Picuruta Salazar encara Pororoca pela quinta vez

Na última segunda-feira (29/3), o santista Picuruta Salazar embarcou pela quinta vez rumo ao rio Amazonas.

 

Acostumado a surfar diversos tipos de onda, Picuruta está virando referência quando se trata de surfar as ondas de água doce.

 

Desta vez, ele segue para o Amapá junto com o big rider californiano Peter Mel e o renomado shaper norte-americano Gary Linden para participar da gravação de um documentário sobre a Pororoca para uma emissora de tv canadense.

 

A gravação será coordenada por Linden, líder da barca ao Amapá organizada pela Red Bull no ano passado e que também contou com a presença de Picuruta.

 

?A minha primeira ida com a Red Bull despertou o interesse de outras emissoras?, fala Salazar, que faz parte da equipe internacional da bebida energética.

 

Desta vez, o documentário será exibido no programa Rush H.D. do canal Fox e a produção é da Raibow Media.

 

O fenômeno da Pororoca é provocado pelo encontro das águas do rio e do mar, influenciada pela mudança das luas cheia e nova, e chama a atenção por sua força e extensão.

 

A época é bem propícia para ela acontecer, pois é justamente entre os meses de março e abril que a vaga surge varrendo as margens dos rios Amazonas e Araguari, podendo alcançar até 5 metros de altura, o que a torna uma das ondas mais perigosas do planeta.

 

Acostumados a desbravar ondas monstruosas, o desafio de ?domar? a Pororoca não deixa de ser adrenalizante para os big riders. Para Peter Mel, o calouro da vez, o que muda é o clima tropical. Referência nas ondas geladas de Mavericks, o Mel está ansioso parar surfar em plena selva amazônica.

 

Para Picuruta Salazar, o desafio em permanecer pelo maior tempo possível surfando no rio continua. ?Espero que a minha experiência ajude a obter um bom resultado e que desta vez eu consiga pegar uma onda um pouquinho mais longa?, planeja, depois de já ter surfado por 35 minutos, percorrendo 12 km de distância.

 

E se tudo correr bem, o dia que pode entrar para a história está previsto para 5 de abril, quando a lua estará cheia. Aliado a vasta experiência em surfar a Pororoca, Picuruta segue para o desafio equipado com as mesmas pranchas que levou na última expedição.

 

Ao todo, ele conta com quatro pranchas New Advance confeccionadas especialmente para as ondas amazônicas.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)