América do surf

Seguiremos ao sol

A melhor forma de descrever Roberto Damiani é dizer que ele é um cara clássico, que deu a vida pelo surfe, sendo um dos primeiros shapers e surfistas uruguaios. Aprendeu e deixou uma semente em muitos lugares do planeta.

 

Tem 56 anos, surfa há quase 40 e continua na mesma fissura e com o mesmo sentimento que o torna um autêntico surfista de alma autêntico, além de um dos principais nomes na história do surfe uruguaio. Roberto Damiani passou os primeiros anos da vida no balneário Las Toscas, na frente do Río de la Plata.

 

 

Mudou-se para Califórnia ainda moleque, onde pegou umas ondas, mas incrivelmente não começou a surfar ali. Ao voltar, o bicho pegou e foi um dos propulsores do primeiro clube de surfistas fora de Montevidéu, em Las Toscas.

 

É casado e tem três filhas. Estudou marcenaria, tipografia, arte e publicidade. Começou a shapear no ano 69 e nunca mais parou.

 

Como foi o primeiro contato com o mar?
Frio. O primeiro oceano que conheci foi o Pacífico, apesar de ter morado a poucos quilômetros do Atlântico.

 

Como o surfing surgiu em sua vida?
Primeiro por imagens na TV das primeiras séries de “Intriga no Havaí” (Hawaiian Eye). Depois, do ambiente californiano dos 60, e, finalmente, por influência de Ariel González, o professor de segundo grau que surfava em Atlântida (outro balneário do Uruguai), responsável por disseminar a semente pela costa uruguaia.

 

Quais eram teus objetivos antes e depois de começar a surfar?
Os objetivos de antes ficaram para trás, quando o mar começou a me arrastar. Isso pode soar um pouco piegas, mas se eu digo que quando pequeno queria ser como Walt Disney, não tem nada a ver. Mas tudo tem uma explicação: sempre quis usar as mãos para criar e vi que o shape e a pintura me davam algo disso.

 

O que você fez com esse sentimento surfer, com a vontade de canalizá-lo? Você viajou?  Tua vida mudou?
Quando o bicho me mordeu foi tão forte quanto uma paixão.  Apesar de terem passado vários anos desde minhas primeiras ondas com a prancha e apesar de ter brincado muito com as ondas de Las Toscas quando pequeno, as minhas prioridades mudaram radicalmente no dia que inaugurei a primeira prancha que fiz. Comecei a viver em função do mar. Passava o dia todo na água e, quando dormia, sonhava que estava surfando. Apesar de morar a poucos quarteirões da praia, algumas vezes dormia na praia para sentir as ondas contra a areia.

 

Quem te influenciou mais?
Definitivamente, Ariel González, o Professor.

 

Você é o primeiro shaper do Uruguai?
Não. Foi Vispo Rossi. Sem entrar na discussão do significado de “shaper” e “surfing”, acredito que o primeiro foi Vispo, se considerarmos que ele fez uns flutuadores e deslizava nas ondas com eles.  Ele construiu algo que flutuava e com isso fez a mesma coisa que os primeiros peruanos e os polinésios e os milhões que vieram depois.  Não sei dizer se houve outro uruguaio antes dele.  Sei que depois dele vários outros fizeram algumas pranchas – e ele também. E anos depois eu comecei, acho que uns 10 anos depois de Vispo.  Sou o mais antigo em atividade, isso sim.

 

 

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Quando é que você começou a fabricar pranchas? Quais dificuldades enfrentou por fabricar pranchas em um lugar onde surfing era recém-nascido?


Comecei aí, com a primeira que fiz para mim e continuei com as de meus amigos. Mas das dificuldades, melhor nem falar, porque aqui nunca foi fácil. Para você ter uma idéia, mais de 40 anos depois de existir o surfing no país, até agora não se fabrica nenhum dos materiais essenciais: tela, resina e foams adequados.

 

Pior, a maioria das pranchas é trazida do Brasil, onde logicamente são mais baratas e quase todas entram sem pagar imposto.

Quando você se deu conta de que estava fazendo pranchas decentes, ou seja, que eram de um nível mais ou menos compatível com as pranchas bem feitas?


Sempre pensei que eram decentes! O pior é que meus amigos me fizeram acreditar que era assim desde a primeira. Não é brincadeira. Comecei a trabalhar no Brasil foi porque Homero, shaper de Santos, viu uma prancha minha na Twin, surf-shop de Carlinhos e Dudu Argento. E me ofereceu trabalho porque gostou do shape – tinha levado um hook-tail quando ainda não era conhecido no Brasil. Há uma anedota simpática sobre isso. Os gêmeos também estavam começando como shapers e respeitavam a Homero como mestre.

 

Depois de dar sua opinião sobre minha prancha, começaram a me tratar de outra forma. Mais tarde, também me contrataram para shapear.

Enquanto cidadão e surfista, como você viveu o período de governo militar no Uruguai?
Nunca fui um cidadão muito normal.  Antes dos 20 já tinha mudado várias vezes de país e umas quantas de residência. Por isso, nem futebol nem política e nem sequer a bandeira me interessavam muito.

 

Talvez por isso tenha inventado minha própria bandeira e a coloquei na minha primeira prancha, e somente nessa.  E se você olha atentamente, há um retângulo naquela velha foto de Atlântida. Tinha umas listras de cor azul-clara e o sol da bandeira uruguaia, uma onda formada por letras e um surfer.  As letras diziam “SE.A.S” (mares) e significavam: SEguiremos Al Sol” (seguiremos ao sol), e nessa bandeira confiei por muito tempo.  O fato é que quando me converti ao surf, salvei minha própria vida.

 

Como te dizer que nessa época tive um cunhado que era tupamaro – grupo guerrilheiro uruguaio – e somente soube disso quando ele passou à clandestinidade e era procurado por todos lados. Estava tão amarrado ao surf e tão por fora de todo o resto, que os militares nunca se interessaram em me levar para ser interrogado. Sabiam que eu era um bicho raro inofensivo. Disso, não há dúvidas, porque tinham meu telefone grampeado, como o de muita gente.

 

Às vezes, nas longas conversas com sua irmã, que naquela época era minha namorada, alguma voz se metia para opinar… ou para nos apressarmos e ir dormir!!!  Por isso, estou convencido que o surf salvou minha vida. Contagiei-me de idealismo crônico desde pequeno e tenho certeza que, se não me dedicasse ao surf, teria me voltado para outra causa.  

 

 

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Para onde viajou naquela época? Viajava procurando ondas ou mais aprendizagem na arte do  shape?


Desde o inverno de 70 comecei a viajar ao Brasil, procurando um caminho para poder viver da prancha. Saí com meu colega Alex quase sem dinheiro e sem pranchas. De Las Toscas ao Rio, ida e volta, pegando carona. Uma semana de viagem para cada lado, dois meses de aventura: quatro pesos. O amor pelo surf era tão grande que, em Caraguatatuba deserta e com um mar picado, tentamos surfar um enorme tronco de árvore.

 

No ano seguinte, decidimos repetir a viagem com pranchas e tudo.  Se a primeira viagem foi inesquecível, a segunda foi melhor.

Como foi o Campeonato Internacional de 1979, quando você ficou em segundo lugar, atrás do gênio Daniel Friedman?


