Águas contaminadas

Protesto alerta Ubatuba

Cartaz do “penicaço” contra a poluição de Itamambuca. Foto: Reprodução.

Neste domingo (20/4), uma manifestação rola na praia de Itamambuca, Ubatuba (SP), que encontra-se contaminada com alto índice de coliformes fecais, a partir das 11 horas.

 

Inspirados nos panelaços da população argentina, um grupo de cidadãos e cidadãs de Ubatuba, auto-denominados INGs (indivíduos não-governamentais), está organizando um protesto com penicos ao invés de panelas, o “penicaço”, contra a poluição das praias.

 

O objetivo é chamar a atenção do poder público para a falta de saneamento básico no município, a partir da praia de Itamambuca, símbolo da ?capital do surf?, slogan empregado pela própria administração.

 

Das 26 praias monitoradas pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) em Ubatuba, cinco estão consideradas como impróprias, de acordo com o mapa de qualidade das praias, medido entre os dias 9 de março e 6 de abril deste ano: Itamambuca, Itaguá, Santa Rita, Perequê-Mirim e Dura, além do rio Itamambuca, que desde o ano 2000 vive essa situação de alerta, por causa do crescente despejo de esgoto doméstico.

 

A poluição só gera prejuízos. Ancilostomíase, Estrongiloidíase, Amebíase, Giardíase, Febre tifóide, Ascaridíase, Enterobiose, Balantidíase são exemplos de doenças de veiculação hídrica, provocadas por vermes, protozoários ou bactérias presentes nas fezes humanas, que são despejadas inadvertidamente nos corpos d´água.

 

De acordo com o mapa de saneamento básico do IBGE, no Brasil apenas 20% dos esgotos recebem algum tipo de tratamento. Ubatuba está inscrita nesse mapa da vergonha.

 

O custo para tratar o esgoto sanitário é quatro vezes menor que o das internações motivadas por doenças infecto-contagiosas de veiculação hídrica. A conta é da organização Mundial da Saúde: para cada um real investido em saneamento básico, economizam-se quatro reais com atendimento médico e hospitalar.

 

A poluição das águas custa caro para o município, pois gera prejuízos para o turismo, a pesca e a saúde pública.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)