O pernambucano Bernardo Pigmeu é o mais novo brasileiro na elite mundial do WCT.

 

Ele garantiu a vaga para a próxima temporada do tour ao chegar às quartas-de-final do Onbongo Pro Surfing, etapa 6 estrelas do WQS que acontece em Ubatuba.

 

Aos 23 anos, Pigmeu vibrou bastante com a primeira classificação para o circuito mundial.

 

No ano passado ele ficou por duas vagas e chegou a disputar algumas etapas como substituto de Neco Padaratz, suspenso em julho de 2005 por uso de doping.

 

Agora, no entanto, ele conquista a vaga por seus próprios méritos, ao derrotar o conterrâneo Pedro Henrique nas oitavas-de-final em Ubatuba.

 

Com isso, Pigmeu atingiu pontuação suficiente para figurar entre os 15 atletas que sobem pelo WQS.

 

Depois de comemorar bastante com a namorada, Bernardo Pigmeu concedeu a seguinte entrevista ao Waves.Terra.

 

Qual a sensação de garantir a tão sonhada vaga no WCT?

 

É um sentimento difícil de descrever em palavras, mas é muito bom. Estou explodindo de felicidade.

 

Como você se sentiu até o momento dessa bateria decisiva?

 

Eu estava tranqüilo, sem pressão alguma, bem focado e confiante no meu equipamento, que está realmente muito bom. No ano passado eu quase entrei e, mesmo competindo como alternate, não era a mesma coisa. Além disso, foi muito ruim assumir o lugar de outra pessoa, principalmente pelas circunstâncias que envolveram a suspensão do Neco, um atleta que admiro muito e que é insubstituível. Agora é diferente, conquistei a vaga através do meu suor, sem depender do prejuízo de ninguém.

 

Você se sente preparado para disputar o formato do WCT e competir nas ondas do tour?

 

No ano passado eu aprendi algumas coisas nas oportunidades que tive, o nível do circuito é realmente muito alto, não existem adversários fáceis. Este ano obtive bons resultados no WQS disputando baterias homem a homem e acho que estou preparado sim. Mas com certeza terão muitas novidades e terei que me adaptar a vários detalhes.

 

Você conhece todas as ondas que fazem parte do circuito? Em qual etapa acha que tem mais chances?

 

Acredito que conheço a maioria das ondas. Já surfei na Gold Coast australiana, Fiji, Tahiti, Hawaii, Japão, Europa. Acho que só o México, onde teve a etapa este ano, que ainda não surfei. E acho que no Brasil tenho chances de conseguir algum resultado expressivo. Mas também gosto muito de surfar Pipeline e as direitas de Snapper Rocks, é difícil apontar.

 

Já traçou alguma estratégia para a temporada?

Vou continuar do jeito que está, venho fazendo um trabalho muito positivo com o Ricardo Martins, minhas pranchas estão alucinantes, então acho que agora não é hora de mudanças, e sim de aprimorar tudo isso. Devo passar mais tempo no Rio de Janeiro testando os equipamentos e corrigindo falhas.

 

E como será a preparação física e psicológica até o começo do tour?

 

Ainda é muito cedo, a ficha nem caiu direito, estou meio flutuando com tudo isso. Mas agora é vida nova, preciso começar a planejar meu futuro. Meu objetivo este ano é ir para o Hawaii e aproveitar para competir sem pressão, isso fará a diferença, pois quero subir algumas posições no ranking. E tentar um bom resultado aqui, claro.

 

E hoje, vai comemorar ou vai manter a concentração para as finais?

 

Hoje vou manter a concentração, no máximo sair para jantar. Mas amanhã com certeza faremos um belo churrasco na casa de um amigo para comemorar bastante essa conquista.

 

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