Ao nosso lado, o grupo de competidores e a turma de torcedores de Atlântida e de Las Toscas, uma patriotada. Éramos um pouco o recheio do bolo. As luzes não estavam sobre nós. Havia outros brasileiros, mas Friedman era o convidado de honra. Logo os portenhos davam de locais, obviamente, porque eram escassos os surfistas uruguaios que moravam em Punta del Este. Menos ainda os que competiam. Acredito que o resultado foi justo, porque naquele momento nosso grupo estava em boa forma e éramos máquinas de remar (primeiro e terceiro lugares em Mar del Plata, 74).

 

Mas o show era de Friedman.  Primeiro ele. E muito atrás chegamos nós.  Eu já conhecia o Daniel do Brasil, e até o tinha julgado em um campeonato na praia de Pernambuco, no Guarujá, onde a briga forte era entre cariocas e paulistas.

 

Ficávamos de queixo caído quando o cara fazia seu movimento patenteado para mudar a pegada na cara da onda e com isso produzia seu próprio tubo para sair entubado em ondinhas de 50 centímetros. Os outros competidores não viam nada de trás e não entendiam porque a praia inteira gritava, incluindo os juizes – eram outros tempos…

 

Do que você mais gosta no surfing?
Que não tem regras.  Você vai para o lado que quiser, o lado livre, o lado estruturado, o competitivo, e pode se divertir em qualquer deles. Você não deixa de ser um surfista.  É um campo de jogo sempre mutante. É criativo como estilo de vida, é multifacetado, desafiante, primitivo e futurista, intuitivo e forjador, etc etc…  Talvez o melhor seja o fato de o surf vir em ondas.

 

O que você acha dos campeonatos profissionais, das marcas que utilizam o surfing para vender e do aspecto mais competitivo do surf?
Eu faço pranchas por dinheiro e também porque gosto. Ou seja, de quê estamos falando? Eu comercializo com o surf desde minha primeira prancha. Há empresas dentro e fora do ambiente, inclusive as que estão aí somente pela lucratividade, que indiretamente me ajudam a continuar vendendo pranchas, investindo em campeonatos, surfwear, publicidade etc. Intimamente não desejo que meus picos favoritos se encham de gente.

 

Gosto de andar só ou com poucos amigos, mas seria uma burrice serrar o galho onde estou sentado. Outra coisa é que existam empresários que ganham milhões fazendo pouco e artesãos que ganham pouco apesar de fazer muito, ou que existam uns poucos que conseguem fama e fortuna por surfar e muitos que querem imitá-los sem chegar perto.

 

Isso tem a ver com decisões pessoais, com opções de vida, as cotidianas e as transcendentais, tem que ver com educação e até com um pouco de sorte. Pepe Lopes foi um escolhido, nascido no lugar ideal, no tempo errado.  Se ele tivesse 18 anos hoje, teria ido longe.  Não estou contra o circo, mas questiono a falta de ética de quem vende somente pela grana e também pretende vender sua imagem de “surfista”. 

Quando Gledson decidiu investir no surf nos anos 70 – algo que bem pode ter sido a faísca do boom que veio depois – e nos pediu toda a produção que pudéssemos fazer, ninguém imaginava um habitante do interior do Brasil vestido de surfista. Esse empresário sim o imaginou e por um tempo fez que muita gente vivesse do trabalho que ele ajudou a criar.

 

 

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Você se sente um privilegiado por ter sido surfista em uma época na qual o surf estava nascendo no Uruguai e em outras partes do mundo, ou você teria preferido ter 18 anos agora?

Não, se eu tivesse 18 agora não os teria vivido. Existem vivências que ainda são intransferíveis.  No futuro, a ciência vai conseguir isso, mas, por enquanto, vou me sentir afortunado se consiguir transmitir a um jovem através de um livro, como se sentia por ser parte daquele velho mundo novo.  Quando um amigo ia para o Hawaii, tínhamos que esperar semanas por uma carta com pequenos desenhos para nos contar como tinham estado as ondas.

 

E hoje é possível ver e falar enquanto esperamos na água, cada um em um oceano diferente.  O jovem de hoje pode imaginar a vida de antes, mas seu mundo é este, enquanto eu vivi aquele e também estou vivendo o que eu imaginava.

 

Não mudo isso por nada. Fico com a experiência. Mesmo assim, penso que é necessário conhecer o passado, e não por simples saudade.

 

Mas, se você quer, eu troco um pouco de experiência por um pouco de giro nas pernas…

 

O que você faz além de fabricar pranchas?  Você tem o melhor trabalho do mundo?


As pranchas e as páginas web (o computador) me absorvem o tempo todo.  O primeiro não deve ser o melhor trabalho porque é algo tóxico, e o outro engorda, mas é criativo e gratificante.  Só tenho que aprender a fazer dinheiro.

Por que você tem o troféu Osmar em seu poder?
Até momentos antes de recebê-lo, eu não estava esperando. Pela explicação de Tato Araña (N.R.: legend santista, irmão do igualmente legend Cisco), os anos que trabalhei com o surfe no Brasil tiveram a ver com a decisão de me outorgarem o prêmio Osmar Gonçalves.  Eu o considero um reconhecimento e estou sempre agradecido por ele. Apesar de a imensa maioria dos surfistas brasileiros não me conhecerem, também coloquei um grão de areia nessa herança que recebem. E também semeei por outros lados o que o Brasil e sua gente me ensinaram, especialmente esse fora de série que é o Homero.  Agradeço também a oportunidade que você, Pablo, está me dando junto com o pessoal da Waves, para expressar isso publicamente, já que durante a entrega do prêmio não fui capaz de dizer grande coisa. Se alguém que esteve lá tem fotos da ocasião, agradeço se puderem enviá-las ao mail de www.robertoshapes.com .
Como foi a experiência no Hawaii shapeando com Bill Hamilton no inverno passado?

 

Como foram as conexões para chegar até lá?
A conexão foi fácil.  Temos um amigo uruguaio em comum.  O outro não é simples porque há muito para contar em pouco espaço. Tanto se escreveu e se filmou sobre o Hawaii que dava a sensação de ter estado lá anteriormente, algo que suponho deve acontecer a muitos surfistas quando ali chegam pela primeira vez. Mas, só chegando para se respirar o aroma de flores que impregna todo o ar de Kauai, da mesma forma que somente descendo uma onda do Havaii pode-se sentir tal qual ela é. Bill é um capítulo à parte, para não dizer uma enciclopédia. Nascemos com poucos dias de diferença e ele é como uma alma gêmea. Mesmo estilo de vida, dois mundos diferentes. Poder tomar uma cerveja em sua varanda sobre o rio Hanalei, desfrutando de sua melhor interpretação de guitarra flamenga (toca muito bem), sem nada mais estressante do que pensar nas ondas surfadas e na lua sobre o vale fazendo brilhar as cachoeiras… isso sim é uma ocasião privilegiada.  E profissionalmente foi incrível. Era o mais parecido a estar cursando um mestrado em shape.  Com o feedback das feras havaianas, com o campo de testes dessas ondas, com o estímulo da aprovação de meu trabalho… Inestimável!

 

 

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Como é que você se vê daqui a 15 anos?
Debaixo de uma palmeira em frente a um mar turquesa.

 

Quem foi na juventude teu surfista favorito e quem é agora? Por quê?
Ariel foi o favorito no começo. Até que um dia vi uma capa-dupla de uma “Surfer” com Nat Young deixando um sulco fantástico em uma direita de Sunset. Aí, passei a ser um consumidor a mais de ídolos de revista.  Deixei os ídolos quando começaram a passar muito rápido para meu gosto, mas no campeonato Legends de 2003, em Maresias, conheci o Pirata, de Guarujá.

