Guga Arruda

Rabeta larga e quad

Há algum tempo venho acompanhando os cortes de rabeta feitos pelos shapers pelo mundo, ou seja, quando literalmente cerram as rabetas depois de prontas, encurtando as pranchas e naturalmente proporcionando rabetas mais largas e grossas. Entre essas se destacam as Mini Simons, as Al Merricks de Rob Machado e Dane Reynolds, entre muitas outras.

Na década de 90, tive uma maroleira mágica com a rabeta bem larga e a partir daí sempre simpatizei com as rabetas largas, que deixaram de ser tendência nos anos 2000. Até pouco tempo atrás, ao menos os surfistas de alta performance acreditavam que uma rabeta mais estreita proporcionaria manobras mais radicais na parte mais crítica das ondas. De fato as rabetas mais estreitas tendem a funcionar bem na parte cavada das ondas e as rabetas mais largas nas partes mais cheias, porém, o fato é que não surfamos apenas com a rabeta da prancha, mas com a prancha toda, e é por essa razão que sempre que generalizamos estamos errados. Apesar de a rabeta ser larga, ou não, ainda temos muitos outros fatores que influenciam na performance da prancha e se somam para gerar o resultado final.

Recentemente fiz uma maroleira, olhei o shape já usinado e me deu vontade de cortar uma rabeta larga, reta, square. A prancha terminou com 5’7” e chamei de SK10, larguinha e grossinha, mas sem exagero. A rabeta larga me pareceu chamar quatro quilhas e creio que foi no posicionamento das quilhas, um pouco mais pra frente do que o normal, que a magia aconteceu. Para completar, construí a prancha sem longarina e com as bordas de carbono e o resultado foi uma prancha muito veloz, que anda até sem onda e que, para a minha surpresa, ataca a parte crítica das ondas com muita radicalidade e ainda funciona em ondas gordas, cavadas, pequenas e grandes.

No vídeo acima, você confere a performance de uma quad rabetuda que me surpreendeu pela versatilidade. Como sempre digo, nunca julgue uma prancha por um detalhe, porque todos os detalhes juntos, somados, farão a grande diferença num sistema de compensação que, quando bem usado, resultará em uma prancha equilibrada.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.