
Partimos numa segunda feira rumo a Torres (RS) para a segunda etapa do SuperSurf 2003. Agora, como comentarista oficial do circuito brasileiro, os mil quilômetros de distância não importam… Na barca estavam Rodnei, Zebra, Irani e eu. Cruzamos o sudeste/sul do Brasil a bordo da Toyota do NUTS.
Depois de uma parada em Floripa, pernoite na BadBoy house, saudações ao Rude (pitbull) e ao Fabrício (anfitrião), seguimos para Torres na manhã seguinte, com uma parada na Silveira, em Garopaba. A vista do canto sul da praia é o bicho.
Seguimos viagem e depois do difícil trecho da BR 101 – pista única -, chegamos embaixo de chuva. Lá encontramos a organização que nos encaminhou ao hotel, onde fomos muito bem tratados. Dividimos o trabalho das baterias, surf, descanso e nights para poder participar de tudo.
Na tarde da quinta-feira o tufão de sul paralisou o campeonato. Aproveitamos e fizemos um turismo no Parque da Guarita (dos jacarés) e no rio onde assistimos o show dos botos e também dos pescadores, com suas tarrafas. À noite fomos numa festa ‘hiptronic party’. Chegamos cedo e havia muitas, mas muuuuitas mulheres… Rio Grande do Sul é assim…
O campeonato rolou com ondas grandes, arrebentação distante, vento, frio e correnteza. Domingo cedo o mar estava lindo, liso e perfeito. A galera está high-performance e o surf foi animal. Renatinho Galvão, Renan Rocha, Sávio Carneiro, Daison Pereira, Lucinho Lima, Eric Miyakawa, Marcelo Trekinho, Suelen Naraisa, Silvana Lima, Tita Tavares, Francisca Pereira… Sem falar dos outros e outras que estão quebrando tudo.
O domínio de Ubatuba na etapa foi claro. A organização, juízes e patrocinadores (Saveiro Volkswagen/Tim Telefonia) estão muito profissionais, falta talvez uns ajustes finais, os quais acredito já estarem sendo providenciados (como tenda para os atletas com lugar para pranchas e monitor com notas, transmitir áudio/notas on-line no site SuperSurf).
A noite gaúcha é colorida. Muita mulher bonita, chique, style, geralmente acima dos 1,70 metros, cabelos lisos e 80% têm olhos verdes. Não dá para entender essa doideira, pois em São Paulo ou Rio de Janeiro a azaração é muito mais difícil. A disputa (grau de dificuldade) é como pegar ondas no North Shore: fácil pra uns, impossível para outros.
O campeonato SuperSurf é, além de um show de surfe, um mergulho cultural, uma lição ao vivo dentro de uma aula de geografia do Brasil. Valeu a contribuição gaúcha…
O regresso da barca foi direto. Saímos às 8 horas da noite do domingo e chegamos às 8 horas da manhã de segunda, de volta ao Guarujá…
Aloha!