 

 

Eu o vi mandando aqueles tubos potentes com sua perna artificial. E pensei que se esse não era um surfista exemplar, ninguém mais merecia sê-lo. Pouco depois, conheci Bethany Hamilton de perto e me envolvi em sua história alucinante. E isso acabou de arrematar minha convicção de como deveria ser um surfista favorito.

 

Em sua opinião, o que acontece no Uruguai, porque apesar de ter surfistas em evolução, está morto em nível institucional.
A anarquia nos seduz, entre outras coisas.

 

Quem é o melhor surfista uruguaio da história?
Melhor em quê? O que ganha mais campeonatos é o melhor?

 

O mais falado, o que viaja mais ou o que pode surfar mais seguidamente? Isto não é como dizer: “é o mais rápido porque chegou antes”?.

 

Por quê não há um surfista latino homem – não brasileiro – no WCT?
Os meios anglófonos (e anglófilos) tiveram muito a ver com esse assunto desde sempre.

Qual a melhor onda do Uruguai? Por quê?
Puxa! Há diversas. Falo das que eu mais gosto: Santa Lucia, a Barra de Maldonado, a direita de Los Botes, Punta del Barco.

 

Quando e onde pegou as melhores ondas de sua vida?
Gostaria de dizer “aqui, esta manhã”. Mas essa é difícil, porque as arquivo por intensidade. Há uma porção. E tanto podem competir uns drops alucinantes em Mirages, ao norte de Kauai no ano passado, como outros não menos alucinantes contra o cais do porto de Viareggio, ha uns 20 anos, esquivando uma dúzia de “surfisti italiani” no máximo de adrenalina. 

Pode ser Imbituba enorme, somente um amigo e eu quando era quase desconhecida, ou Peñascal no Peru, um verdadeiro muro de contenção, para ganhar uma aposta feita com o bonachão Gordo Barreda em 77. Mas, apesar de que se seguem somando ondas ao arquivo, cada vez que tenho que procurar imagens mentais de bons mares é imprescindível uma hora mágica no córrego de Parque del Plata, isso há mais de 30 anos.

 

Não é o dia épico que está registrado em um velho filme de um mar de 2 metros e meio, e nem sequer outro dia mais impressionante e maior que somente três pessoas que vimos. Foi um mar de apenas 1 metro. De todo o dia foi somente uma hora mágica, na qual a combinação da maré e da saída do córrego fez com que as ondas se afunilassem completamente redondas, perfeitas, emparelhadas e intermináveis… e para a direita.

Ficavam à minha frente. Era abaixar, frear com a mão e se deixar passar pelo trecho até ver os pinhos de La Floresta emoldurados pelo tubo; tirar o freio e deixar que a prancha saísse para repetir isso uma e outra vez em cada onda. Cada vez que terminava uma, voltava correndo pelo banco que estava bem plano, gritando a todo pulmão para nivelar a euforia.

 

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Os primeiros verdadeiros tubos de minha vida!  Aquilo era uma máquina. Não sei qual o efeito que fazia com que viessem sem parar. Não havia mais ninguém nem sequer na praia e precisava compartilhá-las com alguém. Olhava o tempo todo para Las Toscas, a três quilômetros, sabendo que viriam dois amigos caminhando pela areia.

 

Quando pude ver dois pontinhos, ainda estavam longe, e mentalmente eu os apressava, porque era bom demais para durar.

 

E não durou.

 

Quando faltavam uns quarteirões, começaram a correr como loucos porque conseguiram ver bem o que estava acontecendo. Mas, já tinha começado a murchar. Nunca foi melhor aplicado o “ah se tivessem vindo um pouquinho antes”.

 

O que o Uruguai tem de ruim e de bom para um surfista?
De ruim  tem o frio. E de bom também, porque se fosse tropical estaria cheio. É o efeito Canadá.

 

Onde você gostaria de estar agora?
Subindo uma duna a ponto de descobrir como está o mar.

 

Qual é teu sonho?
Sonho com que os cachorros da casa ao lado se mudem, porque me roubam o sono. Também sonho poder shapear e pintar por puro prazer, sem precisar vender.

 

O que você gostaria que dissesse tua biografia em 2099?
“…este saudável contemporâneo, tão feliz e vital como sempre, que acaba de ganhar mais outra  revanche do arquifamoso Daniel Friedman, etc etc”.   Não, falando sério. Se for para imaginar, gostaria que minha biografia se baseasse no estilo de vida de minhas filhas e suas descendentes, e que falasse somente das coisas boas. Gostaria de baixar da máquina, esticar as pernas no 2099 e comprovar que, depois de tudo, o mundo não estava piorando como parecia.

 

