América do surf

Seguiremos ao sol

A melhor forma de descrever Roberto Damiani é dizer que ele é um cara clássico, que deu a vida pelo surfe, sendo um dos primeiros shapers e surfistas uruguaios. Aprendeu e deixou uma semente em muitos lugares do planeta.

 

Tem 56 anos, surfa há quase 40 e continua na mesma fissura e com o mesmo sentimento que o torna um autêntico surfista de alma autêntico, além de um dos principais nomes na história do surfe uruguaio. Roberto Damiani passou os primeiros anos da vida no balneário Las Toscas, na frente do Río de la Plata.

 

 

Mudou-se para Califórnia ainda moleque, onde pegou umas ondas, mas incrivelmente não começou a surfar ali. Ao voltar, o bicho pegou e foi um dos propulsores do primeiro clube de surfistas fora de Montevidéu, em Las Toscas.

 

É casado e tem três filhas. Estudou marcenaria, tipografia, arte e publicidade. Começou a shapear no ano 69 e nunca mais parou.

 

Como foi o primeiro contato com o mar?
Frio. O primeiro oceano que conheci foi o Pacífico, apesar de ter morado a poucos quilômetros do Atlântico.

 

Como o surfing surgiu em sua vida?
Primeiro por imagens na TV das primeiras séries de “Intriga no Havaí” (Hawaiian Eye). Depois, do ambiente californiano dos 60, e, finalmente, por influência de Ariel González, o professor de segundo grau que surfava em Atlântida (outro balneário do Uruguai), responsável por disseminar a semente pela costa uruguaia.

 

Quais eram teus objetivos antes e depois de começar a surfar?
Os objetivos de antes ficaram para trás, quando o mar começou a me arrastar. Isso pode soar um pouco piegas, mas se eu digo que quando pequeno queria ser como Walt Disney, não tem nada a ver. Mas tudo tem uma explicação: sempre quis usar as mãos para criar e vi que o shape e a pintura me davam algo disso.

 

O que você fez com esse sentimento surfer, com a vontade de canalizá-lo? Você viajou?  Tua vida mudou?
Quando o bicho me mordeu foi tão forte quanto uma paixão.  Apesar de terem passado vários anos desde minhas primeiras ondas com a prancha e apesar de ter brincado muito com as ondas de Las Toscas quando pequeno, as minhas prioridades mudaram radicalmente no dia que inaugurei a primeira prancha que fiz. Comecei a viver em função do mar. Passava o dia todo na água e, quando dormia, sonhava que estava surfando. Apesar de morar a poucos quarteirões da praia, algumas vezes dormia na praia para sentir as ondas contra a areia.

 

Quem te influenciou mais?
Definitivamente, Ariel González, o Professor.

 

Você é o primeiro shaper do Uruguai?
Não. Foi Vispo Rossi. Sem entrar na discussão do significado de “shaper” e “surfing”, acredito que o primeiro foi Vispo, se considerarmos que ele fez uns flutuadores e deslizava nas ondas com eles.  Ele construiu algo que flutuava e com isso fez a mesma coisa que os primeiros peruanos e os polinésios e os milhões que vieram depois.  Não sei dizer se houve outro uruguaio antes dele.  Sei que depois dele vários outros fizeram algumas pranchas – e ele também. E anos depois eu comecei, acho que uns 10 anos depois de Vispo.  Sou o mais antigo em atividade, isso sim.

 

 

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Quando é que você começou a fabricar pranchas? Quais dificuldades enfrentou por fabricar pranchas em um lugar onde surfing era recém-nascido?


Comecei aí, com a primeira que fiz para mim e continuei com as de meus amigos. Mas das dificuldades, melhor nem falar, porque aqui nunca foi fácil. Para você ter uma idéia, mais de 40 anos depois de existir o surfing no país, até agora não se fabrica nenhum dos materiais essenciais: tela, resina e foams adequados.

 

Pior, a maioria das pranchas é trazida do Brasil, onde logicamente são mais baratas e quase todas entram sem pagar imposto.

