Inverno aussie

Sidney fumegante

Alexandre Toledo Piza encara o frio do inverno australiano para pegar altas ondas em Sidney. Foto: André Alemanha.

O final de semana foi realmente especial para quem gosta de surfar point breaks fortes e cascudos. No último sábado (14/6) durante todo o dia o mar foi ganhando força e tamanho.

 

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Um swell de Sul com vento Sudoeste forte esfriou geral a temperatura fora da água. Muita chuva e um clima nada amistoso para quem não tem o espírito ?go for it? do surf pesado.

Deixar as cobertas quentinhas, vestir a roupa de borracha molhada e fria não atrai qualquer um, ainda mais com mar grande, fundo de pedra e muita remadeira.

No sábado, o point break que fez a cabeça geral foi Dee Why Point, um dos picos mais freqüentados pelos brasileiros que moram na região.

A ondulação ainda ganhava força e alguns beach breaks funcionavam com as ondas abrindo e vento terral forte. Manly Beach, por exemplo, tinha uma condição bacana por toda a praia.

Mas o melhor ainda estaria por vir no domingo. Durante toda a noite o vento e a chuva não deram trégua e o dia amanheceu sinistro.

Liguei para um amigo que mora em frente ao melhor point break da região, a bancada de três seções: Deadmans, Winkipop e Fairy Bower.

André Alemanha não atendeu ao telefone. Das duas uma: ou ele estava na água ou debaixo dos cobertores.
Sem titubear, peguei a 6’8 na garagem, pedalei até Manly Beach e a cada metro que eu me aproximava do pico, a visão ficava cada vez mais alucinante.

Séries grotescas de até 2,5 metros faziam as três bancadas fumegar sem parar. Acordei meu amigo e antes mesmo dele pensar em cair na água eu já estava no canal remando com o “passaporte da alegria” estampado no sorriso.

Sufar point breaks onde as pedras estão à sua frente na costeira e abaixo da sua prancha não é tão simples. Com vento, frio e chuva então… A adrenalina sobe ao extremo.

Alguns bodyboarders insanos pegaram tubos quadrados e grandes, alguns vacilaram, foram jogados para as pedras e tomaram um sufoco de gente grande.

Em Deadmans, alguns surfistas profissionais mandaram rasgadas e botaram para dentro de verdadeiros salões de festa com capacidade para somente um felizardo.

A conexão entre Winki / Bower estava rolando e era uma onda grande que possibilitava a primeira sessão de tubo e outra de rasgadões insanos! Ou seja, o famoso “creme” para quem gosta de velocidade e emoção.

Foram três horas de muito surf. Não havia tanta gente na água, pois as condições realmente selecionava os participantes.

A sorte foi que, além do passaporte da alegria, André Alemanha desencanou de surfar e foi para as pedras tirar umas fotos.

 

Ei você, tá quentinho aí na caminha negão? Olha o que tu ta perdendo!

 

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Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.