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    Gabriel Medina voltou ao lugar mais alto do pódio nesta terça-feira (3), ao conquistar o Philippines Pro 2026, em Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas. O tricampeão mundial derrotou o australiano Jack Robinson por 16,93 a 14,50 e encerrou um jejum de mais de três anos sem vitórias no Championship Tour (CT). Sua última conquista havia sido em Margaret River, na Austrália, em abril de 2023. Depois de três vice-campeonatos na temporada, Medina aproveitou sua quarta final do ano para levantar a taça. O resultado também levou o brasileiro da quarta para a segunda colocação do ranking mundial, atrás do compatriota Yago Dora, a uma etapa do encerramento do circuito. A decisão foi disputada em boas ondas, com tubos profundos na bancada de Cloud 9. Jack Robinson abriu a bateria com 6,17 pontos, mas Medina respondeu com 7,50. Na metade do confronto, o brasileiro encontrou um tubo espetacular, recebeu 9,43 e deixou o australiano precisando de uma combinação de notas para assumir a liderança. Robinson reagiu e conseguiu sair da combinação, chegando a 14,50 pontos. Com a prioridade nos minutos finais, Medina administrou a vantagem e confirmou a vitória com 16,93 pontos, somando 9,43 e 7,50. O título também teve sabor de recuperação. Na etapa anterior, em Peniche, Portugal, Medina liderava a final até o último minuto, quando Griffin Colapinto conseguiu a virada e ficou com a vitória. Duelo brasileiro na semifinal Antes de enfrentar Robinson, Medina precisou superar Yago Dora em uma semifinal inteiramente brasileira. O tricampeão mundial começou forte, com uma nota 8,83, mas Yago respondeu com 7,00 e 6,50, chegando a assumir a liderança. Medina recuperou a primeira colocação ao somar 6,93 e fechou a bateria com 15,76 contra 13,50. Na outra semifinal, Jack Robinson derrotou Ethan Ewing por uma diferença de apenas 0,63 ponto. Apesar da eliminação, Yago segue na liderança do ranking mundial. Medina assume a segunda posição, enquanto Italo Ferreira, Griffin Colapinto e Miguel Pupo completam os cinco primeiros colocados. Caitlin Simmers conquista título feminino Na categoria feminina, a norte-americana Caitlin Simmers venceu o Philippines Pro ao superar a australiana Isabella Nichols por 12,00 a 10,77 na final. Simmers chegou à decisão depois de uma semifinal movimentada contra Carissa Moore. A havaiana sofreu uma penalidade por interferência, decisiva para o resultado de 9,43 a 5,67 favorável à norte-americana. Na outra semifinal, Isabella Nichols derrotou Tyler Wright por 10,17 a 7,00. Com o título, Simmers sobe para a terceira colocação do ranking feminino. Molly Picklum permanece na liderança, seguida por Carissa Moore. A brasileira Luana Silva chega à última etapa na sétima posição do ranking, com 43.325 pontos, e ainda tem chances matemáticas de conquistar seu primeiro título mundial. Ao todo, sete surfistas seguem na disputa: Molly Picklum, Carissa Moore, Caitlin Simmers, Gabriela Bryan, Erin Brooks, Sawyer Lindblad e Luana Silva. Assim como na categoria masculina, a definição dependerá dos resultados em Pipeline e dos descartes da classificação final. Medina assumirá liderança em Pipeline A vitória em Cloud 9 levou Gabriel Medina da quarta para a segunda posição do ranking mundial, com 53.210 pontos, apenas 1.740 atrás do líder Yago Dora, que soma 54.950. Essa diferença, porém, será revertida na abertura da última etapa da temporada, em Pipeline, no Havaí. A mudança acontece por causa do terceiro descarte, previsto para a classificação final do Circuito Mundial. Yago perderá 3.320 pontos, enquanto Medina descartará apenas 1.000. Com isso, o tricampeão passará a somar 52.210 pontos, contra 51.630 do compatriota, assumindo a liderança com 580 pontos de vantagem. Apesar da inversão, Yago continuará vestindo a lycra amarela e será o cabeça de chave número 1, pois o chaveamento será definido antes da aplicação do novo descarte. Seis surfistas na disputa pelo título Além de Medina e Yago, outros quatro surfistas chegam a Pipeline com chances matemáticas de conquistar o Mundial: Italo Ferreira, Griffin Colapinto, Miguel Pupo e Leonardo Fioravanti. Os dois primeiros colocados estão em situação privilegiada. Tanto Medina quanto Yago garantem o título mundial se vencerem a etapa, independentemente dos resultados dos adversários. A vantagem do terceiro descarte também favorece Medina em um confronto direto com Yago. Se ambos forem eliminados na mesma fase, o tricampeão terminará à frente do compatriota. Já os outros quatro candidatos precisam avançar na competição e contar com resultados desfavoráveis dos líderes. A decisão acontece entre 8 e 20 de dezembro, em Pipeline, no Havaí. A última etapa terá pontuação especial, com 15 mil pontos para o campeão, 50% a mais do que nas etapas convencionais. O formato aumenta o peso dos resultados e mantém aberta a disputa pelo título mundial de 2026, com quatro brasileiros entre os seis candidatos. O que cada um precisa para ser campeão Gabriel Medina e Yago Dora dependem apenas dos próprios resultados. Quem vencer Pipeline será campeão mundial. Medina, porém, tem uma vantagem importante: se os dois forem eliminados na mesma fase, terminará à frente do compatriota graças ao terceiro descarte. Italo Ferreira também pode conquistar o título sem vencer a etapa. Para isso, precisaria terminar como vice-campeão, com Medina e Yago eliminados na nona posição, além de contar com os tropeços dos demais concorrentes. Para Griffin Colapinto, Miguel Pupo e Leonardo Fioravanti, a situação é mais complicada. Os três precisam obrigatoriamente vencer Pipeline e torcer por eliminações precoces dos principais adversários. O avanço de Medina e Yago pode reduzir rapidamente o número de candidatos. Se ambos chegarem às semifinais, o título mundial estará matematicamente garantido para o Brasil. Baterias do Philippines Pro Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 13,13 x 9,90 Callum Robson (AUS)2 – Seth Moniz (HAV) 12,66 x 10,33 Marco Mignot (FRA)3 – Filipe Toledo (BRA) 10,67 x 9,53 Cole Houshmand (EUA)4 – Liam O’Brien (AUS) 14,33 x 13,33 João Chianca (BRA)5 – Jack Robinson (AUS) 14,83 x 10,00 Bronson Meydi (IND)6 – George Pittar (AUS) 10,33 x 6,67 Noah Arkfeld (FIL)7 – John Mark Tokong (FIL) 16,60 x 11,00 Samuel Pupo (BRA)8 – Jayuard Alciso (FIL) 12,93 x 12,17 Kauli Vaast (FRA) Round 2 1 –

    Gabriel Medina encerra jejum de mais de três anos sem vitórias no Circuito Mundial, conquista o Philippines Pro e chega à última etapa da temporada na segunda posição do ranking.

    A Praia de Carcavelos, em Portugal, volta a receber os melhores especialistas em tubos do mundo. A partir deste domingo (1º), começa uma nova janela de espera do Capítulo Perfeito, competição que reúne 16 surfistas convidados e será realizada em um único dia, quando as condições de mar e vento estiverem ideais. Inicialmente programada para o começo de 2026, a 12ª edição foi adiada depois que sucessivas tempestades impediram a formação das ondas desejadas pela organização. Mesmo com a extensão do prazo até 31 de março, a competição não aconteceu. Agora, a expectativa é encontrar as condições perfeitas até 15 de dezembro, com a chamada oficial anunciada 72 horas antes do evento. “Este é um evento único, marcado pela imprevisibilidade do mar e por um compromisso inegociável com a perfeição. Continuamos determinados a esperar pelo dia perfeito, que acreditamos que chegará entre novembro e dezembro”, afirma Rui Costa, organizador do Capítulo Perfeito. Brasileiros entre os convidados O Brasil terá dois representantes na competição principal. Bruno Santos, campeão do Capítulo Perfeito em 2015, retorna a Carcavelos ao lado de Anne dos Santos, primeira mulher a integrar a lista de convidados internacionais do evento. O grupo também reúne nomes consagrados do surfe mundial, como os ex-campeões mundiais Joel Parkinson e Rob Machado, além de Balaram Stack, Noah Beschen, Soli Bailey, Torrey Meister e Tosh Tudor. O norte-americano Cam Richards, vencedor da edição de 2025, retorna para defender o título. Entre os portugueses estão Nic von Rupp, Miguel Blanco e João Maria Mendonça. A última das 16 vagas será preenchida pelo Wildcard Performance, convite reservado a um surfista internacional que terá seu nome anunciado às vésperas da competição. A programação também inclui o Women Special Heat, bateria especial feminina com Camila Cardoso, Gabriela Dinis, Mafalda Lopes e Maria Salgado. Novo formato de competição Uma das principais novidades da edição de 2026 será o formato de disputa. Todos os 16 participantes competirão em duas rodadas iniciais sem eliminações, com pelo menos três participações garantidas ao longo do evento. Após as duas primeiras rodadas, os oito melhores avançam diretamente para a quarta fase. Os outros oito disputam uma repescagem, que classificará mais quatro surfistas. Na quarta rodada, os quatro melhores avançam à final, na qual o campeão será definido pela soma das duas melhores ondas. O objetivo é permitir que os participantes enfrentem diferentes condições de maré ao longo do dia, reduzindo o impacto de eventuais mudanças nas ondas. Outra novidade é que os quatro finalistas de 2026 garantirão vagas na edição de 2027. Até então, apenas o campeão recebia esse benefício. Capítulo Perfeito também chegou à Indonésia A temporada de 2026 marcou a expansão internacional do evento. Em setembro, o Capítulo Perfeito realizou uma edição em Desert Point, na ilha de Lombok, na Indonésia. O havaiano Makana Pang conquistou o título com uma nota 10 na final e 17,57 pontos no somatório, superando os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi, além do indonésio Usman Trioko. Com a vitória, Pang garantiu um convite para disputar o Capítulo Perfeito de Carcavelos em 2027. Convidados do Capítulo Perfeito 2026 Internacionais Anne dos Santos (BRA)Balaram StackBruno Santos (BRA)Joel ParkinsonNoah BeschenRob MachadoSoli BaileyTorrey MeisterTosh Tudor Portugueses João Maria MendonçaMiguel BlancoNic von Rupp Convidados especiais Cam Richards (campeão de 2025)Pedro Boonman (escolhido pelo público)Tomás Valente (vencedor dos Trials)Wildcard Performance (a definir) Women Special Heat Camila CardosoGabriela DinisMafalda LopesMaria Salgado O Capítulo Perfeito tem como característica realizar a competição apenas quando o mar apresenta ondas grandes e tubulares, com os tubos sendo a única manobra considerada na pontuação. A organização divulgará a chamada oficial em seus canais e no site capituloperfeito.com.

