Marco Polo comanda primeira etapa do circuito brasileiro na praia da Ferrugem, Garopaba (SC). Foto: Nilton Santos.

O catarinense Marco Polo fez a festa da torcida na etapa de abertura do circuito brasileiro.

 

Clique aqui para ver as fotos

A prova foi foi encerrada neste domingo, em boas ondas de meio metro e séries pouco maiores na praia da Ferrugem, Garopaba (SC).

 

Com muita determinação e uma ótima escolha de ondas, Polo partiu para cima dos adversários e largou na frente na briga pelo título nacional, além de embolsar R$ 22 mil.

 

Na decisão, o catarinense disparou na liderança da bateria com notas 8.50 e 7.33, deixando o carioca Simão Romão em situação bastante complicada.

Simão Romão fica com o vice no litoral catarinense. Foto: Nilton Santos.

Simão brigou muito pela vitória, mas não conseguiu achar as ondas com potencial para high-score e ficou precisando de 9.83 pontos.

 

Enquanto Polo investiu nas direitas e dilacerou as ondas com fortes batidas e rasgadas de frontside, Simão optou pelas esquerdas e tentou chegar ao topo do pódio com suas famosas raquetadas de backside.

 

Na semifinal, o carioca eliminou o baiano Flávio Costa com o total de 14.66 pontos, contra 12.17 do adversário.

 

A outra semi também foi acirrada. Marco Polo superou o paraibano Jano Belo por 15.54 a 13.50 pontos.

Depois de vencer Simão na final, o catarinense era só alegria no pódio. “Gostaria de agradecer ao grande e glorioso Senhor, que proporcionou esse show de surf ao público aqui na Ferrugem”, comemora Polo, 25 anos.

?Eu estava bem informado sobre as mudanças da condição do mar e soube aproveitar as ondas que apareceram para mim nas baterias. Depois que virei o jogo para o meu lado, segurei um pouco, me controlei e consegui fechar com chave-de-ouro com uma vitória aqui em Garopaba para todo o público catarinense que torce por mim?, continua o campeão.

 

Simão também ficou feliz com o resultado e fez questão de elogiar Marco Polo assim que saiu do mar. ?Ele está de parabéns. Era a hora dele. Vi algumas baterias dele e ele quebrou o campeonato inteiro, merecendo a vitória. É isso aí, hoje era o dia dele, pegou as melhores ondas que entraram na final e o segundo lugar foi um bom resultado, porque quero ser campeão brasileiro de qualquer jeito este ano. É a segunda final seguida que faço no SuperSurf; não ganhei de novo, mas sei que minha hora vai chegar?, fala o carioca que levou R$ 10,2 mil pelo vice-campeonato.

Ranking brasileiro – uma etapa

1 Marco Polo (SC) 1000 pts

2 Simão Romão (RJ) 860

3 Jano Belo (PB) 730
3 Flávio Costa (BA) 730
5 Jihad Khodr (PR) 610
5 Marcelo Trekinho (RJ) 610
5 Heitor Alves (CE) 610
5 Odirlei Coutinho (SP) 610
9 Wagner Pupo (SP) 500
9 Guga Arruda (SC) 500
9 Beto Fernandes (SP) 500
9 Fábio Gouveia (PB) 500
9 Felipe Ximenes (SC) 500
9 Daison Pereira (RS) 500
9 André Silva (CE) 500
9 Fábio Silva (CE) 500

 

Feminino

 

1 Tita Tavares (CE) 1000 pts

2 Suelen Naraisa (SP) 860

3 Cláudia Gonçalves (SP) 730

3 Bruna Schmitz (PR) 730

5 Andréa Lopes (RJ) 610

5 Juliana Quint (SC) 610

5 Alcione Silva (RN) 610

5 Juliana Guimarães (RJ) 610

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.