Pantin Classic

Show brazuca

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Yago Dora registra 18.03 pontos na segunda fase do Pantin Classic Galicia Pro. Foto: © WSL / Masurel.

 

Nesta quarta-feira, a WSL acelerou o cronograma do Pantin Classic, finalizando a primeira fase e promovendo as 12 baterias iniciais do round 2.

Os brasileiros deram um verdadeiro show e comandaram as ações nas ondas espanholas.

Destaque para Yago Dora e Willian Cardoso, que registraram alguns dos maiores somatórios da prova. Yago estabeleceu o novo recorde de pontos do Pantin Classic com 18.03 em 20 possíveis, enquanto Willian possui a terceira maior pontuação (17.10), atrás ainda do francês Nomme Mignot (17.20).

Também com atuações expressivas, Ian Gouveia (14.50), Gabriel André (13.93), Jessé Mendes (13.97), Deivid Silva (16.57) e Alex Ribeiro (16.83) venceram suas respectivas baterias na segunda fase. Outro que passou em primeiro foi Miguel Pupo, vencedor da última bateria do dia com 11.37 pontos, fazendo dobradinha com Rafael Teixeira (9.27).

Além de Rafael, Lucas Silveira (15.66), Michael Rodrigues (12.80) e Jean da Silva (11.04) também avançaram em segundo lugar.

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Willian Cardoso também se destaca em Pantin. Foto: © WSL / Masurel.

 
Uruguaio radicado no Brasil, Marco Giorgi aproveitou o embalo sul-americano para fazer dobradinha com o amigo Willian Cardoso, autor de 7.67 e 9.43 nas duas melhores ondas. A dupla bateu mais dois hermanos: os peruanos Lucca Mesinas e Cristobal De Col.

Embalado pela classificação, Willian falou sobre o confronto. “A maré estava muito seca e o swell ganhou muita força; foi uma benção pegar ondas assim”, analisou o catarinense. “Eu sei o meu potencial em surfar num mar como esse e espero que as ondas continuem bombando amanhã. Todos estão quebrando hoje e é muito legal estar de volta a Pantin com essas ondas”, continuou o atleta.

Willian equipou a sua prancha com um sensor que detecta o nível de inversão da manobra durante a bateria. A nova tecnologia foi desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia da Galícia (ITG) e vai ajudar a decidir qual o surfista que consegue fazer a manobra mais rápida, oferecendo ainda um prêmio de 1.000 euros pela performance.

 

“Eu gosto de testar novas ferramentas para melhorar o meu surfe. Não tenho certeza como fui nas minhas manobras, mas olharei os números mais tarde e espero aprender algo sobre a minha bateria”, concluiu Willian.

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Ian Gouveia espanca o lip rumo à terceira fase. Foto: © WSL / Masurel.

 

Na bateria anterior, Yago Dora havia arrancado 9.33 e 8.70 dos juízes, deixando para trás o francês Marc Lacomare, o compatriota Thiago Camarão (3o) e o californiano Parker Coffin (4o).

“Foi uma bateria divertida; observando as condições, percebi que as ondas estavam muito rápidas e que se eu pegasse uma fechando, também poderia tentar um aéreo ou outra grande manobra”, explicou Yago. “Minha estratégia deu certo. Estava flat por uma semana aqui, então estávamos todos instigados para pegar boas ondas hoje”, finalizou o brasileiro.

Apesar da quarta-feira inspirada para muitos brasileiros, alguns acabaram caindo na segunda fase, como o Top da elite mundial Jadson André, que chegou a descolar uma das maiores notas do duelo (8.60), mas perdeu a segunda vaga para o espanhol Gony Zubizarreta no desempate. Gony também registrou o total de 13.77 pontos, mas fez a maior nota da bateria (8.77) e impediu a dobradinha de Jadson com o compatriota Gabriel André, primeiro colocado com 7.50 e 6.43 nas duas melhores ondas. Em quarto ficou Vicente Romero, brazuca naturalizado espanhol.

 
Na última bateria do dia, que teve a dobradinha de Miguel Pupo e Rafael Teixeira, o baiano Marco Fernandez terminou em quarto e deu adeus à prova junto com o peruano Joaquin Del Castillo.

Faltam 12 confrontos para o término da segunda fase. Ainda não estrearam os brasileiros Tomas Hermes, Bino Lopes, Heitor Alves, Alejo Muniz e Flávio Nakagima.

Já Peterson Crisanto, Weslley Dantas, Thiago Guimarães e Luel Felipe, que passaram pela estreia nesta quarta-feira, voltam a entrar em ação.

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