Quando você se deu conta de que estava fazendo pranchas decentes, ou seja, que eram de um nível mais ou menos compatível com as pranchas bem feitas?


Sempre pensei que eram decentes! O pior é que meus amigos me fizeram acreditar que era assim desde a primeira. Não é brincadeira. Comecei a trabalhar no Brasil foi porque Homero, shaper de Santos, viu uma prancha minha na Twin, surf-shop de Carlinhos e Dudu Argento. E me ofereceu trabalho porque gostou do shape – tinha levado um hook-tail quando ainda não era conhecido no Brasil. Há uma anedota simpática sobre isso. Os gêmeos também estavam começando como shapers e respeitavam a Homero como mestre.

 

Depois de dar sua opinião sobre minha prancha, começaram a me tratar de outra forma. Mais tarde, também me contrataram para shapear.

Enquanto cidadão e surfista, como você viveu o período de governo militar no Uruguai?
Nunca fui um cidadão muito normal.  Antes dos 20 já tinha mudado várias vezes de país e umas quantas de residência. Por isso, nem futebol nem política e nem sequer a bandeira me interessavam muito.

 

Talvez por isso tenha inventado minha própria bandeira e a coloquei na minha primeira prancha, e somente nessa.  E se você olha atentamente, há um retângulo naquela velha foto de Atlântida. Tinha umas listras de cor azul-clara e o sol da bandeira uruguaia, uma onda formada por letras e um surfer.  As letras diziam “SE.A.S” (mares) e significavam: SEguiremos Al Sol” (seguiremos ao sol), e nessa bandeira confiei por muito tempo.  O fato é que quando me converti ao surf, salvei minha própria vida.

 

Como te dizer que nessa época tive um cunhado que era tupamaro – grupo guerrilheiro uruguaio – e somente soube disso quando ele passou à clandestinidade e era procurado por todos lados. Estava tão amarrado ao surf e tão por fora de todo o resto, que os militares nunca se interessaram em me levar para ser interrogado. Sabiam que eu era um bicho raro inofensivo. Disso, não há dúvidas, porque tinham meu telefone grampeado, como o de muita gente.

 

Às vezes, nas longas conversas com sua irmã, que naquela época era minha namorada, alguma voz se metia para opinar… ou para nos apressarmos e ir dormir!!!  Por isso, estou convencido que o surf salvou minha vida. Contagiei-me de idealismo crônico desde pequeno e tenho certeza que, se não me dedicasse ao surf, teria me voltado para outra causa.  

 

 

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Para onde viajou naquela época? Viajava procurando ondas ou mais aprendizagem na arte do  shape?


Desde o inverno de 70 comecei a viajar ao Brasil, procurando um caminho para poder viver da prancha. Saí com meu colega Alex quase sem dinheiro e sem pranchas. De Las Toscas ao Rio, ida e volta, pegando carona. Uma semana de viagem para cada lado, dois meses de aventura: quatro pesos. O amor pelo surf era tão grande que, em Caraguatatuba deserta e com um mar picado, tentamos surfar um enorme tronco de árvore.

 

No ano seguinte, decidimos repetir a viagem com pranchas e tudo.  Se a primeira viagem foi inesquecível, a segunda foi melhor.

Como foi o Campeonato Internacional de 1979, quando você ficou em segundo lugar, atrás do gênio Daniel Friedman?


Ao nosso lado, o grupo de competidores e a turma de torcedores de Atlântida e de Las Toscas, uma patriotada. Éramos um pouco o recheio do bolo. As luzes não estavam sobre nós. Havia outros brasileiros, mas Friedman era o convidado de honra. Logo os portenhos davam de locais, obviamente, porque eram escassos os surfistas uruguaios que moravam em Punta del Este. Menos ainda os que competiam. Acredito que o resultado foi justo, porque naquele momento nosso grupo estava em boa forma e éramos máquinas de remar (primeiro e terceiro lugares em Mar del Plata, 74).

