Quiksilver Pro agita a Gold Coast

Começou em ondas perfeitas de meio a 1 metro, na praia de Snapper Rocks, na Gold Coast australiana, o Quiksilver Pro, evento que reúne os 45 melhores surfistas do mundo e mais três convidados: o australiano Luke Munro, o sul-africano Shaun Gossman e o americano Dane Reynolds.

 

Nesta terça, primeiro dia de competição, o brasileiro Peterson Rosa venceu o norte-americano Cory Lopez e o franco-brasileiro Eric Rebiere numa bateria bem disputada.

 

O “Bronco” optou por andar dentro dos tubos. “Há quatro semanas estou treinando aqui em Snapper e isso me deu bastante conhecimento

nos tubos”, comenta Rosa, bastante elogiado pelos fotógrafos e cinegrafistas que cobrem o campeonato. 

 

Já o carioca Raoni Monteiro fez uma ótima estréia no WCT ao vencer os australianos Michael Lowe e Trent Munro. Com o bom resultado, Raoni mostrou estar preparado para encarar os gringos e bem à vontade na valinha de Snapper.

 

Victor Ribas chegou na Austrália ontem à noite, foi direto para cama, acordou hoje de manhã e surfou direto na sexta bateria do dia. O cabo-friense levou a melhor sobre Joel Parkinson, vice-campeão mundial em 2002 e especialista nos tubos de Snapper.

 

Guilherme Herdy surfou muito bem, com batidas radicais e precisas, suficientes para vencer o veloz e também local Mick Fanning.

 

Fanning surfou bem, mas Guilherme estava inspirado. “Venho treinando há alguns dias aqui e estou me sentindo bem à vontade”, disse ele, bastante contente com a vitória. 

 

Neco Padaratz, Paulo Moura, Marcelo Nunes e Armando Daltro não tiveram a mesma sorte e caíram para repescagem. Eles competem na quarta-feira, quando o mar promete reagir novamente.

 

Outro destaque foi o convidado sul-africano

Shaun Gossman, que ficou em segundo em sua bateria, mas lidera a briga pelo prêmio de US$ 5 mil, oferecido pela empresa de água mineral Torquay para o atleta que pegar o tubo mais longo. Com um tubo de 12 segundos, Shaun largou na frente.
 
O bicampeão mundial Andy Irons chegou  acompanhado pelos pais, o irmão Bruce Irons, a namorada e mais alguns amigos do Hawaii.

 

Irons não teve muito trabalho para vencer sua bateria de estréia contra o australiano Luke Egan e o americano Dane Reynolds.

 

O norte-americano Kelly Slater perdeu de cara

para seu conterrâneo CJ Hobgood e para o aussie e um dos seus melhores amigos Luke Munro. Slater caiu três vezes seguidas e parecia não estar muito concentrado.

 

“Estava esperando para pegar as ondas mais longas e maiores. Mas, passaram oito minutos e eu ainda não havia pegado nenhuma onda boa. Luke e CJ ficaram mais no raso e tiveram melhores chances surfar as ondas com boa formação. Estou tranqüilo, sei que vim para a Austrália para buscar bons resultados e é o que vou fazer amanhã”, declara o hexacampeão mundial.

 

O Quiksilver Pro 2004 em Snapper Rocks também apresenta

como novidade uma camisa de lycra com um microfone a prova d’água. A tecnologia foi criada por Tim Denmark e conta com o campeão mundial Martin Potter fazendo a locução ao vivo de dentro da água, ao lado dos atletas.

 

Foi engraçado o momento em que Potter estava dentro de um tubo e começou a falar: “Estou vendo uma parede verde se aproximando. E não parece pequena, estou dentro do tubo, está tudo escuro, tudo escuro…”.

 

De repente, ele pára de falar e só se escuta o som do caldo. A galera na praia bate palmas e se diverte com a inovação.
 
As baterias voltam para a água amanhã com a repescagem. A previsão é de que na quinta-feira o swell chegue aos 2 metros com ótima formação para o “The Super Bank”, união da onda de Snapper com Kirra que dá cerca de 1,5 km. Haja perna…

 

Clique aqui e confira a galeria de fotos

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.