    Capítulo Perfeito reúne 16 surfistas em Portugal entre 1º de novembro e 15 de dezembro. Brasileiros Bruno Santos e Anne dos Santos estão entre os convidados da 12ª edição, que estreia novo formato.

    A organização do Eddie Aikau Big Wave Invitational uma das competições mais tradicionais e prestigiadas do surfe de ondas gigantes, anunciou nesta quinta-feira (29) os convidados para a temporada 2026/27. A lista reúne 32 atletas, entre eles John John Florence, Kai Lenny, Landon McNamara, Grant Baker e Luke Shepardson. O brasileiro Lucas Chumbo Chianca está entre os alternates. Chumbo, que integrou a lista principal na temporada passada, aparece agora na nona posição entre os 20 suplentes masculinos. Caso algum dos convidados não possa participar, o brasileiro poderá ser convocado conforme a ordem de substituição estabelecida pela organização. A janela de espera do evento começa em 6 de dezembro de 2026 e segue até 4 de março de 2027, em Waimea Bay, na costa norte da ilha de Oahu, no Havaí. A tradicional cerimônia de abertura está marcada para 3 de dezembro. A tradição do The Eddie Criado em homenagem ao lendário surfista e salva-vidas havaiano Eddie Aikau, o campeonato é conhecido por suas exigências extremas. A competição só acontece quando as ondas atingem consistentemente 40 pés de face, aproximadamente 12 metros, e as condições permitem realizar todas as baterias em um único dia. Desde sua primeira edição, em 1985, o The Eddie aconteceu apenas 11 vezes. Naquele ano, a competição foi realizada em Sunset Beach, com vitória de Denton Miyamura. Em 1986, o evento passou para Waimea Bay, onde Clyde Aikau, irmão de Eddie, conquistou o título. As duas últimas edições aconteceram em dezembro de 2023 e 2024, vencidas pelos havaianos Luke Shepardson e Landon McNamara, respectivamente. Na temporada 2025/26, a organização encerrou a janela sem realizar a competição por falta de condições adequadas. A seletividade faz parte da identidade do The Eddie. Diferentemente dos campeonatos convencionais, que seguem um calendário de baterias previamente estabelecido, o evento depende inteiramente da chegada de uma ondulação excepcional a Waimea Bay. Entre os convidados desta temporada estão campeões históricos, como Bruce Irons, John John Florence e Ross Clarke-Jones, além de nomes consagrados do surfe de ondas grandes, como Billy Kemper, Mark Healey, Jamie Mitchell e Nathan Florence. O atual campeão, Landon McNamara, também está confirmado. Em dezembro de 2024, ele conquistou o título com uma apresentação que incluiu uma onda de 50 pontos, nota máxima na competição. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) O legado de Eddie Aikau Mais do que uma competição, o The Eddie celebra a memória de um dos personagens mais importantes da cultura havaiana. Eddie Aikau foi o primeiro salva-vidas de Waimea Bay e de toda a costa norte de Oahu. Ao longo de sua carreira, participou do salvamento de mais de 500 pessoas e ficou conhecido pela coragem com que enfrentava o mar em condições extremas. Em 1978, aos 31 anos, Eddie desapareceu no oceano ao sair remando em busca de ajuda para os tripulantes da canoa tradicional Hokule’a, que enfrentava dificuldades durante uma travessia entre o Havaí e o Taiti. Sua história deu origem à expressão “Eddie Would Go” (“Eddie iria”), que se tornou um símbolo de coragem, solidariedade e respeito ao oceano. A cerimônia de abertura do campeonato preserva essa tradição, reunindo familiares de Eddie Aikau, surfistas, líderes espirituais e membros da comunidade havaiana. O ritual inclui homenagens, bênçãos e um paddle out coletivo em Waimea Bay. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) Convidados do Eddie Aikau Big Wave Invitational 2026/27 Aaron Gold (HAV)Annie Reickert (HAV)Ben Wilkinson (AUS)Billy Kemper (HAV)Bruce Irons (HAV)Chad Keaulana (HAV)Eala Stewart (HAV)Eli Olson (HAV)Emily Erickson (HAV)Ezekiel Lau (HAV)Felicity Palmateer (AUS)Grant Twiggy Baker (AFS)Ha’a Aikau (HAV)Ian Walsh (HAV)Jake Maki (HAV)Jamie Mitchell (AUS)Jamie O’Brien (HAV)Joey Cadiz (HAV)John John Florence (HAV)Kai Lenny (HAV)Koa Rothman (HAV)Landon McNamara (HAV)Luke Shepardson (HAV)Makua Rothman (HAV)Mark Healey (HAV)Mason Ho (HAV)Matahi Drollet (TAH)Nathan Florence (HAV)Paige Alms (HAV)Ross Clarke-Jones (AUS)Seth Moniz (HAV)Tom Lowe (ING) Suplentes masculinos (ordem de convocação) 1 – Torrey Meister (HAV)2 – Kala Grace (HAV)3 – Cliff Kapono (HAV)4 – Kaiwi Berry (HAV)5 – Russell Bierke (AUS)6 – Josh Moniz (HAV)7 – Tyler Larronde (HAV)8 – Ivan Florence (HAV)9 – Lucas Chumbo Chianca (BRA)10 – Tiger Doerner (HAV)11 – Mikey O’Shaughnessy (HAV)12 – Barron Mamiya (HAV)13 – Nic von Rupp (POR)14 – Francisco Porcella (HAV)15 – Mitch Sanborn (HAV)16 – Steve Roberson (HAV)17 – Kipp Caddy (AUS)18 – Koa Smith (HAV)19 – Isamu Sumi (JAP)20 – Jojo Roper (EUA) Suplentes femininas (ordem de convocação) 1 – Laura Enever (AUS)2 – Bianca Valenti (EUA)3 – Tiare Lawrence (HAV)4 – Makani Adric (HAV)5 – Justine Dupont (FRA) Os 11 campeões da história 1985 – Denton Miyamura (HAV)1986 – Clyde Aikau (HAV)1990 – Keone Downing (HAV)1999 – Noah Johnson (HAV)2001 – Ross Clarke-Jones (AUS)2002 – Kelly Slater (EUA)2004 – Bruce Irons (HAV)2009 – Greg Long (EUA)2016 – John John Florence (HAV)2023 – Luke Shepardson (HAV)2024 – Landon McNamara (HAV)

    Eddie Aikau Invitational divulga lista de 32 convidados para a temporada 2026/27 em Waimea Bay, no Havaí. Brasileiro Lucas Chumbo Chianca aparece entre os alternates.