 

Mas o show era de Friedman.  Primeiro ele. E muito atrás chegamos nós.  Eu já conhecia o Daniel do Brasil, e até o tinha julgado em um campeonato na praia de Pernambuco, no Guarujá, onde a briga forte era entre cariocas e paulistas.

 

Ficávamos de queixo caído quando o cara fazia seu movimento patenteado para mudar a pegada na cara da onda e com isso produzia seu próprio tubo para sair entubado em ondinhas de 50 centímetros. Os outros competidores não viam nada de trás e não entendiam porque a praia inteira gritava, incluindo os juizes – eram outros tempos…

 

Do que você mais gosta no surfing?
Que não tem regras.  Você vai para o lado que quiser, o lado livre, o lado estruturado, o competitivo, e pode se divertir em qualquer deles. Você não deixa de ser um surfista.  É um campo de jogo sempre mutante. É criativo como estilo de vida, é multifacetado, desafiante, primitivo e futurista, intuitivo e forjador, etc etc…  Talvez o melhor seja o fato de o surf vir em ondas.

 

O que você acha dos campeonatos profissionais, das marcas que utilizam o surfing para vender e do aspecto mais competitivo do surf?
Eu faço pranchas por dinheiro e também porque gosto. Ou seja, de quê estamos falando? Eu comercializo com o surf desde minha primeira prancha. Há empresas dentro e fora do ambiente, inclusive as que estão aí somente pela lucratividade, que indiretamente me ajudam a continuar vendendo pranchas, investindo em campeonatos, surfwear, publicidade etc. Intimamente não desejo que meus picos favoritos se encham de gente.

 

Gosto de andar só ou com poucos amigos, mas seria uma burrice serrar o galho onde estou sentado. Outra coisa é que existam empresários que ganham milhões fazendo pouco e artesãos que ganham pouco apesar de fazer muito, ou que existam uns poucos que conseguem fama e fortuna por surfar e muitos que querem imitá-los sem chegar perto.

 

Isso tem a ver com decisões pessoais, com opções de vida, as cotidianas e as transcendentais, tem que ver com educação e até com um pouco de sorte. Pepe Lopes foi um escolhido, nascido no lugar ideal, no tempo errado.  Se ele tivesse 18 anos hoje, teria ido longe.  Não estou contra o circo, mas questiono a falta de ética de quem vende somente pela grana e também pretende vender sua imagem de “surfista”. 

Quando Gledson decidiu investir no surf nos anos 70 – algo que bem pode ter sido a faísca do boom que veio depois – e nos pediu toda a produção que pudéssemos fazer, ninguém imaginava um habitante do interior do Brasil vestido de surfista. Esse empresário sim o imaginou e por um tempo fez que muita gente vivesse do trabalho que ele ajudou a criar.

 

 

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Você se sente um privilegiado por ter sido surfista em uma época na qual o surf estava nascendo no Uruguai e em outras partes do mundo, ou você teria preferido ter 18 anos agora?

Não, se eu tivesse 18 agora não os teria vivido. Existem vivências que ainda são intransferíveis.  No futuro, a ciência vai conseguir isso, mas, por enquanto, vou me sentir afortunado se consiguir transmitir a um jovem através de um livro, como se sentia por ser parte daquele velho mundo novo.  Quando um amigo ia para o Hawaii, tínhamos que esperar semanas por uma carta com pequenos desenhos para nos contar como tinham estado as ondas.

 

E hoje é possível ver e falar enquanto esperamos na água, cada um em um oceano diferente.  O jovem de hoje pode imaginar a vida de antes, mas seu mundo é este, enquanto eu vivi aquele e também estou vivendo o que eu imaginava.

 

Não mudo isso por nada. Fico com a experiência. Mesmo assim, penso que é necessário conhecer o passado, e não por simples saudade.

 

Mas, se você quer, eu troco um pouco de experiência por um pouco de giro nas pernas…

 

O que você faz além de fabricar pranchas?  Você tem o melhor trabalho do mundo?


As pranchas e as páginas web (o computador) me absorvem o tempo todo.  O primeiro não deve ser o melhor trabalho porque é algo tóxico, e o outro engorda, mas é criativo e gratificante.  Só tenho que aprender a fazer dinheiro.

