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Slater coroado novamente

Agora é oficial. O norte-americano Kelly Slater, 39, derrotou os brasileiros Gabriel Medina, 17, e Miguel Pupo, 19, para confirmar seu 11o título mundial com a classificação para as quartas-de-final do Rip Curl Pro Search em San Francisco.

Em ondas irregulares com cerca de 1 metro, ele usou a força do seu backside nas esquerdas de Ocean Beach para superar os especialistas em aéreos – garantindo as melhores pontuações nas seis baterias disputadas.

“Agora temos certeza. Eu estava chateado com isso, mas também achei engraçado. Não há ressentimentos contra a ASP, pois erros acontecem. Foi um pouco difícil competir contra crianças que poderiam ser meus filhos, que mandam aéreos muito radicais. Estava esperando por grandes tubos com vento terral, não por rampas para os aéreos nas fechadeiras com vento maral. Eu não sabia se teríamos seções de aéreos, estava meio flat, mexido, as ondas fechando rápido, bem estranho, mas estou feliz que venci”.

Slater começou arriscando os aéreos nas direitas, mas sem sucesso. Já Gabriel Medina acertou um na sua primeira onda para largar na frente. Kelly logo foi para as esquerdas e aí garantiu a vitória usando a força do seu backside nas manobras em duas ondas seguidas. Na primeira, uma rasgada abrindo um leque de água e uma batida debaixo do lip numa espuma casca grossa valeram nota 8,07.

Na outra, mandou um batidão seguido por um floater despencando do alto da onda para arrancar um 9,10 dos juízes. Os brasileiros ganharam suas maiores notas com os aéreos. Medina ficou em segundo lugar com 15,33 pontos e Pupo em terceiro com 14,83.

Depois de ser coroado como campeão mundial de 2011 na quarta-feira e ver o seu título retirado por um erro de interpretação de uma nova regra do ASP World Title Race 2011 (quando ocorre empate no ranking final da temporada haverá uma bateria extra para definir o campeão e Owen Wright ainda tinha chance matemática para isso), Slater confessou que a ratificação do título não teve tanto brilho. No entanto, manteve-se positivo em relação ao erro da ASP.

“Foi um pouco decepcionante. Realmente não tive a mesma emoção do outro dia. Houve alguns destes erros ao longo da história, mas este foi um pouco estranho. Mesmo assim, eu chamei o Renato (Hickel), gerente geral da ASP, pela manhã depois que eu ganhei a bateria porque eu deveria fazer isso. Agora está tudo certo, o título foi confirmado”.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.