    A estreia de Cloud 9 no Championship Tour (CT) da World Surf League (WSL) pode acontecer em condições excepcionais, se as previsões se confirmarem. O Philippines Pro abre sua janela neste sábado (31), na ilha de Siargao, nas Filipinas, com previsão de ondas fortes e tubulares geradas pelo tufão In-fa, que atua no Pacífico, ao norte do arquipélago filipino. Clique aqui para assistir ao vivo A primeira chamada está marcada para as 20h30 desta sexta-feira (30), pelo horário de Brasília, quando já serão 7h30 de sábado nas Filipinas. A competição poderá começar meia hora depois, caso as condições sejam favoráveis. A janela segue até 10 de novembro. O tufão In-fa vem gerando ondulações de diferentes períodos e direções, com potencial para proporcionar dois pulsos de swell ao longo da primeira semana da etapa. A previsão aponta boas condições já no início da competição, seguidas por um segundo aumento mais expressivo entre terça (3) e quarta-feira (4). Tubos e ondulação em alta A expectativa é de ondas entre 1,2 e 1,5 metro de face na abertura, com aumento gradual ao longo do fim de semana. No domingo (1º), o swell de período mais longo deve favorecer a formação dos tubos que tornaram Cloud 9 mundialmente conhecida. Após uma redução temporária na segunda-feira (2), uma nova entrada de ondulação de nordeste deve ganhar força na terça (3). As maiores séries podem atingir aproximadamente 3 metros de face entre o fim de terça e as primeiras horas de quarta-feira (4). Apesar do tamanho, os dias de maior ondulação não necessariamente serão os melhores para os tubos. Cloud 9 costuma apresentar seu funcionamento mais clássico com ondas na faixa de 1,5 metro. Quando o mar cresce além disso, as ondas podem quebrar mais afastadas da bancada, reduzindo a frequência dos tubos mais profundos e constantes. O vento também será determinante. A previsão indica condições mais favoráveis no início da janela, com vento terral fraco e oportunidades de tubos limpos. Já na terça-feira, o vento maral de nordeste poderá comprometer a qualidade das ondas, justamente durante o pico da ondulação. Como a trajetória e a intensidade do tufão ainda podem mudar, a previsão permanece sujeita a alterações. Mesmo assim, o cenário é promissor para a estreia de Cloud 9 na elite mundial. Brasileiros disputam a liderança Além da expectativa pelas ondas, o Philippines Pro terá peso importante na corrida pelo título mundial de 2026. Penúltima das 12 etapas da temporada, a competição pode alterar a liderança do ranking antes da decisão em Pipeline, no Havaí. Atual campeão mundial e líder do ranking, Yago Dora chega às Filipinas com a lycra amarela e boas expectativas para sua primeira experiência em Cloud 9. O brasileiro ainda não encontrou a onda em suas melhores condições, mas já se mostrou impressionado com o potencial do pico. “É minha primeira vez aqui, mas já acho que pode se tornar um dos meus lugares favoritos. Chegamos há poucos dias, então ainda não vimos a onda em todo o seu potencial, mas dá para perceber o que ela pode oferecer. Sinto que é uma onda que combina com meu estilo de surfe, então estou confiante”, afirma Yago Dora. O brasileiro lidera o ranking, seguido por Italo Ferreira, em segundo, Griffin Colapinto, em terceiro, Gabriel Medina, em quarto, e Miguel Pupo, em quinto. O italiano Leonardo Fioravanti ocupa a sexta posição e também tem chances de assumir a liderança. O resultado nas Filipinas será especialmente importante porque a última etapa, em Pipeline, distribuirá pontuação 50% maior que as anteriores. Uma vitória em Cloud 9 vale 10 mil pontos, enquanto o campeão no Havaí receberá 15 mil. Yago fará sua estreia diretamente no Round 2, assim como Italo Ferreira, Miguel Pupo e Gabriel Medina. Filipe Toledo, João Chianca e Samuel Pupo começam a disputa no Round 1. Entre as mulheres, Luana Silva será a única representante brasileira. Atual sétima colocada do ranking, ela enfrenta a havaiana Bettylou Sakura Johnson na primeira rodada. Filipe Toledo busca resultado Bicampeão mundial, Filipe Toledo já demonstrou bom desempenho nos treinos e não esconde o entusiasmo com a estreia em Siargao. O brasileiro destacou a qualidade da onda, a receptividade dos moradores e a possibilidade de proporcionar um espetáculo ao público. Segundo Filipe, os atletas chegaram a brincar sobre a quantidade de notas 10 que poderiam surgir durante a competição, diante do potencial de Cloud 9. O brasileiro também falou abertamente sobre as dificuldades enfrentadas nesta temporada. Depois de muitos anos no circuito, reconheceu que nem sempre é fácil encontrar motivação, especialmente diante dos resultados abaixo das expectativas. A descoberta de um pico como Cloud 9, porém, trouxe um novo estímulo. “Lugares como este reacendem a chama em mim”, afirma Filipe, em declaração na coletiva de imprensa. Estrelas e convidados locais A estreia do CT em Siargao também reúne alguns dos maiores nomes do surfe mundial, como os atuais campeões Yago Dora e Molly Picklum, além de Filipe Toledo, Gabriel Medina, Caroline Marks e Carissa Moore. Os convidados locais prometem dificultar a vida dos favoritos. O filipino John Mark Tokong, especialista em Cloud 9, venceu quatro competições em nove participações no pico e enfrentará Samuel Pupo na primeira rodada. Outro destaque é o indonésio Bronson Meydi, convocado para substituir o lesionado Jake Marshall. Conhecido por seu repertório de manobras e tubos, ele estreia contra o australiano Jack Robinson. Na chave feminina, a australiana Sierra Kerr, já classificada para o CT de 2027, enfrenta a pentacampeã mundial Carissa Moore. Baterias do Philippines Pro Round 1 Masculino 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)3 – Cole Houshmand (EUA) x Filipe Toledo (BRA)4 – Liam O’Brien (AUS) x João Chianca (BRA)5 – Jack Robinson (AUS) x Bronson Meydi (IND)6 – George Pittar (AUS) x Noah Arkfeld (FIL)7 – Samuel Pupo (BRA) x John Mark Tokong (FIL)8 – Kauli Vaast (FRA) x Jayuard Alciso (FIL) Round 2 Masculino 1 – Italo Ferreira (BRA) x Marco Mignot (FRA) ou Seth Moniz (HAV)2 –

    Philippines Pro abre janela nas Filipinas, com previsão de ondas de até 3 metros impulsionadas pelo tufão In-fa. Confira ao vivo e participe dos debates em nosso fórum.