Por que você tem o troféu Osmar em seu poder?
Até momentos antes de recebê-lo, eu não estava esperando. Pela explicação de Tato Araña (N.R.: legend santista, irmão do igualmente legend Cisco), os anos que trabalhei com o surfe no Brasil tiveram a ver com a decisão de me outorgarem o prêmio Osmar Gonçalves.  Eu o considero um reconhecimento e estou sempre agradecido por ele. Apesar de a imensa maioria dos surfistas brasileiros não me conhecerem, também coloquei um grão de areia nessa herança que recebem. E também semeei por outros lados o que o Brasil e sua gente me ensinaram, especialmente esse fora de série que é o Homero.  Agradeço também a oportunidade que você, Pablo, está me dando junto com o pessoal da Waves, para expressar isso publicamente, já que durante a entrega do prêmio não fui capaz de dizer grande coisa. Se alguém que esteve lá tem fotos da ocasião, agradeço se puderem enviá-las ao mail de www.robertoshapes.com .
Como foi a experiência no Hawaii shapeando com Bill Hamilton no inverno passado?

 

Como foram as conexões para chegar até lá?
A conexão foi fácil.  Temos um amigo uruguaio em comum.  O outro não é simples porque há muito para contar em pouco espaço. Tanto se escreveu e se filmou sobre o Hawaii que dava a sensação de ter estado lá anteriormente, algo que suponho deve acontecer a muitos surfistas quando ali chegam pela primeira vez. Mas, só chegando para se respirar o aroma de flores que impregna todo o ar de Kauai, da mesma forma que somente descendo uma onda do Havaii pode-se sentir tal qual ela é. Bill é um capítulo à parte, para não dizer uma enciclopédia. Nascemos com poucos dias de diferença e ele é como uma alma gêmea. Mesmo estilo de vida, dois mundos diferentes. Poder tomar uma cerveja em sua varanda sobre o rio Hanalei, desfrutando de sua melhor interpretação de guitarra flamenga (toca muito bem), sem nada mais estressante do que pensar nas ondas surfadas e na lua sobre o vale fazendo brilhar as cachoeiras… isso sim é uma ocasião privilegiada.  E profissionalmente foi incrível. Era o mais parecido a estar cursando um mestrado em shape.  Com o feedback das feras havaianas, com o campo de testes dessas ondas, com o estímulo da aprovação de meu trabalho… Inestimável!

 

 

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Como é que você se vê daqui a 15 anos?
Debaixo de uma palmeira em frente a um mar turquesa.

 

Quem foi na juventude teu surfista favorito e quem é agora? Por quê?
Ariel foi o favorito no começo. Até que um dia vi uma capa-dupla de uma “Surfer” com Nat Young deixando um sulco fantástico em uma direita de Sunset. Aí, passei a ser um consumidor a mais de ídolos de revista.  Deixei os ídolos quando começaram a passar muito rápido para meu gosto, mas no campeonato Legends de 2003, em Maresias, conheci o Pirata, de Guarujá.

 

 

Eu o vi mandando aqueles tubos potentes com sua perna artificial. E pensei que se esse não era um surfista exemplar, ninguém mais merecia sê-lo. Pouco depois, conheci Bethany Hamilton de perto e me envolvi em sua história alucinante. E isso acabou de arrematar minha convicção de como deveria ser um surfista favorito.

 

Em sua opinião, o que acontece no Uruguai, porque apesar de ter surfistas em evolução, está morto em nível institucional.
A anarquia nos seduz, entre outras coisas.

 

Quem é o melhor surfista uruguaio da história?
Melhor em quê? O que ganha mais campeonatos é o melhor?

 

O mais falado, o que viaja mais ou o que pode surfar mais seguidamente? Isto não é como dizer: “é o mais rápido porque chegou antes”?.

 

Por quê não há um surfista latino homem – não brasileiro – no WCT?
Os meios anglófonos (e anglófilos) tiveram muito a ver com esse assunto desde sempre.

