Austrália de long

Roger Barros faz a cabeça

Roger Barros se adapta rápido às ondas australianas. Foto: Lucas Munro.

O campeão brasileiro de longboard Roger Barros, 18, já está na Austrália e bem adaptado ao clima local.

 

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Roger competiu no Noosa Festival of Surfing, um dos mais tradicionais eventos do longboard mundial, e terminou na quinta posição, chegando às semifinais e ficando a menos de um ponto de se classificar para a final.

 

Segundo o atleta, que estreou sua estada na Austrália surfando em Bront, Sidney, a recepção da galera local tem sido a melhor possível.

 

“A minha primeira caída foi em Sydney e achei bem normal, não tive nehum problema. Em Noosa Heads, a galera me recebeu muito bem, inclusive os juízes. Eles falaram que gostaram muito do meu surf, que meu estilo é legal, que eu surfo bem e tal. As pessoas de Nossa são bem simpáticas e comunicativas. Também  fiz algumas amizades com um pessoal de outros picos, devido ao campeonato”, conta Roger.

 

Em relação ao desempenho na água, ele afirma que está se adaptando bem às condições australianas. “As ondas daqui são bem diferentes do Brasil, mas estou conseguindo me adaptar bem. Em Nossa consegui pegar altas ondas, em um pico dentro do parque nacional, chamado Couth. Consegui treinar as minhas manobras com mais calma e com várias repetições. As ondas são sempre iguais e muito boas para treinar”, avalia Roger.

 

“Uma coisa que me chamou atenção é o sol. Aqui o sol é muito forte! Tenho que ficar passando protetor solar direto e bebendo bastante água, isto porque eu achava que o sol do Brasil era forte”, diz o competidor que já está treinando para outra competição.

 

“Participei do Noosa e consegui esse quinto lugar. Estou feliz porque estou conseguindo mostrar o meu surf para pessoas influentes no esporte. A próxima competição será o “Malfuntion LQS” em abril, estou bem focado nesse próximo evento. Ainda devem rolar alguns outros campeonatos e pretendo competir em todos”.

 

Sobre o melhor mar surfado na Austrália, o campeão brasileiro conta que as famosas direitas de Snapper Rocks, onde rolou a primeira etapa do WCT, fizeram sua cabeça.

 

“O mar estava pequeno mas peguei altas ondas em Snapper antes de comecar o WCT, as ondinhas estavam iradas. Tirei até uns tubinhos e as ondas são muito longas. Surfei até cansar”, afirma Roger.

 

Questionado sobre o nível dos longboarders australianos em relação aos brasileiros, diz: “Acho que o nível dos brasileiros está muito bom. Sinceramente, nós temos tudo para quebrar eles de novo. Agora vamos que vamos ver qual é na água”, dispara.

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