
O bom momento vivido pelo surfe feminino traz uma etapa do WCT e outra do WQS à praia Mole, Florianópolis. O projeto Girls Pro, apresentado com exclusividade para o Waves.Terra, prevê dois campeonatos históricos em setembro, com a participação da elite feminina do Tour.
As datas previstas são 16 a 26 de setembro, em Florianópolis, Santa Catarina. Na primeira semana ocorre uma etapa do WQS, com nível seis estrelas, com distribuição de US$ 30 mil e 2,5 mil pontos para a vencedora.
Em seguida, rola o WCT com as 17 melhores atletas do planeta na disputa de US$ 62,5 mil e 1,2 mil pontos de premiação. A etapa será móvel na ilha de Florianópolis.
Segundo Bira Schauffert, diretor de prova do

evento, a competição dará oportunidade para a participação das atletas do WQS, oferecendo vagas de wild cards para o WCT.
Além de Bira Schauffert, trabalham na produção do evento Dany Boi, da Quântica Promoções e Eventos, e Alexandre Fontes, da FECASURF (Federação Catarinense de Surf).
Foi Bira quem levou a idéia do campeonato à ASP (Association of Surfing Professionals) e às integrantes do Tour.
O projeto inclusive já conta com o prometido apoio da prefeitura de Florianópolis. Segundo Schauffert, a prefeita Ângela Amim garantiu total apoio logístico aos eventos.
“Fiz a primeira reunião com alguns membros da ASP e o conselho das surfistas em dezembro passado no Hawaii. Na ocasião, reservei a data dos eventos e apresentei o projeto a todos. As atletas ficaram entusiasmadas com a possibilidade de disputar um evento no Brasil, principalmente em Florianópolis, cidade da qual elas sempre ouviram falar bem”, explica.

Na segunda reunião, realizada semana passada na Austrália, foi definido um prazo -30 de abril – para confirmar a realização da prova.
“Esta é uma idéia que vem sendo trabalhada há bastante tempo. Surgiram algumas pessoas interessadas em parcerias, mas ainda estamos em negociação com patrocinadores e abertos às empresas de fora do mercado surfwear. Este será o evento mais feminino da história do circuito mundial, uma ótima oportunidade para participação de empresas de produtos relacionados às mulheres”, aposta o dirigente, que também é manager da atleta Jacqueline Silva, atual líder do ranking mundial feminino.
O evento terá ainda locução exclusivamente feminina e até a segurança será responsabilidade de mulheres. A prova também tem caráter beneficente e irá apoiar campanhas relacionadas ao universo feminino, como a do câncer de mama.
Para Schauffert, envolver outros projetos é uma tendência natural nos campeonatos femininos. “O circuito das garotas está se desvencilhando do masculino”, garante.