Qual a melhor onda do Uruguai? Por quê?
Puxa! Há diversas. Falo das que eu mais gosto: Santa Lucia, a Barra de Maldonado, a direita de Los Botes, Punta del Barco.

 

Quando e onde pegou as melhores ondas de sua vida?
Gostaria de dizer “aqui, esta manhã”. Mas essa é difícil, porque as arquivo por intensidade. Há uma porção. E tanto podem competir uns drops alucinantes em Mirages, ao norte de Kauai no ano passado, como outros não menos alucinantes contra o cais do porto de Viareggio, ha uns 20 anos, esquivando uma dúzia de “surfisti italiani” no máximo de adrenalina. 

Pode ser Imbituba enorme, somente um amigo e eu quando era quase desconhecida, ou Peñascal no Peru, um verdadeiro muro de contenção, para ganhar uma aposta feita com o bonachão Gordo Barreda em 77. Mas, apesar de que se seguem somando ondas ao arquivo, cada vez que tenho que procurar imagens mentais de bons mares é imprescindível uma hora mágica no córrego de Parque del Plata, isso há mais de 30 anos.

 

Não é o dia épico que está registrado em um velho filme de um mar de 2 metros e meio, e nem sequer outro dia mais impressionante e maior que somente três pessoas que vimos. Foi um mar de apenas 1 metro. De todo o dia foi somente uma hora mágica, na qual a combinação da maré e da saída do córrego fez com que as ondas se afunilassem completamente redondas, perfeitas, emparelhadas e intermináveis… e para a direita.

Ficavam à minha frente. Era abaixar, frear com a mão e se deixar passar pelo trecho até ver os pinhos de La Floresta emoldurados pelo tubo; tirar o freio e deixar que a prancha saísse para repetir isso uma e outra vez em cada onda. Cada vez que terminava uma, voltava correndo pelo banco que estava bem plano, gritando a todo pulmão para nivelar a euforia.

 

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Os primeiros verdadeiros tubos de minha vida!  Aquilo era uma máquina. Não sei qual o efeito que fazia com que viessem sem parar. Não havia mais ninguém nem sequer na praia e precisava compartilhá-las com alguém. Olhava o tempo todo para Las Toscas, a três quilômetros, sabendo que viriam dois amigos caminhando pela areia.

 

Quando pude ver dois pontinhos, ainda estavam longe, e mentalmente eu os apressava, porque era bom demais para durar.

 

E não durou.

 

Quando faltavam uns quarteirões, começaram a correr como loucos porque conseguiram ver bem o que estava acontecendo. Mas, já tinha começado a murchar. Nunca foi melhor aplicado o “ah se tivessem vindo um pouquinho antes”.

 

O que o Uruguai tem de ruim e de bom para um surfista?
De ruim  tem o frio. E de bom também, porque se fosse tropical estaria cheio. É o efeito Canadá.

 

Onde você gostaria de estar agora?
Subindo uma duna a ponto de descobrir como está o mar.

 

Qual é teu sonho?
Sonho com que os cachorros da casa ao lado se mudem, porque me roubam o sono. Também sonho poder shapear e pintar por puro prazer, sem precisar vender.

 

O que você gostaria que dissesse tua biografia em 2099?
“…este saudável contemporâneo, tão feliz e vital como sempre, que acaba de ganhar mais outra  revanche do arquifamoso Daniel Friedman, etc etc”.   Não, falando sério. Se for para imaginar, gostaria que minha biografia se baseasse no estilo de vida de minhas filhas e suas descendentes, e que falasse somente das coisas boas. Gostaria de baixar da máquina, esticar as pernas no 2099 e comprovar que, depois de tudo, o mundo não estava piorando como parecia.

 

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    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake Marshall (EUA)13 – Gabriel Medina (BRA) x vencedor

    Próxima chamada neste sábado (12) às 11h30 (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir

    Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado e Bruno Santos; janela vai até 15 de setembro e organização monitora swell previsto para o dia 8.