Depois de prorrogar o prazo do Billabong Pro Teahupoo por mais dois dias na última segunda, nesta terça-feira a organização da prova decidiu aguardar a chegada do swell para encerrar as disputas em boas condições.
As ondas ainda estão na faixa de 0,5 metro e o ápice do swell é esperado para a manhã da quarta-feira, último e decisivo dia para a conclusão da terceira etapa do circuito mundial WCT 2007.
Restam apenas oito atletas na briga pelo cobiçado título da prova e pelos US$ 30 mil em prêmios ao campeão, além dos 1.200 pontos que serão somados no ranking da temporada.
O pernambucano Bernardo Pigmeu foi o melhor brasileiro na prova e terminou na nona colocação, depois de perder nas oitavas-de-final para o australiano Luke Stedman.
Na mesma rodada o oito vezes campeão mundial Kelly Slater foi barrado pelo campeão mundial do WQS, Jeremy Flores, e Taj Burrow também parou nas oitavas ao perder para Cory Lopez na melhor bateria da competição.
Com isso, Mick Fanning já está isolado na liderança do ranking, posição que dividia com Burrow até o último domingo. Agora, nenhum brasileiro aparece no seleto grupo dos Top 16, enquanto os australianos vão se consolidando na briga pelo título mundial.
O único que ainda poderia tirar Mick Fanning da ponta do ranking no Tahiti era o australiano Bede Durbidge, eliminado na bateria que fechou as oitavas-de-final em Teahupoo.
Esta é a segunda vez na história do surfe profissional que uma etapa promovida pela Association of Surfing Professionals – ASP teve seu prazo estendido para aguardar a entrada de um swell.
O precedente foi aberto em 1996 em Jeffreys Bay, África do Sul, quando a total falta de ondas nos últimos dias do evento forçou a organização a prorrogar o prazo. Desde então a regra foi criada, mas nunca precisou ser usada.
?É um momento histórico para o esporte e estou muito grato à ASP por ter permitido a extensão do prazo?, disse o diretor de prova Luke Egan. ?Também estou orgulhoso das posturas e atitudes tomadas pelos atletas, entidade e patrocinadores do evento?, completou Egan.
Com o calendário do circuito mundial folgado e a filosofia da ASP de sempre proporcionar as melhores ondas aos melhores surfistas do mundo, não houve conflito para a decisão de aguardar a entrada do swell para concluir o evento em condições épicas.
?Este ano, graças ao cancelamento da etapa de Fiji, pudemos nos dar ao luxo de utilizar essa antiga regra e estender o prazo na etapa de Teahupoo, uma das mais prestigiadas e aguardadas do tour?, comenta Renato Hickel, coordenador do circuito da Association of Surfing Professionals.
Um dos oito finalistas da prova e campeão da etapa de Teahupoo em 2001, o norte-americano Cory Lopez aprovou a extensão do prazo e está ansioso com a possibilidade de disputar o título nas ondas que fizeram a fama da bancada.
?Eu definitivamente quero esperar pelas ondas grandes?, disse Lopez após a reunião que definiu a extensão do prazo. ?Se o mar na quarta-feira ficar tão bom como estão dizendo, podemos ter um desfecho épico para este campeonato. Eu quero muito isso e tenho certeza que todos os envolvidos também querem?, concluiu Lopez.
Além dele, estão na disputa do Billabong Pro Teahupoo os aussies Joel Parkinson, Mick Fanning, Luke Stedman e Kai Otton, o havaiano Andy Irons, o norte-americano Damien Hobgood e o francês Jeremy Flores.
Quartas-de-final
1 Joel Parkinson (Aus) x Andy Irons (Haw)
2 Damien Hobgood (EUA) x Jeremy Flores (Fra)
3 Mick Fanning (Aus) x Luke Stedman (Aus)
4 Cory Lopez (EUA) x Kai Otton (Aus)