Loucutor

Rick leva prêmio no Rio

Locutor Rick Lopes é premiado nos 20 anos da FESERJ. Foto: Arquivo pessoal Rick.

No início do mês, o locutor Rick Lopes recebeu um merecido prêmio da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), entidade que completou 20 anos de fundação.

 

Sempre presente a diversas competições importantes de surf no Brasil, Rick é considerado um dos principais locutores do Brasil na atualidade, juntamente com nomes como Marcos Bukão, Paulo Issa, Henrique Prates, Klaus Kaiser, Faquico, Ronaldo Jacaré e Helder Leão, entre outros.

 

A carreira de Rick teve início no circuito chamado Surf Soul, promovido pelo amigo e artista plástico Bê Sadala na praia da Reserva.

 

O intuito era reunir os amigos em clima de confraternização e divulgar os quadros que eram oferecidos como prêmios aos finalistas.

 

Rick Lopes e Ronaldo Jacaré durante transmissão do WQS no Arpoador (RJ). Foto: Pedro Monteiro / Feserj.

“A estrura era uma tenda, não tinha som e as notas eram somadas na calculadora. A divulgação era feita pela galera que corria o circuito, no boca a boca. O campeonato tinha uma vibração tão bacana, que até atletas que corriam o circuito estadual começaram a participar. Foi aí que propus ao Bê que levasse o campeonato para o meio da Barra, para que pudesse ter maior visibilidade”, recorda Rick Lopes

 

A competição rolou em 1998, no Posto 6. “Corremos atrás dos patrocínios e conseguimos uma premiação melhor que muitos eventos mais badalados. A grana da inscrição foi investida em todos os setores do evento para que fosse um sucesso e não faltasse nada para os atletas”, diz Rick.

Foi aí que começou a história de Rick Lopes. “Sem grana para mais nada, esquecemos de convocar alguém para fazer a locução e me arrisquei a fazer. Os atletas elogiaram e muita gente dizia para eu continuar, pois na opinião de todos eu levava jeito para a coisa”, continua o carioca.

 

Levando em consideração a opinião da galera e o amor pelo surf, ele resolveu encarar essa função de corpo e alma. Algumas oportunidades começaram a surgir.

 

“Já estava fazendo locução no circuito estadual amador do Rio de Janeiro, nos circuitos das associações e até mesmo no circuito brasileiro amador. Em 2000 entrei na faculdade de Jornalismo e puxei uma matéria eletiva, que sabia que ajudaria com as técnicas de locução e radiojornalismo esportivo”, revela Rick.

 

Daí para frente ele foi recebendo cada vez mais convites e, quando deu conta, estava fazendo o circuito Carioca Pro, e em 2002 o primeiro evento Pro a nível nacional, o SuperSurf na prainha. O bom trabalho rendeu convites também para etapas do circuito mundial WQS e WCT.

 

“Foram tantos campeonatos em 12 anos de carreira como locutor que até perdi a conta, mas não esqueço das pessoas que me ajudaram e incentivaram para que pudesse chegar até aqui. Agradeço a todos, mas gostaria de fazer um agradecimento especial a Bê Sadala e Christian Moutinho, que plantaram a semente e me deram a oportunidade de escrever a minha história como locutor”, conclui Rick.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)