhores ondas. Agora, chegar a uma ilha praticamente deserta ao Norte da Sumatra e se deparar com a bandeira brasileira e arroz com feijão, onde só quem já esteve sabe, é incrivelmente novo pra mim…
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Este é o clima que me deparei ao chegar a Pasti, respondendo o convite da família Surfing-Village para fotografar nesta temporada. Cheguei junto com um grupo de brasileiros que pisava pela primeira vez em terras indonésias buscando o sonho das ondas perfeitas.
O lugar não poderia ter sido melhor escolhido, pois além da perfeição das ondas, ainda pode-se surfar somente com os amigos e bem longe do crowd dos picos de surf mais “populosos”. Há vários anos frequento as águas indonésias, conheço a região de Bali muito bem, Lombok, Sumbawa e as Mentawais também, mas a novidade pra mim foi encontrar ondas quebrando praticamente solitárias, e constatar que ainda existem picos pouco explorados, um deles aqui.
Considerado um retiro “secret”, os proprietários paulistas Mario, Paulé e Fernando “Nardelli” me receberam de braços abertos e com toda a cordialidade possível aqui no ”Kisort” estilo roots, que conta com toda infra-estrutura necessária para acomodar muito bem seus visitantes.
Abrindo sua casa, eles recebem pessoalmente os hospedes e apresentam a região com nomes que eles mesmos criaram, mantendo assim os nomes “geográficos” em absoluto segredo e os picos isolados e sem crowd.
Juntamente com a qualidade das ondas, essa é a oferta que corre boca-a-boca e faz a clientela desta “casa brasileira” no Norte Sumatra.
Os visitantes Marcelo Micheletti, Diogo Elias, Daniel Aguiar, Gustavo “Xingu” e o Caetano Rocha agradeciam de sorriso estampado esta oportunidade. Aproveitaram a região curtindo os mais belos visuais e surfando como nunca os picos como o de Pasti, Lobang e Nagas, que quebram em frente aos bangalôs, Bagas e Mibis na ilha vizinha, a perfeição de Tantras e suas cores, e os tubos ocos do Beach Break com fundo de areias brancas.
Tudo na medida! Direitas e esquerdas, tubos e manobras, visuais paradisíacos, água de coco e peixe à vontade, comida que lembra nossa casa no Brasil e uma boa cama para dormir completa o sonho do paraíso.
Minha função é registrar tudo o que acontece neste paraíso e que gosto de chamar de “congelar sonhos”, pois desta forma todos que passam em frente às minhas lentes poderão relembrar e mostrar o porquê vieram para o outro lado do mundo a procura desta realização.
Confira mais fotos no site do fotógrafo Everton Luis. Ele também fotografa para o resort Surfing Village