Quiksilver Pro

Rivalidade cresce entre amigos

 

Mick Fanning é o atual campeão mundial. Foto: Aleko Stergiou.

A temporada 2010 do ASP World Tour está muito próxima do início e daqui a 10 dias os melhores surfistas do mundo começam mais uma batalha em Coolangatta, Queensland, Austrália.

O evento de abertura é o Quiksilver Pro Gold Coast e neste ano os primeiros colocados do ranking são dois grandes surfistas da região que competem no quintal de casa: Mick Fanning e Joel Parkinson.

Aos 28 anos, Fanning já foi campeão mundial duas vezes. A primeira delas foi em 2007 e a mais recente na última temporada do Tour encerrada em Pipeline, Oahu, Hawaii, onde ele escreveu mais uma vez o seu nome na história do esporte.

“Vejo os nomes dos grandes campeões munidas que conquistaram

Joel Parkinson defende o título do Quiksilver Pro. Foto: Ana Gatis.

diversos títulos antes de mim, como Tom Curren, Tom Carroll, Andy Irons, Mark Richards e obviamente Kelly Slater. Meu segundo título foi mais divertido. Em 2007 as coisas foram mais intensas, pois na época coloquei muita pressão sobre mim mesmo. Mas ambos são grandiosos por diferentes razões”, revela Mick Fanning.

“Minha meta em 2010 é manter a mesma fórmula que utilizei na última temporada. Quero manter um equilíbrio saudável entre trabalho e lazer, sobretudo curtir meu surf e continuar progredindo”, complementa o atual campeão mundial.

O fato do título ter sido decidido na última etapa do circuito e arrancado das mãos de seu grande amigo de infância Joel Parkinson, foi assunto na mídia esportiva do mundo todo, mas o campeão demonstra sinais positivos de caráter em relação a este fato.

“Foi incrível estar nessa corrida contra Joel Parkinson no último ano, mas duvido que seremos realmente capazes de entender o quanto isto tudo foi grandioso enquanto não formos dois velhos homens enrugados. As coisas realmente foram intensas conforme o final da temporada se aproximava, mas nós temos um respeito mútuo e cada um tem seu espaço. Cada um joga da sua maneira”, diz Fanning.

 

“Eu sei que se nos enfrentarmos a qualquer momento em 2010 e a rivalidade na água será mais intensa depois do que aconteceu no ano passado, mas no fim do dia seremos os mesmo companheiros de sempre”, pondera o primeiro colocado do ranking.

 

Também aos 28 anos, Joel Parkinson é atualmente o segundo colocado no ranking mundial e defende o título da primeira etapa em casa. Depois de perder o caneco da temporada para seu amigo, ele está de volta e 100% recuperado de uma contusão que o atrapalhou na última temporada.

 

“Para mim é um novo ano e com a rapidez que nosso esporte progride não é possível dar-se o luxo de pensar nos anos anteriores. Minha abordagem não será muito diferente neste ano. Pretendo trabalhar em cima dos meus limites e ficar atento ao potencial do meu equipamento”, explica Joel Parkinson.

Apesar da derrota depois de uma disputa apertada contra Fanning, Parko reconhece a força de suas obrigações e entende que a rivalidade competitiva só serve para ampliar os limites dos dois atletas.

“A rivalidade competitiva que existe entre Mick e eu já existe há anos e todo mundo sabe disso. Mas em minha mente eu acredito que nossa amizade vem em primeiro lugar. Às vezes isto é difícil, mas no fim das contas nunca pesa”, diz Parko.

Fanning e Parkinson são indiscutivelmente dois dos concorrents mais experientes e perigosos em Snapper Rocks e exibirão tudo que aprenderam durante uma vida para buscarem vantagem no Quiksilver Pro Gold Coast.

“Obviamente ser um local tem suas vantagens na água. Você tem uma compreensão melhor das ondas e está confortável na hora da série, além de também ter mais tempo para aquecer antes do início da temporada. A coisa que eu mais amo quando participo de uma competição na Gold Coast é ir para casa depois da bateria e poder curtir minha família, meu cachorro e dormir na minha própria cama”, explica Mick Fanning.

Além de contar com um time excepcionalmente forte de atletas, o ASP World Tour 2010 também será mais dinâmico com a mudança no sistema de rankings, já que os top 45 serão reduzidos a 32 depois do quinto evento deste ano, fato que torna as etapas iniciais ainda mais competitivas.

“Eu acho que o Owen Wright vai ser o novato mais sinistro. Ele tem o surf polido em ondas grandes e pequenas, já tem experiência em algumas etapas do World Tour e é sempre um adversário inteligente. Ao meu ver, outros novatos com grande potencial são Dusty Payne, Matt Wilkinson e Adam Melling. Todos este moleques surfam com muita potência, radicalidade e são capazes de fazer um estrago grande”, analisa Mick Fanning.

Para Parko o palpite quanto ao perigo da etapa inicial não é um novato. Depois de um ano afastado, o tricampeão mundial Andy Irons (Haw) está de volta aos 31 anos e ao vestir a lycra de competição deve aterrorizar os corações e as mentes dos melhores surfistas do mundo.

 

O time de competidores brazucas também traz novidades. O único competidor da última temporada que se manteve no circuito foi o paulista Adriano de Souza, que obteve os melhores resultados de sua carreira no último ano. Ele venceu a etapa de Mundaka e terminou a temporada na quinta posição.

 

O experiente catarinense Neco Padaratz está de volta depois de receber o convite da ASP concedido a atletas contundidos. Também vindo de Santa Catarina, seu conterrâneo Marco Polo faz sua estreia na elite depois de conquistar sua vaga pelo WQS nas últimas etapas realizadas no Hawaii.

 

O potiguar Jadson André completa o time verde-amarelo. Depois de uma temporada brilhante no WQS 2009, ele terminou o ano na terceira posição e garantiu sem dificuldades sua vaga para o ASP World Tour 2010.

 

O Quiksilver Pro começa no próximo dia 27 de fevereiro. Para obter mais informações acesse Quiksilver Pro.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.