
Na última quinta-feira teve início em Arica, no Chile, o período de espera para o “If it can’t kill you, it ain’t extreme”, evento de ondas grandes idealizado pelo big rider havaiano Garrett Mcnamara.
O prazo de espera será encerrado no dia 1 de setembro. O renomado big rider conseguiu reunir alguns dos melhores towriders da atualidade para seu campeonato, que distribui cerca de US$ 15 mil aos campeões.
O evento é patrocinado pela prefeitura de Arica, onde está localizada a onda mais pesada do país, El Boy, uma das maiores e mais perfeitas ondas da América do Sul.
Essa onda quebra freqüentemente entre 10 e 20 pés e abre para os dois lados, sendo a

esquerda mais longa do que a direita, mas ambas são muito tubulares.
Tubo é o que não falta aqui. Nos dias menores, a bancada de El Gringo oferece muita adrenalina com uma esquerda que rola em cima de um reef de pedras com cerca de um metro de profundidade. A direita abre um pouco mais e oferece espaço para ótimas manobras em alta velocidade.
As equipes convidadas e presentes são: Ikaika Kalama e Garrett Mcnamara (Hawaii), Flea Virostko e Josh Loya (Califórnia), Troy Allotis e Jamie Stearling (Hawaii), Gabriel Villaron e Ramon Navarro (Chile/Peru), e eu e Everaldo ‘Pato’ Teixeira (Brasil).

Anteriormente, foram convidados Manoa Drollet e Malik Joyeux, do Tahiti, mas como eles não confirmaram presença, Mcnamara colocou o veterano local do North Shore, Troy Allotis e o representante da novíssima geração havaiana Jamie Stearling.
Na última quinta, rolou uma festa de abertura no cassino local, com presença dos principais políticos e comunidade do surf local, além de alguns atletas da nata do tow-in mundial.
Depois da festa, Kmam Herrera e sua esposa Marcela, organizadores do evento, ofereceram um churrasco para toda a galera. Mesmo com a barriga cheia, em seguida a rapaziada disputou uma pelada de futebol.

Sebastian Rojas, fotógrafo da Fluir; Fabiana Nigol, cinegrafista e esposa de Pato, além de três cinegrafistas americanos e a TV local estão cobrindo o evento.
Por enquanto as ondas estão pequenas, mas vale um treino. Eu e Pato vamos treinar amanhã nesse swell de cinco pés que está rolando. Afinal, pranchas novas nos pés não farão mal quando as ondas grandes pipocarem.
Também fui apresentado a uma ótima praia para a prática do kitesurf. Pelo menos arrumei mais um jeito de não ficar fora da água enquanto esperamos por um big swell, comum nessa época do ano.
Nao torçam só pelos brasileiros em Atenas, contamos tambem com sua torcida por nos aqui no Chile. Estamos representando a bandeira canarinho.
Aloha!