Phil Rajzman roubado no México

Depois de surpreender a todos e vencer o atual campeão mundial Joel Tudor na final do Oxbow Soul & Style, evento especial realizado na semana passada nas ondas de Puerto Escondido, o brasileiro Phil Rajzman teve outra surpresa, essa nada agradável, e conheceu um outro lado da hospitalidade e simpatia mexicanas.

 

Horas antes de embarcar de volta ao Brasil, Phil teve seu passaporte e o dinheiro da premiação recebido pela vitória (US$ 6 mil) roubados de dentro do quarto do hotel em que estava hospedado, o Holas Altas. Segundo declarou ao site Ricosurf, Phil acha que o roubo só pode ter sido efetuado por alguém de dentro do hotel.

 

“No dia que ia embora, deixei minhas coisas arrumadas e desci para almoçar. Fiquei ausente durante 45 minutos e quando retornei ao quarto encontrei tudo revirado. Corri em direção à minha mala e quando vi tinham levado tudo”, contou Phil ao Ricosurf.

 

Segundo ele, o roubo aconteceu logo depois de ele ter fechado a conta no hotel, o que torna a situação ainda mais suspeita, já que não recebeu nenhum tipo de apoio da gerência do hotel. Além de Phil, o australiano e lenda viva do surfe, Nat Young, também teve suas pranchas roubadas de dentro do hotel.

 

“Quando comuniquei o roubo na recepção, ficaram rindo da minha cara. Chegaram ao cúmulo de acusar o Picuruta, que havia partido antes de mim”, conta o carioca, que foi obrigado a prestar queixa com auxílio de testemunhas do próprio hotel que, não satisfeitos com o ocorrido, não registraram o roubo do passaporte.

 

“Todos os brasileiros já tinham voltado para o Brasil e eu precisava de testemunhas para fazer o boletim de ocorrência. Os mexicanos prestaram depoimento, mas não registraram o roubo do meu passaporte e não disseram que o roubo tinha sido dentro do hotel. Tive que voltar no dia seguinte com um amigo meu, o Lázaro Mendonça, para refazer o boletim”, conta.

 

Phil só conseguiu retornar ao Brasil com auxílio da embaixada brasileira, na Cidade do México, que providenciou a documentação necessária para o embarque sem o passaporte, e enfatiza que a administração do hotel não fez a mínima questão de ajudá-lo.

 

“O tempo todo o pessoal do hotel – caro e classificado como 4 estrelas – tentava dizer que aquilo era uma brincadeira. Eu disse que era um assunto sério demais para ficar brincando”, explica Phil, que faz questão de dizer que o problema não foi com os locais do México, e sim com o hotel. A boa notícia é que pelo menos a organização do evento conseguiu sustar os Tavellers Checks a tempo.

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