Erick Nagata recebe assistência de um salva-vidas e do colega Aleko Stergiou (dir), ainda sob os efeitos do caldo que o deixou incsciente. Foto: Regi Galvão.

Como acontece em todos os anos, a etapa do WQS realizada no começo do mês em Fernando de Noronha teve muitos tubos surfados, histórias de derrotas e vitórias e também de situações dramáticas.

 

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Uma delas teve como protagonista o videomaker paulista Erick Nagata, que depois de registrar imagens alucinantes durante a temporada passou um baita sufoco e quase se afogou em um dia de altas ondas na Cacimba do Padre.

 

Fabio Gouveia num dos muitos tubos registrados pelo videomaker em Fernando de Noronha (PE). Foto: Erick Nagata.

Na manhã daquela segunda-feira as ondas chegavam aos 2 metros, com séries maiores. De tarde, a maré começou a secar e a bancada ficou bastante rasa. Algumas séries quebravam na laje varrendo os que esperam no outside.

 

Acompanhado dos fotógrafos e colegas Aleko Stergiou e James Thisted, Nagata pegou a caixa-estanque e foi para a água em busca dos melhores ângulos.

 

?Estava filmando o free surf da galera quando uma onda enorme quebrou lá na laje e veio espumando. O local Patrick Tamberg dropou, mas a onda estava muito grande e não abriu, ele acabou caindo e machucou as costas?, explica o videomaker.

 

?Quando vi a onda era só espuma e logo ela se formou de novo para quebrar na bancada, que tem fundo de areia e pedra. Mergulhei para tentar furar e só o que vi foi um turbilhão preto vindo na minha direção. Normalmente a água é tão transparente que você consegue enxergar e passar por baixo da espuma, mas dessa vez foi diferente, o turbilhão preto me atropelou?, continua.

 

Ele conta que foi arremessado e amassado na bancada, teve o ombro deslocado e chegou a desmaiar. As conseqüências poderiam ter sido bem piores se não fosse a ajuda de James, Patrick e Heitor Pereira, que estavam por perto.

 

?Nem entendi muito bem o que aconteceu, só sei que desmaiei e acordei quase sem ar no meio de uma série de quatro ondas. Estava com o ombro deslocado e não conseguia nadar, pois sentia muita dor e não conseguia levantar o braço. O James percebeu minha caixa boiando e acenou para o Patrick, que foi o meu anjo da guarda.

Mesmo com a pancada nas costas ele notou que eu estava inconsciente e pediu ajuda para o Heitor Pereira, que estava próximo. Enquanto Patrick me puxava para cima para respirar, Heitor cuidava para as pranchas não pegarem em nossas cabeças?.

 

No meio da confusão o ombro do videomaker felizmente voltou para o lugar, mas as seqüelas ainda serão lembradas por algum tempo.

 

?Tive uma forte luxação e senti dores muito fortes por algum tempo, além de um galo enorme na cabeça. Mas Graças a Deus e aos meus amigos saí vivo para contar a historia?, conclui Nagata, que sentiu na pele o power do Hawaii brasileiro.

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