O ubatubense Odirlei Coutinho chegou na noite da última quinta-feira na Barra da Tijuca (RJ), palco da decisiva etapa do SuperSurf 2006.

 

?Fiquei sabendo que estava flat e que o cronograma atrasaria. Por isso preferi ficar em Ubatuba até ontem?, explica Coutinho.

 

Ele é o único atleta que pode tirar o título das mãos do paranaense Jihad Khodr. Mas, para isso precisa vencer a etapa e torcer para que seu adversário não passe das quartas-de-final.

 

?Estou calmo e superconcentrado. O Jihad é um grande amigo e estou tranquilo. Treinei bastante e vou deixar nas mãos de Deus”, diz Coutinho.

 

Ele quer se livrar do estigma de vice-campeão, posição que alcançou em 2001, 2004 e 2005. Mas, também reconhece que ser o segundo melhor entre os atletas da elite nacional é uma posição privilegiada e muito cobiçada. ?O negócio é ficar relaxado, concentrado e deixar acontecer?, reconhece Coutinho.

 

O atleta teve uma boa temporada, conquistando inclusive o bicampeonato na etapa de  Ubatuba (SP). ?Sabia que a final contra o Khodr seria muito disputada. Ele surfou muito bem, só que as ondas vieram para mim e venci no sufoco”, recorda o atleta.

 

Na Bahia, com a derrota de Jihad, ele teve a oportunidade de aproximar-se ainda mais no ranking. “Acabei não conseguindo. O Simão (Romão) destruiu a bateria e não teve jeito?, conta Coutinho.

 

?Esse vice-campeonato está engasgado. Sempre perdi por pouca diferença de pontos. Está na hora de mudar este quadro. Meus amigos me apóiam, dizendo que tenho condição de ser campeão brasileiro. Me incentivam a ir com tudo, bater na lata virando a rabeta, pois assim o título será meu. Prometi que vai ser”, revela.

 

Neste sábado, Coutinho enfrenta o cearense Edvan Silva na nona bateria, logo após a estréia do líder Khodr contra o niteroiense Bruno Santos.

 

 

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