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Remadas de verão

Por Rogerio Mello

A chegada do verão e a tendência de condições mais fracas para o surf nessa época do ano formam um cenário pouco animador para quem espera pelas ondas em busca de diversão. Percebendo um certo desânimo entre os atletas de surf treinados por mim através do Estúdio RM acessória, tive a ideia de oferecer a eles a possibilidade de se divertir mantendo a forma e conhecer mais a fundo as origens dos esportes polinésios – e do próprio surf – através de uma remada de canoa havaiana.

Entrei em contato com o professor Caue Serra e marcamos horário e local do nosso primeiro desafio de canoa: Ponta da Praia, em Santos, com destino a algumas praias desertas do Guarujá, acessíves somente por embarcação ou através de trihas.

Caue iniciou uma palestra contando sua historia como atleta, e suas conquistas. Ele foi vice-campeão mundial por equipe (V12), Tri-campeão brasileiro individual (V1) e Tri-campeão brasileiro por equipe (V6). Em seguida, ele falou sobre a importância da embarcação de origem polinésia, também chamada de Canoa Havaiana, Wa’a, Va’a, Outrigger. Essas embarcações foram importantes para o processo de colonização daquela região.

Devido às características propícias, os nativos de toda aquela região utilizavam as canoas como meio de transporte entre as ilhas. Cada região (ilha ou arquipélago) acabou desenvolvendo suas embarcações de acordo com as características locais. No Havaí, por exemplo, onde o mar é mais agitado, as canoas têm uma curva de fundo envergada, enquanto que no Taiti as embarcações possuem formato mais alongado, com um cockpit fechado para cada um ou dois remadores, dependendo do modelo. Todas têm em comum as três partes fundamentais neste tipo de embarcação: o casco (ou hull), o flutuador (ou ama) e os braços que ligam um ao outro (yakos).

Após esse bate papo, todos pra água. O dia estava lindo e remamos um pouco pela orla de Santos para, em seguida, atravessar o canal do Porto em direção à praia do cheira limão, onde fizemos uma parada pra relaxar, curtir a natureza. Foi uma tarde de conhecimento a equipe, sempre com alegria, sincronismo resistência e força.

Um dia de flat pra lá de especial. A animação foi tanta que já estamos marcando a próxima remada!

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

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Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)