
Presente de Natal. Foi o que Deus proporcionou à galera que comemorou o nascimento de Jesus no Hawaii nesta quarta-feira, véspera de Natal.
As ondas amanheceram pequenas, mas durante o dia elas foram aumentando, variando de 1,5 a 3 metros do meio dia até o final de tarde.
Pipeline/Backdoor quebrou de gala e, segundo os havaianos, foi o melhor dia do ano até agora. O crowd era digno de um zoológico.
Todos os havaianos, representantes do WCT/WQS, brasileiros e japoneses dividiam o line-up.
Tanto as direitas quanto as esquerdas estavam insanas. Os melhores tubos do dia foram para a esquerda e surfados por Jamie O’Brian, Randall Paulson e pelo japonês Wakita. Poucas foram as ondas boas surfadas pelos forasteiros, até Kelly Slater teve dificuldades para surfar as ondas da série.
Wakita, “o último Samurai”, mostrou calma e paciência típica dos seus ancestrais. Quando a série apontou no horizonte, Noah Johnson remou forte para a melhor onda seguido atentamente pelo olhar do japonês que, quando teve a certeza que o havaiano não conseguiria pegar a onda, despencou em um drop insano e entubou fundo com direito a uma nota virtual 10.

O representante da nova geração havaiana Jamie O’Brian, surfa Pipeline com a categoria de quem surfa no quintal de casa. O garoto mora de frente ao pico e seu entrosamento com a onda é incrível.
Pigmeu, Trekinho, Evaristo, Rodrigo Jorge, Vitor Ribas, Rosemiro e eu desfrutamos de algumas ondas intermédiarias que fizeram a cabeça dos guerreiros verde-amarelos.
Esqueceram de avisar para um português que ele não estava na “terrinha” e que entrar na onda de havaiano não é a melhor atitude. Mas, o dito cujo Rui repetidamente dropou no rabo das ondas até tomarem sua prancha e mandá-lo de volta para casa.
O semifinalista do Pipe Master, o local Pancho Sullivan, tomou uma pancada da prancha na cabeça e quase apagou nas espumas de Pipeline. A real é que o dia foi lindo. Água translúcida e um show de surf. Isso sim é Hawaii. Um Feliz Natal a todos e um próspero Ano Novo !
Aloha!