Na onda delas

Promessas francesas

Lee-Ann Curren, filha do tricampeão mundial Tom Curren, é uma das revelações do surf francês. Foto: Roberta Borges.

Em viagem pelo litoral basco da França, pude ver a qualidade das ondas que quebram neste antigo mundo.

Também tive a oportunidade de conhecer e conversar com as duas maiores revelações do surf feminino francês: Alizé Arnaud e Lee-Ann Curren, que é filha de Tom Curren, grande campeão e dono de um dos estilos mais lindos que eu já vi em toda a história do surf mundial. 

Aqui, quando o mar está grande é casca-grossa! Em algumas praias, as ondas são tubulares e quebram bem na beira, estilo ?pancadão?.
 
É aqui também que está se formando uma nova geração de ótimas surfistas! Caminhando pela orla de Capbreton e Hossegor, é possível ver muitas escolinhas de surf que se instalam pelas calçadas com suas vans.

Litoral basco apresenta ótimas ondas. Foto: Roberta Borges.

Faça chuva ou faça sol, a molecada parte para os treinos com muito afinco. Essas escolas possuem vários níveis, desde iniciante até competidor, e tudo parece ser bem organizado.

 

A molecada leva os treinos bem a sério, pois as melhores surfistas da atualidade da França fazem parte das equipes.

 

Lee Ann Curren e Alizè Arnaud são frutos deste  trabalho e este ano participaram do Quiksilver ISA World Junior Surfing Championships em Portugal.

 

Numa tarde de domingo, fui recebida na casa de Marie Pascal e Lee-Ann Curren. Mãe e filha envolvidas pela mesma paixão, o surf. Marie também foi e é uma grande surfista. Competimos juntas no Mundial Amador de 1986, na Inglaterra, e eu estava feliz de reencontrá-la.

 

Ela continua envolvida com o surf até hoje, trabalhou em várias revistas e empresas do segmento e por um tempo parou tudo para ter os filhos. Hoje está na Rip Curl, na área de divulgação.

 

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Alizé Arnaud sonha com o título mundial júnior e a vaga no WCT. Foto: Roberta Borges.

Quanto a Lee Ann, Marie diz não ter muito tempo para acompanhá-la nas competições pela Europa e nem acha que seja bom estar o tempo todo junto dela.

 

Também não insistiu muito com as competições e diz que tudo o que ela conquistou é por vontade própria. A única exigência da mãe é que ela mantenha o estudo forte.

 

Lee Ann é uma menina calma e serena, quase tímida demais, mas com um sorriso suave cativante. Aos poucos, durante nossa conversa ela foi revelando suas similaridades com o pai Tom Curren. Ele mora longe, mas quando estão juntos curtem muito surfar e tocar guitarra…
 
Este ano, ela conquistou o título de campeã européia pro junior e tem boas chances de seguir em frente.

 

Capbreton e Hossegor contam com diversas escolinhas de surf. Foto: Roberta Borges.

Logo terminará o High-School, e com isso pretende dedicar todo o outro ano para competir nas etapas do WQS e tentar uma vaga no WCT. Serão dois anos de experiência e avaliação para o futuro.

Se os bons resultados vierem, ela segue a carreira profissional no surf. Caso contrário, a universidade estará a sua espera. Se depender de inspiração, ela não terá problemas, Tom Curren e Marie pascal serão a fonte..
 
Também visitei Alizé Arnaud, uma menina de 17 anos que é a outra revelação francesa da nova geração. Alizé fez parte das escolinhas de base da França e agora faz treinos mais focados em competições.

 

Aqui tudo é bem organizado. Com horas marcadas e sempre monitorada pelos professores, ela treina três vezes por semana.

 

Ao contrário de Lee-Ann, Alizé está sempre acompanhada pela mãe, que dá todo o suporte para sua vida esportiva. Estudando por correspondência, acaba tendo mais tempo para surfar e escolher a melhor hora para cair no mar. Foi campeã francesa em 2005 e vice-campeã júnior européia este ano. Alizé sonha com o título mundial júnior e a entrada no WCT.

 

Assim como Alizé e Lee-Ann, muitas outras surfistas podem surgir com o apoio e a dedicação destas escolas de surf.

 

Para ver mais fotos da viagem, visite o site Robertaborges

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