
Uma das pessoas mais respeitadas em Puerto é uma mulher. E brasileira! Ana Maria de Quadros Avelar, 38, paulistana, surfava em Maresias e Paúba, mas seu pico preferido era São Pedro, Guarujá, onde aprendeu a surfar com seus amigos.
Ela começou a surfar aos 15 anos e aos 17 passou a competir. Mas sempre foi free surfer de alma. Para ela, o surf não é um esporte para ganhar dinheiro, e ela queria ser uma big rider.
Seu objetivo tornou-se realidade em Puerto Escondido, para onde foi com a irmã gêmea Ana Lucia, em 86. Permaneceu por três meses,

identificou-se com as grandes ondas e decidiu que era ali seu paraíso, sem crowd e fotógrafos.
Passou alguns meses no pico, retornou para o Brasil e, logo em seguida, foi para Puerto novamente.
Para Ana, Zicatela é como a mãe que aconchega, com grandes ondas, misticismo, espiritualidade e montanhas apaixonantes.
Ela já trabalhou como guia e hoje aluga bangalôs e faz programas de alimentação. Hoje ela é muito respeitada pelos locais, e vive para o surfe e seu filho, Barchi Roberto de Quadros, de 4 anos.

Mulher decidida e forte, se apóia principalmente em Deus e na natureza. Ela não pensa em sair de Puerto, local onde vive há 16 anos e vem ao Brasil esporadicamente, para visitar a mãe. “Eu amo Puerto, Zicatela é a minha mãe”, repete diversas vezes durante a entrevista.
Para os brasileiros que pensam em visitar Puerto Escondido, Ana dá o toque: “Respeitem as leis, o mar, a natureza. Por menor que o lugar pareça, serão todos bien venidos”.