Grandes produções atraem o paranaense Serginho Laus, principalmente quando se trata de ações com a Amazônia e a pororoca. Em abril de 2010, Laus prestou consultoria e participou – em parceria com a produtora japonesa Alice Nagatani – da produção do maior documentário já realizado no surf da selva.
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A rede de televisão japonesa NHK, uma das três maiores emissoras do mundo, chegou a Macapá, capital do Amapá, para uma jornada de 21 dias filmando sem parar. Um material histórico que contou com cinegrafistas japoneses e dois conceituados brasileiros em câmera aquática; Carlos Sanfelice e Gustavo Marcoline.
Foram duas luas (cheia e nova) no rio Araguari, mais de 3 mil litros de gasolina, 2.650 litros de diesel e um total de 30 pessoas trabalhando em cima do maior documentário da história do surf na pororoca.
A história foi desenhada focando o lado científico, esportivo, cultural e turístico do surf na selva. A magia de encarar a onda mais longa do mundo em meio da floresta Amazônica com todos os seus preparativos, a longa jornada, os medos e a adrenalina vivida quando está ouvindo o ronco da pororoca há uma hora de antecedência e outros sentimentos em que afloram na floresta.
Para o renomado professor Eloi Melo, PHD em Ciências Oceânicas Aplicadas pela Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA), a pororoca foi um presente que certamente ele nunca mais irá se esquecer. O sorriso do professor observando as ondas parecia a de uma criança no melhor parque de diversão do mundo.
Atento a todas as orientações e louco para surfar, Eloi, por ironia do destino, acertou a pisada num filhote de raia e levou um susto. “Agora estou batizado! Vim pra Amazônia, estou na pororoca e levei uma ferrada de raia”, disse depois de passar 12 horas de dor. No final ele surfou a onda mais longa da vida, com uma ferrada de raia e na presença dos ribeirinhos Zeca, primeiro surfista do Araguari, e Daniel a nova geração do surf na selva.
Quando os surfistas entraram em ação, as ondas estavam magníficas! Junto com o especialista em pororoca estavam o seu conterrâneo, skatista e surfista profisional Sinuhe Ferreira, além do japonês Izuki Tanaka, campeão do circuito 2009 no Japão. Eles surfaram ondas de até 2 metros de face e super longas.
“Para ter uma ideia, a primeira seção da onda estava quebrando com uma direita de uns 30 minutos, com mais uma esquerda de uns 20 minutos e finalizando com outra de 25 minutos de tempo. Ainda tinha que arrumar forças para a seção intermediária na qual rolava uma esquerda linda que dobrava de tamanho e virava um rolo compressor de pelo menos 27 minutos, que ainda podia fazer um tubo na esquina do rio na margem da esquerda!”, diz Sinuhe.
“E pra não perder o ritmo, uma esquerda curta de uns 5 minutos e a Disneylândia do surf na selva com outra direita de quase 30 minutos. Mas a fissura era tanta que ainda restava uma marola de meio metrinho na finaleira, sendo jogado para um campo cheio de búfalos. Realmente é inacreditável! Acredite se puder”, conclui Sinuhe Ferreira impressionado com a qualidade do pico. Algumas fotos do making off e um clip do surf na selva foram liberadas pela equipe antes de que saia na TV a cabo aqui no Brasil.
“Este ano a pororoca está mais impressionante do que nunca! Altas ondas rolaram e estão rolando. Superando todas as expectativas, ainda mais com convidados especiais. Este ano já passaram aqui Mickey Bernadoni e Marcos Sifu (em breve estaremos publicando uma matéria aqui no Waves), agora Izuki Tanaka e Sinuhe Ferreira, e ainda por vir Guga Arruda, Sebastian Rojas e Carlos Sanfelice, que pela segunda vez neste ano apresenta seu greencard na pororoca”, revela Laus, duas vezes recordista mundial de surf na pororoca.
A temporada de surf na selva termina no início de junho e volta a bombar em agosto e setembro numa época de muitos ventos e perfeito para esportes de vela como wind e kitesurf na selva. Para obter mais informações, entre em contato com Sérgio Laus pelo e-mail [email protected].
Fique ligado no surf na selva e nas aventuras do Laus aqui no Waves, no site Surfando na Selva, no blog Aventuras do Laus e no Twitter @serginholaus. Para concluir Laus, complementa: “Surfar a pororoca é uma logística muito complexa e exige muito planejamento e gerenciamento de riscos, um erro e tudo acaba. Por isso contamos com a equipe Surfando na Selva, que possui compromisso e conhecimento vasto sobre o assunto”, diz Laus.
“Também preciso agradecer a quem faz esse material chegar pra todo mundo. Obrigado a OP – Ocean Pacific, OGIO, Outdo, Goofy e a rede de lojas Sumatra Surf de Curitiba, por compartilhar comigo e com todos o sonho da onda mais longa e perfeita do mundo”, completa momentos antes de embarcar para sua 63a expedição para a pororoca.
Longas ondas e auera auara! Obs: este termo significa o aloha do surf na selva.