    O surfe brasileiro se despede de um de seus personagens mais originais. Dávio Correia Figueiredo, o Dadá Figueiredo, morreu no último sábado (24), aos 61 anos, deixando um legado que ultrapassa as conquistas nas competições. O carioca ajudou a transformar não apenas a maneira de surfar, mas também o comportamento e a identidade de uma geração. Segundo informações de amigos próximos e familiares, Dadá estava internado para tratar uma infecção pulmonar. Reportagens posteriores apontaram complicações de uma pneumonia, mas detalhes médicos sobre as circunstâncias da morte não foram oficialmente esclarecidos. Rebelde, provocador e dono de um estilo explosivo, Dadá surgiu em uma época em que o surfe brasileiro ainda construía sua identidade competitiva. Nas décadas de 1980 e 1990, suas batidas verticais, rasgadas potentes e manobras inspiradas no skate surpreendiam o público e, muitas vezes, os próprios juízes. Enquanto muitos surfistas seguiam linhas tradicionais, Dadá buscava explorar os limites das ondas. Sua postura radical e sua personalidade irreverente fizeram dele uma referência dentro e fora da água. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) Um revolucionário nas ondas Nascido no Rio de Janeiro, Dadá cresceu na Tijuca e desenvolveu uma ligação intensa com o skate antes de transportar parte dessa influência para o mar. A combinação de velocidade, explosão e movimentos verticais ajudou a antecipar características que se tornariam comuns no surfe profissional anos depois. Em janeiro de 2005, o jornalista Fabrício Fernandes publicou no Waves a reportagem “Dadá, o anti-moda”, um retrato de sua personalidade e de sua importância para o esporte. Na matéria, Fernandes descreveu como Dadá executava manobras que só ganhariam espaço no circuito mundial anos depois, citando movimentos como laybacks, re-entries e off-the-tops verticais. O jornalista também apontou sua influência sobre surfistas como Neco Padaratz, Léo Neves, Binho Nunes e Raoni Monteiro, representantes de uma geração que ajudou a consolidar o surfe brasileiro no cenário internacional. Dadá era uma atração à parte nos campeonatos. Sua presença nas baterias despertava expectativa entre os espectadores, que acompanhavam suas manobras com entusiasmo, mesmo quando o julgamento não refletia o impacto de suas apresentações. O carioca conquistou o título estadual em 1989 e venceu o Sea Club Final Heat, realizado em Saquarema, no mesmo ano. Em 1993, foi escolhido pelos leitores de uma revista especializada como o melhor freesurfer do Brasil, reconhecimento que demonstrava sua popularidade para além das competições. Embora nunca tenha conquistado o título brasileiro profissional, esteve durante cinco temporadas consecutivas entre os 16 melhores do ranking da Abrasp (Associação Brasileira de Surf Profissional). A final histórica contra Picuruta Um dos episódios mais emblemáticos de sua carreira aconteceu em maio de 1988, durante a final do Niasi/Tribuna FM, disputada no Canto do Maluf, na praia de Pitangueiras, Guarujá (SP). Dadá enfrentou Picuruta Salazar em uma bateria marcada por manobras radicais e uma decisão apertada dos cinco juízes. O santista venceu por 3 a 2, mas o resultado provocou discussões sobre os critérios de julgamento. Décadas depois, em março de 2023, o jornalista e editor Alceu Toledo Junior recuperou a história na reportagem “Picuruta 3 X 2 Dadá”, publicada no Waves. Alceu, que acompanhou a bateria da areia, contou que o equilíbrio entre os dois surfistas era tão grande que considerava o empate um resultado justo. Seu relato destaca a potência das manobras de Picuruta e a capacidade de Dadá de aproveitar as ondas desde o outside até a beira. A reportagem inclui imagens da final e preserva um capítulo importante da história do surfe brasileiro, contado por quem testemunhou a disputa. Punk, anti-moda e contracultura Fora da água, Dadá também desafiava convenções. Influenciado pelo punk rock e pelo hardcore, adotou uma estética que contrastava com o visual tradicional do universo do surfe. Cabelos ousados, roupas escuras, atitudes provocadoras e críticas ao comportamento da indústria fizeram parte de sua identidade. Dadá rejeitava padrões e fazia questão de demonstrar sua independência. Essa personalidade também se manifestou na música. Foi baixista da banda punk Os Normais e participou da criação de marcas como Anti-Fashion e Necrose Social, levando sua visão alternativa para o vestuário. Em um período de crescente profissionalização do surfe, Dadá representava uma forma diferente de viver o esporte. Suas atitudes despertavam admiração e controvérsia, mas dificilmente passavam despercebidas. Seu impacto também chegou aos novos talentos. Alexandre Almeida, o Dadazinho, recebeu uma prancha de Dadá no início da carreira e adotou o apelido em homenagem ao ídolo. O episódio foi registrado pelo Waves na reportagem “Dadazinho Almeida busca o bi no Carioca 2004”. Os desafios e a reconstrução A trajetória de Dadá também foi marcada por períodos difíceis. O abuso de álcool e drogas comprometeu sua carreira e trouxe consequências pessoais e profissionais. O próprio surfista falou abertamente sobre esses episódios em entrevistas, reconhecendo que a dependência química prejudicou seu desempenho nas competições e afastou oportunidades importantes. Em maio de 2003, o jornalista Fernando Gaspar publicou no Waves a reportagem “A luz no fim do tubo”, que acompanhou uma fase de reconstrução da vida de Dadá. O texto apresentou depoimentos sobre sua recuperação, a importância do apoio familiar e sua aproximação com a religião evangélica, que se tornou parte fundamental de sua vida. Na época, Dadá havia criado uma escola de surfe na Barra da Tijuca, com apoio de integrantes da igreja Sara Nossa Terra. O projeto começou com algumas pranchas e, segundo a reportagem de 2003, chegou a reunir cerca de 300 alunos e 12 professores. O mesmo espírito de liderança que havia marcado sua carreira competitiva passou a encontrar espaço no ensino do esporte e no trabalho com jovens. Em junho de 2007, a jornalista Monique Arruda voltou a contar parte dessa trajetória na reportagem “Dadá no comando”, quando ele assumiu a vice-presidência da Associação de Surf da Barra da Tijuca, entidade da qual havia sido um dos fundadores. Dadá defendia a valorização dos veteranos e o retorno das categorias Master aos campeonatos. Para ele, preservar a memória dos pioneiros era uma maneira de aproximar as novas gerações da história do surfe.

    Pioneiro do surf progressivo e símbolo da contracultura, carioca Dadá Figueiredo morreu no último sábado (24), ao enfrentar uma pneumonia. Sua trajetória foi marcada por talento, rebeldia e superação.

    O Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS) recebe, a partir das 15h deste sábado (31), o primeiro encontro do Naborda Film Festival – Melhores do Ano 2026. A abertura terá uma exposição com 60 fotografias de surfe produzidas por profissionais de diferentes regiões do Brasil, além de sessões de curtas-metragens documentais, exposição de pranchas e apresentações musicais. Idealizado por Bruno Espósito e Dêmi Viola, o festival promove três meses de atividades dedicadas à cultura do surfe e do oceano, reunindo fotógrafos, cineastas, artistas e apaixonados pelo esporte. A proposta é dar visibilidade à produção artística ligada ao mar e reconhecer os melhores trabalhos do ano. A edição de 2026 contará com quatro encontros em diferentes espaços culturais de Santos. Cada etapa dará destaque a uma linguagem artística, começando pela fotografia em outubro, passando pelas artes visuais em novembro e chegando ao cinema em dezembro. Programação do Naborda 2026 31 de outubro – Fotografia: A abertura acontece no MISS, localizado no térreo do Teatro Municipal Brás Cubas, com exposição de 60 fotografias de surfe, exibição de curtas-metragens, mostra de pranchas e música ao vivo. 29 de novembro – Artes: O Cine Arte Posto 4, cinema localizado em frente ao mar, recebe uma exposição com trabalhos dos artistas inscritos, além de sessões de curtas, mostra de pranchas e apresentações musicais. 11 de dezembro – Curtas-metragens: O Cine Roxy será palco da exibição dos filmes finalistas em uma tela de 15 metros, acompanhada de exposições de fotografia e artes no hall do cinema. 12 de dezembro – Premiação: O encerramento acontece na Frontaria Azulejada, com a cerimônia de entrega dos prêmios aos vencedores das diferentes categorias, exposições e apresentações musicais. O Naborda Film Festival é apresentado pela Cerveja Praya, com patrocínio da South to South e Surfmappers. O evento conta com apoio do Waves, RTL FM – A Rádio Rock, Empório Bolshoi, Óculos Mandalla, Future Fins, Fuwax, Arakawa, Santa Areia Beachwear, Instituto Ecosurf e Prefeitura Municipal de Santos. Serviço – Abertura do Naborda Film Festival 2026 Data: 31 de outubro (sábado) Horário: a partir das 15h Local: Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS), Teatro Municipal Brás Cubas, Santos (SP) Entrada: gratuita Instagram: @naborda_film_festival Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Naborda (@naborda_film_festival)

    Naborda Film Festival começa neste sábado (31), em Santos (SP), com entrada gratuita, exposições de fotografia, filmes e música ao vivo; programação segue até dezembro.

