Baiano arretado

Renê Xavier ataca Noronha

Baiano Renê Xavier é o atual campeão brasileiro na categoria Amador. Foto: André Dantas.

Recém-chegado do arquipélago de Fernando de Noronha (PE), o campeão brasileiro amador Renê Xavier, 18 anos, não esconde o sorriso ao comentar sua primeira temporada nos canudos noronhenses.


O atleta desembarcou em Salvador na última semana e dois dias depois já estava de malas prontas para viajar a outro paraíso. No momento, Renê está na Costa Rica.
 
Antes de partir, o campeão brasileiro comentou sua trajetória em 2007, o título nacional amador e os planos para o ano de 2008.

 
Como foi o ano de 2007 para você?

O ano de 2007 foi de várias conquistas no bodyboard. A mais importante delas foi o título de campeão brasileiro na categoria

Renê Xavier entuba na Cacimba do Padre, Fernando de Noronha (PE). Foto: André Dantas.

Amador masculino. Independente desse resultado favorável em minha carreira, senti o meu surf evoluir muito.

 

E agora, em janeiro de 2008, decidiu relaxar um pouco no free surf?
 
É verdade, embora, mesmo no free surf, nunca deixo de treinar e procuro sempre me cuidar, tanto do corpo, como da mente. Sempre tive muita vontade de ir a Fernando de Noronha e este mês (janeiro 2008) foi possível realizar este sonho.

 

Fiquei fascinado com a beleza do lugar, sem falar nas ondas perfeitas do arquipélago. Fui pra água todos os dias, tanto de manhã, quanto à tarde. Trouxe mais de 100 fotos muito boas. São de autoria dos fotógrafos André Dantas e Luciano Saraceni.

O que achou das ondas de Noronha?
 
Incríveis! Dei sorte de pegar boas ondas todos os dias. A formação das ondas em Noronha é excelente. Nos oito dias que estive lá, entrou um swell e o mar cresceu muito. Peguei ondas de até 2,5 metros. Outro aspecto legal foi a convivência com outros surfistas de todo o país e até mesmo de fora. Além de agradável, sempre aprendemos muito.
 
Localismo em Noronha é muito forte como dizem?
 
O localismo é um fenômeno presente em todos os lugares. Em Noronha não é diferente, mas depende muito da sua postura, de saber respeitar o espaço do outro. Não tive problemas. Procuro surfar boas ondas, mas sempre com humildade.

 

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Renê capota na Cacimba, Noronha (PE). Foto: Luciano Saraceni.

Além do mar de Noronha, o que mais impressionou na ilha?

Como já disse, a natureza foi muito generosa com o lugar. São ilhas oceânicas, de origem vulcânica. É muito lindo, indescritível, só indo para conferir pessoalmente.

 

Mergulhei na praia do Sancho, no Sueste e no Porto, visitei a Baía dos Porcos, a praia do Leão e, à noite, dei uma passada no bar do Cachorro.

 

E quais os seus planos para este ano?

Ainda de férias, vou aproveitar o período do carnaval para conhecer as

praias da Costa Rica. Vai ser também uma oportunidade de conhecer o tão falado mar do Caribe.

Campeão brasileiro Renê Xavier aproveita os tubos de verão do arquipélago de Fernando de Noronha (PE). Foto: André Dantas.

 

Agora, em fevereiro, é melhor o lado do Atlântico. Quero conhecer vários lugares de natureza exuberante e poder surfar todo tipo de onda. Tenho também muita curiosidade por culturas diferentes.

E a carreira no bodyboard?

Este ano de 2008 será especial para mim, pois virei Pro e não quero poupar esforço. Vou priorizar o campeonato brasileiro e o baiano, mas estarei presente nas três etapas européias, em Portugal e na Espanha, previstas para agosto.

 

Voltando da Costa Rica, vou focar o meu treino para a etapa do mundial na praia Brava, em Itajaí (SC), no final de março.
 
E os estudos? Dá para conciliar tudo?
 
Tenho 18 anos, concluí o segundo grau e vou me preparar este ano para ingressar na Universidade. Já estou matriculado num cursinho. Com esforço sempre dá para conciliar tudo. Não é fácil, mas a gente consegue. Tem que ter muita disciplina e vontade.
 
Mas ainda falta muito apoio para o bodyboarding no Brasil, ou não?

 

Tirando a atenção dada ao futebol, acho que todos os esportes no Brasil ainda são pouco apoiados, mas sou otimista. O bodyboard só faz crescer, é uma modalidade de surf bem radical e as pessoas têm percebido isso cada vez mais. Falta só as empresas verificarem melhor este cenário e ver as vantagens de apoiar nosso esporte.

 

Fonte Surfbahia

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Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.