
A performance da catarinense Jaqueline Silva no ranking do WCT tem sido impressionante.
Depois de ganhar o WQS em 2001, vencendo duas etapas em Haleiwa, ela levou a última etapa do WCT deste ano, em Honolua Bay, e finalizou como vice-campeã mundial de surfe profissional, melhor resultado de toda história do surfe brasileiro.
Desde que as primeiras brasileiras começaram a correr o circuito mundial profissional, eu tinha esperanças de que elas poderiam ser campeãs antes dos homens, devido ao grande talento de Tita e Jacqueline.
Mas Jacque está surpreendendo por sua capacidade de surfar ondas pequenas e grandes com a mesma desenvoltura. Ela pode ganhar tanto em Durban, na África, como em

Honolua Bay, em Maui. Aliás, com três títulos ela é nossa recordista em vitórias no Hawaii.
Para quem não conhece, Honolua Bay é uma das ondas mais perfeitas do Hawaii, um sonho para qualquer um. Ainda mais com seis pés, terral, apenas duas pessoas na água…
Na final, Jacque enfrentou a veterana Pauline Menczer, conseguiu duas notas altas no começo da bateria e mesmo perdendo sua prancha após arrebentar a cordinha, venceu a australiana que precisava de combinação de duas ondas.
Nas semifinais ela tirou o único dez do evento e também ganhou da havaiana Rochelle Ballard, também por combinação. Fico imaginando a
moral que ela ganhou para o WCT para o ano

que vem.
A grande perda deste ano foi a saída Tita Tavares do WCT 2003. Ela perdeu por pouco e parece que não disputou os eventos do WQS. Aliás, fora a Jacque, só a Juliana Guimarães aparece entre as 100 primeiras do WQS, o que é muito pouco para o potencial do Brasil.
Nossas meninas devem invadir o WQS. Sem renovação podemos ter uma campeã e ninguém mais no ranking. A Jaqueline deixou todos nós orgulhosos e esperançosos que ela possa chegar ao topo em pouco tempo. Ela é jovem e tem surfe para ser campeã do mundo.Valeu.