Águas de maio

Saideira no South Shore

 

O mês de maio no Hawaii já é o divisor de águas entre as últimas ondulações no North Shore e as primeiras no lado Sul da ilha. Os locais fizeram a mala em uma única semana. Junto com alguns brazucas, eles surfaram o Norte e o Sul de Oahu com apenas dois dias de diferença.

A primeira queda foi a última da temporada em Backdoor, Off-The-Wall (OTW) e Pipeline. O paulista Diego Santos e o baiano Inaldo, de malas prontas para o Tahiti, ainda curtiram os tubos juntos com os brazucas radicados no Hawaii: o bodyboarder Duda e o big rider Daniel Skaff.

 

Também de malas arrumadas, só que para o Brasil, eu nem esperava pegar mais tubos em Backdoor e OTW. Já sonhava com os tubos de Maresias, principalmente depois da última edição da Fluir, em que o longboarder Carlos Bahia estrela em uma das sequências de tubo mais bem retratadas nos cilindros de Marerê.

 

Deus é bom e pegamos altos tubos, mesmo com a bancada cheia de areia. Os locais não iriam deixar os brasileiros curtindo sozinhos e, depois de 30 minutos, o crowd apareceu que nem formigas no açúcar, lembrando o auge da temporada. O californiano Matt Archbold chegou com sede. Ele, que não gosta nada dos tubos de OTW, pegou um vôo da Califa na última hora para a Disneylândia dos tubos, afinal agora só em outubro.

Dois dias depois, a ondulação de Sul bateu no South Shore e o mergulhador Ricardo Taveira nos levou para surfar em Kewalos, pico onde a nova geração havaiana treina diariamente. A lenda local Tony Moniz estava por lá com seus filhos e bateu um papo conosco. O localismo naquela área é mais suave e consegui como poucas vezes na minha carreira sentir o espírito havaiano. Mas, logo ali pertinho, em Ala Moana, pico mais famoso da área, o bicho pega e o localismo é animal.

Big aloha, vejo vocês no Brasil.

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