
O projeto Salva-Surf Brasil nasceu há aproximadamente cinco anos com objetivo de auxiliar as pessoas utilizando técnicas de primeiros socorros e salvamento aquático.
Idealizado por surfistas, o projeto busca complementar o sistema de segurança realizado pelo Corpo de Bombeiros.
Primeiramente, o objetivo era realizar clínicas à beira-mar para qualquer pessoa durante eventos esportivos, trazendo à tona a necessidade do conhecimento, mesmo que básico, das técnicas de primeiros socorros.
Sabendo que a quantidade de salva-vidas é pequena para atender a demanda de turistas nas praias, principalmente no verão, Hamilton Fernandes dos Santos, salva-vidas do Corpo de Bombeiros do Estado de Santa Catarina há mais de 15 anos, especialista em resgate aquático, subaquático e resgate aéreo com helicópteros, idealizou o projeto e em conjunto com Bira Schauffert, diretor-executivo da Federação Catarinense de Surf (Fecasurf), deram início ao Salva-Surf Brasil.

A primeira apresentação do projeto ocorreu numa etapa do World Qualifying Series na praia da Joaquina (SC), em dezembro de 1999. Durante o evento, responsáveis e equipe, ministraram clínica de primeiros-socorros e técnicas pré-hospitalares para dezenas de surfistas. O evento também contou com dois oficiais do Corpo de Bombeiros estadual
A partir daí, Bira e Hamilton buscaram patrocínios e apoios para a realização de clínicas ao longo do litoral de Santa Catarina. A equipe crescia, surfistas e não-surfistas aderiram ao Salva-Surf Brasil, e as clínicas aconteciam periodicamente.
Com o projeto a todo vapor, demonstrando resultados além do esperado, a marca The Realm abraçou a proposta e iniciou trabalho de patrocínio para a equipe. Com isso, o projeto começou a tomar maior dimensão e as clínicas começaram a ser realizadas em outros Estados também.
Em conjunto com as clínicas, uma escola de surfe (inaugurada em 91 pelos membros do Salva-Surf Brasil) complementou o corpo principal do projeto e estendeu o trabalho que já vinha sendo executado.

A segurança aquática em eventos foi o principal ponto abordado, pois a utilização do jet-ski é bastante eficaz, tanto para conduzir vítimas ou para locomoção de atletas num dia de mar grande.
Com os integrantes do Salva-Surf Brasil preparados tecnicamente, não houve problemas para a realização de clínicas e resgate em eventos estaduais, sendo ampliadas posteriormente para outros Estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná. E também no exterior, em países como Chile, Peru, Portugal, França e Hawaii.
A The Realm passou por dificuldades financeiras e, após muita conversa, saiu da parceria, tornando a presença do Salva-Surf em eventos um pouco mais difícil. A equipe do projeto não desanimou e continuou comparecendo aos campeonatos e realizado as clínicas, além da escola que estava a todo vapor.
Em meados de setembro de 2002, um mês antes da etapa do WQS na praia Mole, em Florianópolis (SC), a Onbongo entrou como nova patrocinadora do Salva-Surf.
Atualmente, o projeto conta com cerca de dois mil voluntários treinados no litoral catarinense, além dos outros Estados brasileiros e também em países como Peru, Chile, Hawaii, Portugal e França.

Utilizando os padrões internacionais de resgate e salvamento, bem como os métodos de primeiros socorros normatizados pela “American Heart Association”, a equipe composta por Bira Schauffert, Hamilton Fernandes, André Barcelos, Dê da Barra, Kley Zanini, Sidney Arute, Maurício Bosco e por mim, está complementando a ação do sistema público de segurança, com rapidez, segurança e qualidade.
A nova sede do Salva-Surf Brasil está localizada na rodovia Jornalista Manoel de Menezes, número 2467, Estrada geral, bem na descida do morro da Barra da Lagoa, em Florianópolis.
O QG é mais amplo e conta com uma sala para aulas teóricas e palestras direcionadas ao ensino e aprimoramento das técnicas utilizadas pelos socorristas. Para obter mais informações sobre o projeto, acesse salvasurf.com.br .