Raoni Monteiro afia as garras rumo ao WCT

Após ter sido apontado recentemente pela conceituada revista norte-americana Surfer como um dos atletas de futuro garantido na elite do surf mundial, o carioca Raoni Monteiro agora quer mais.

 

Durante a última etapa do WQS nas Maldivas, o O’neill Deep Blue, realizado na primeira quinzena de junho, o jovem talento brasileiro, terceiro colocado no evento, mais uma vez provou ao mundo que seu surf vem se consolidando definitivamente, seja pelo surfe moderno e de linha, ou pelas apuradas técnicas de competição.

 

O local de Saquarema, que recebeu a única nota 10 no evento, teve que surfar muito, além de lutar contra a exaustiva corrente do pico, para poder chegar à final. Em recente entrevista, concedida exclusivamente em sua casa em “Saquá”, onde se refazia da maratona de baterias, Raoni falou um pouco mais sobre este importante passo na sua carreira.

 

Como foi a vibração do campeonato nas Maldivas?

Foi irado, o lugar é paradisíaco e tem altas ondas. Dividi o quarto com o João Gutenberg e o Léo Neves, nos ajudamos bastante durante todo o evento, filmando uns aos outros e avisando quando a série entrava na bancada. Além disso, estavam presentes vários tops do WCT, foi demais obter a terceira colocação neste WQS.

 

E a sua nota 10, conte como foi.

Foi uma onda da série que entrou mais para o lado de fora do pico, eu estava voltando remando, tinha acabado de marcar uma nota 8,90, e vi que os demais competidores estavam mais pro outside, se pegando na marcação e não conseguiram entrar na onda, daí virei a prancha e fui… Dei umas cinco batidas rasgando no olho e puxando para dentro da onda, e ainda finalizei com um batidão na junção, essa onda foi mágica, foi dez, um sonho!

 

E na final?

Estava bem cansado, já tinha passado umas cinco fases, e nesse dia já estava na minha terceira bateria de trinta minutos. De início o Trent Munro pegou umas três ondas nota oito e pouco disparando em primeiro, daí fiquei disputando o segundo lugar e no finalzinho o Paulo Moura virou por apenas 0,6 pontos. Assim fiquei em terceiro e o Pedra (Rodrigo Dornelles) em quarto.

 

Quais os planos para os próximos meses?

Estou indo para Durban, na África do Sul, após o SuperSurf de Ubatuba, no início de julho. Sou pré-classificado e entro no round 96, espero me dar bem neste evento e poder atingir a minha meta que é entrar no WCT do próximo ano, atingindo as minhas expectativas e as de meus patrocinadores (Rip Curl, Reef, Oakley e Wet Works). 

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