#O carioca Rômulo da Silva Fonseca, mais conhecido como Rominho, 41 anos, mora atualmente no Hawaii e tem no currículo 13 temporadas havaianas.
Quando mares como Waimea (Hawaii) e Maverick’s (Califórnia) sobem, ele é presença certa dentro d’água.
Fonseca foi juiz da Association of Surfing Professionals (ASP) por 10 anos e já viajou por diversos lugares como Indonésia, Tahiti, Maverick’s, Peru, Costa Rica, Austrália, Ilhas Barbados, Nova Zelândia, Japão, Califórnia, Europa, África do Sul, Ilhas Reunião, Ilhas Maurício, entre outros.
Há três anos, sempre que pode, ele abandona sua pousada Green Forever, no North Shore havaiano, e parte para Maverick’s para dropar as cavernosas ondas do pico.
No último campeonato de remada, realizado pela marca Da Hui, ele provou que está em plena forma, vencendo o evento com uma vantagem de cinco minutos sobre o segundo colocado.
Em qual pico você começou a pegar onda?
Em Ipanema no Rio de Janeiro aos 13 anos.
Como você tem trabalhado com o surf?
Trabalhei como juiz da ASP por 10 anos, sou técnico de atletas como o Victor Ribas, inclusive quando ele foi terceiro colocado no Circuito Mundial, e também dos atletas Paulo Moura e Guilherme Herdy. Fui Top 16 do Circuito Brasileiro Amador antes de mudar para o Hawaii. Atualmente, tenho uma pousada chamada Green Forever no North Shore de Oahu e costumo hospedar diversos brasileiros.
Você trabalha como shaper?
Sou shaper e técnico da equipe de pranchas Surflight.
Qual é seu tipo de onda preferida?
Grande e tubular.
Quais são seus picos prediletos?
Gosto de Waimea, Sunset, Pipeline, Mavericks e Teahupoo.
Qual foi o maior mar que você já surfou?
Tomei uma vaca em Waimea com 22 pés, além de outras ondas de 20 pés que também já dropei.
Na sua opinião, qual é o limite?
Não existe limite, o campeonato realizado em Jaws (Tow In World Cup) foi uma prova disso.
Fale sobre um momento marcante em sua vida.
Minha vida foi repleta de momentos marcantes. Realizei meu sonho de conhecer o mundo, de viver do surf. Moro numa casa de sonho, cercado por pessoas especiais. Diariamente vivo momentos marcantes.
E as boas lembranças?
Cair em Waimea cedinho, com meus amigos Danilo Couto e Rodrigo Resende. A primeira viagem para Maverick’s também foi muito especial.
Qual foi seu momento mais marcante dentro da água?
Em Teahupoo. Só eu e minha namorada Kátia Zaira dentro d’água, 4 a 6 pés tubulares perfeitos. Visual das montanha ao fundo, água azul turquesa, sol.
Quais são os seus patrocinadores?
As pranchas Surflight e o restaurante Taste of Paradise.
Quais pranchas você têm utilizado?
As pranchas macias e flexíveis da SurfLight, desenvolvidas pelo professor da Universidade do Hawaii Jimi Richardson. Utilizo as pranchas há dois anos e estou convencido de sua superioridade, especialmente em ondas grandes e buraco. Tenho os modelos 10’6, 10′, 7’8, 7’2, 6’3.
Qual a sua opinião sobre o futuro do esporte?
As ondas grandes são o futuro, campeonatos como o que aconteceu em Jaws levarão o
esporte a um outro nível de premiação. Não sou uma pessoa ambiciosa, quero viver com saúde e feliz com as pessoas. Mas, também não amarelo para os desafios. Provavelmente vou morrer surfando.
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Jesus Cristo é o Salvador. Respeitem a natureza e sua propria saúde.