O Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), organização ambiental sem fins lucrativos, ingressou esta semana com uma Ação Civil Pública com pedido liminar na Justiça Federal do Amapá contra o IBAMA.
Há algumas semanas, em Macapá, capital do Amapá, agentes do IBAMA filmaram e documentaram cerca de 83 golfinhos serem cruelmente mortos por pescadores.
?O IBAMA é obrigado a informar os nomes dos proprietários das embarcações. Sem essa informação a Sea Shepherd Brasil está sendo impedida de dar andamento ao processo judicial e condenar os causadores deste absurdo?, diz Cristiano Pacheco, Diretor Jurídico do ISSB.
As cenas documentadas pelo IBAMA e veiculadas em rede nacional pela TV Globo mostram 83 golfinhos sendo submetidos a dor e sofrimento, tendo seus olhos e dentes arrancados por pescadores à luz do dia.
A razão para esta pesca ilegal é a crença de que o olho do golfinho, quando carregado no bolso, ?atrai dinheiro e mulher?. Também se faz uso dos dentes para a fabricação de colares.
?A Sea Shepherd Brasil não ficará de braços cruzados diante deste absurdo. A crença, a falta de informação e a ?tradição? não são argumentos para a crueldade, a ilegalidade e a degradação do meio ambiente, patrimônio de todos?, diz Daniel Vairo, Fundador da ONG no Brasil.
Ao longo desta última semana a Sea Shepherd Brasil tentou de todas as formas obter o nome dos responsáveis pelo massacre. O IBAMA se negou a fornecer estes nomes, mesmo tendo sido um pesquisador de sua equipe o responsável pelas filmagens.
?Buscamos informações na Superintendência do IBAMA de Macapá via telefone e e-mail, diretamente com o Superintendente Sr. Edivan Andrade; no Posto do IBAMA de Macapá; na Assessoria de Imprensa do IBAMA-RS e até mesmo com o Assessor Geral de Imprensa do IBAMA em Brasília, Sr. Luis Lopes. Ninguém viu nada, ninguém sabe de nada. Estamos cansados disso?, diz Sandra Severo, Diretora Geral do ISSB.
A Constituição Federal, art. 225, proíbe a crueldade contra qualquer animal. ?Agora mesmo golfinhos devem estar sendo cruelmente mortos. Somos uma ONG sem fins lucrativos e para seguir com o processo judicial para acabar com esses massacres dependemos da colaboração da sociedade civil.?, diz Cristiano Pacheco.
“Faça sua colaboração. Os golfinhos do Amapá e a vida marinha agradecem! Grande abraço a todos”, diz Thiago Malachias, diretor executivo da Sea Shepherd Brasil.