    Das praias ancestrais da Polinésia aos campeonatos que movimentam milhões de fãs ao redor do mundo, o surfe percorreu um longo caminho até se consolidar como um dos esportes mais populares da atualidade. No Brasil, a modalidade vive um momento de expansão impulsionado por conquistas internacionais, pelo surgimento de novos talentos e por investimentos que contribuem para o fortalecimento de toda a cadeia esportiva. Embora hoje seja um esporte global, foi no Havaí que o surfe ganhou maior notoriedade e passou a ser difundido para o restante do mundo a partir do início do século XX. A modalidade, no Brasil, começou a se popularizar entre as décadas de 1960 e 1970 e, desde então, passou por uma evolução que transformou o país em uma das principais potências da modalidade. Ao longo dos anos, o país revelou atletas capazes de conquistar títulos nas maiores competições do mundo, consolidando o movimento conhecido como “Brazilian Storm”, geração que projetou o país no circuito internacional e inspirou uma nova leva de praticantes. Dados da World Surf League (WSL) mostram que a temporada de 2025 alcançou 80 milhões de espectadores em plataformas lineares e digitais, um crescimento de 39% em relação ao ano anterior. E em 2026 os números também reforçam a consolidação do surfe profissional como um produto esportivo de alcance global. Apenas na etapa de abertura do Championship Tour, em Bells Beach, o Brasil respondeu por 43% da audiência ao vivo nos canais próprios da liga durante o Finals Day, mesmo com o fuso horário desfavorável. Os resultados acompanham uma tendência de crescimento da modalidade em escala internacional. Os títulos conquistados por atletas brasileiros refletem em como essa maré de vitória influencia no consumo do público ao surfe, posicionando cada vez mais a modalidade no mainstream esportivo. Em maio deste ano, por exemplo, Italo Ferreira conquistou o título da etapa em Raglan, na Nova Zelândia, válida pelo Championship Tour (CT) da WSL, reforçando o protagonismo brasileiro no circuito mundial e mantendo o país entre os principais candidatos aos títulos da temporada. Já Tatiana Weston-Webb, um dos principais destaques no surfe feminino, segue em uma crescente significativa. Em 2024, nos Jogos Olímpicos de Paris, a atleta voltou com uma medalha de prata no peito e sagrou-se a primeira brasileira a receber uma medalha olímpica na modalidade. “O surfe mudou bastante e continua mudando. Atualmente as mulheres têm muito mais espaço, visibilidade e respeito dentro do esporte. Temos mulheres competindo nos mesmos palcos, com a mesma premiação, e mostrando cada vez mais que podemos estar em ondas grandes e competir em alto nível. Isso é muito importante”, explica a atleta Tatiana Weston-Webb. Nesse cenário, o apoio do Banco do Brasil tem sido um dos pilares para a evolução da modalidade no país. O BB é um dos parceiros que impulsionam esse movimento ao patrocinar atletas de destaque no circuito mundial, como Luana Silva, Tatiana Weston-Webb e Italo Ferreira, além de apoiar ações voltadas ao desenvolvimento do esporte e ao incentivo de surfistas que estão iniciando suas trajetórias nas competições. “O sucesso do surfe brasileiro é resultado de talento, dedicação e da construção de um ecossistema cada vez mais forte. O apoio de marcas, entidades esportivas e parceiros tem papel importante nesse processo, criando condições para que atletas possam se desenvolver e competir em alto nível. O Banco do Brasil acredita no esporte como ferramenta de transformação e vê no surfe uma modalidade capaz de gerar impacto positivo, promover inclusão, inspirar pessoas e fortalecer comunidades. Por isso, buscamos contribuir para o crescimento sustentável do esporte em diferentes frentes, do incentivo a atletas à realização de competições que ajudam a ampliar o alcance da modalidade no país”, afirma Larissa Novais, diretora de marketing e comunicação do Banco do Brasil. Para a empresa, investir no surfe significa contribuir para o desenvolvimento de um esporte que reúne valores como superação, disciplina, conexão com a natureza e inclusão. Além do apoio aos atletas profissionais, a marca busca incentivar a formação de novos talentos e fortalecer a comunidade do surfe brasileiro. Na Onda Com BB Mastercard Além do patrocínio aos atletas, o Banco do Brasil incentiva o público a consumir o esporte por meio de campanhas. Na promoção vigente, em parceiria com a Mastercard, o consumidor concorre a uma viagem para acompanhar a etapa de Pipeline, no Havaí, durante o Championship Tour da World Surf League (WSL), em dezembro de 2026 e a ida a uma etapa do CT 2027 que será revelada após a divulgação do calendário oficial da WSL. O regulamento completo da campanha, critérios de participação e demais informações estarão disponíveis na página oficial da campanha.

    Ascensão da Brazilian Storm marca uma nova era para modalidade e mostra como o incentivo ao esporte é fundamental para ampliar oportunidades dentro e fora das competições.

    Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20). O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título. Final de alto nível em Supertubos A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança. A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta. Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria. Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália. Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024. “É a realização de um sonho. Como estavam boas as ondas lá fora! A batalha com Gabriel foi surreal. Ficamos alternando a liderança daquele jeito e eu me lembrei dos tempos de Andy Irons e Kelly Slater. Cresci assistindo àquela geração e sempre esperei poder viver algo assim um dia. Senti que essa bateria foi desse nível. Portugal tem um lugar muito especial no meu coração. Foi um sonho repetir o feito do meu irmão, que venceu em Ericeira. Quando Crosby conquistou aquela vitória, percebi que precisava me concentrar de verdade, e ele me inspirou muito. O universo esteve do meu lado nesta semana. Parecia que as coisas estavam dando certo para mim, mas isso também é resultado de todo o trabalho duro nos bastidores e de tudo o que faço diariamente. Sou muito grato”, diz Griffin Colapinto. Medina supera Italo na semifinal Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva. Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada. Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação. Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa. “É sempre divertido competir aqui. É uma onda muito divertida de surfar. Fazer uma final com Griffin foi especial. Ele é um surfista incrível e tem sido muito legal acompanhar sua evolução. Ele me inspira a me esforçar ainda mais, e estou aqui para fazer essa galera trabalhar duro! Estou feliz com minha performance e espero ter uma chance em Pipe”, diz Gabriel Medina. Brasileiros seguem na briga pelo título Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo. Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770. A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata. Molly Picklum vence no feminino Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos. Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore. Próxima parada: Filipinas O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro. Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30

    Gabriel Medina perde de virada para Griffin Colapinto e termina com o segundo lugar no MEO Rip Curl Pro Portugal 2026, etapa portuguesa do Circuito Mundial da WSL.