Um dos maiores celeiros do surf brasileiro, o Rio de Janeiro sempre produz bons atletas que despontam no cenário nacional e mundial do esporte.
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Um dos últimos a chamar a atenção nos campeonatos é o jovem Jorge Spanner, 20, recém contratado pela Tropical Brasil.
Integrante do time brazuca que disputou o mundial Pro Junior da ASP, no começo do mês na Austrália, Spanner já mostrou que tem potencial para chegar longe.
Em 2007 o atleta vai focar nos eventos do circuito carioca, Brasil Tour (de olho numa vaga pro SuperSurf) e WQS, para começar a preparar terreno para brigar por uma vaga no WCT.
Durante sua passagem pelo Brasil, o fotógrafo carioca Bruno Lemos bateu um papo com Jorge Spanner sobre as expectativas para o ano que começa.
Onde você mora e treina?
Moro na Barra da Tijuca e treino bastante no Grumari.
Como foi a sua carreira de amador e o que te levou a se tornar profissional?
A carreira de amador foi muito importante para minha formação, não consegui nenhum título ou resultado muito expressivo, mas foi onde aprendi a competir. Acho que foi uma experiência bem válida. Por volta de 2004, ainda como amador, comecei a participar de alguns campeonatos profissionais e como estava fazendo boas apresentações resolvi me tornar logo profissional. Os resultados mais expressivos
começaram a aparecer, inclusive consegui fazer uma final no Pro Junior de Camburi e me classifiquei para o mundial. A partir daí muita gente começou a ouvir meu nome.
Qual será sua atitude e estratégia nas etapas do WQS que for participar?
Pretendo participar de todas as etapas do WQS no Brasil, devo também ir para a perna européia e os campeonatos na Austrália, assim como as duas etapas no fim do ano no Hawaii. Fora esses, talvez o 6 estrelas da Escócia e alguns outros de 5 ou 4 estrelas. A minha atitude dentro d´água será a mesma de sempre, me manter focado e me empenhar ao máximo.
E nos campeonatos dentro do Brasil?
Vou correr o circuito profissional carioca e pretendo dar um gás nas seletivas para conseguir uma vaga no SuperSurf, sempre bem focado, pois o nível aqui é muito forte, tanto quanto no WQS.
Como você vê o surf no Rio de Janeiro comparado com os outros estados?
Na minha opinião, o Rio talvez tenha os melhores surfistas, mas falta mais investimento das grandes marcas do estado no esporte.
Que tipo de pranchas você tem no quiver?
Atualmente tenho três pranchas 5?10, mais três 5’11, uma 6’3 e uma 6’6, todas desenvolvidas pelo Avelino Bastos, que junto da Tropical Brasil tem investido no meu surf e apostam no meu potencial.
Você faz algum tipo de treinamento específico para estar em forma?
Com certeza. Acho isso fundamental. Faço um pouco de RPG e alongamento, assim como um pouco de musculação e natação, fora isso muito surf todos os dias que tem onda.
Quais são seus objetivos para 2007?
O ideal seria me classificar para o WCT e SuperSurf. Sei da dificuldade, mas tenho para mim que nada é impossível.
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Muito surf para todos e obrigado pela atenção e pela oportunidade de estar aparecendo no site mais conceituado do Brasil.
