Opinião do internauta

Performance brazuca em Fiji

Adriano de Souza comemora a terceira colocação em Tavarua, Fiji. Foto: ASP Kirstin / Covered images.

Mais uma etapa do WCT passou e mais resultados fracos para os brasileiros. Não inclua Adriano de Souza nessa lista. Dessa vez foi em Fiji, onde brasileiros já conseguiram excelentes resultados, como Guilherme Herdy e Victor Ribas, ambos terminando na segunda colocação.

 

Dos seis brasileiros que competiram, de cara, metade já caiu na repescagem. Foram eles, Jihad, Neco e Léo Neves. Dos três, quem teve a melhor atuação foi Léo Neves. Em Tavarua aconteceu a mesma coisa que em Teahupoo: surfou bem, mas infelizmente seu adversário foi melhor.

 

Se levarmos em conta que esquerdas tubulares não são o seu forte, podemos dizer que teve boas atuações, até surpreendentes, porém obteve resultados fracos e pela terceira vez consecutiva ficou com a 33ª colocação, mas nas próximas etapas deve se recuperar.

No terceiro round, Rodrigo Dornelles e Heitor Alves perderam. Pedra fez o ?basicão? nas ondas de Cloudbreak e Restaurants. Às vezes, o ?basicão? funciona e dá para passar algumas baterias, quem sabe até ao quarto round, ou se estiver com sorte até às quartas, mas na maioria das vezes a falta de um surf mais radical e vertical o leva apenas até ao terceiro.

 

Já Heitor Alves, merece ir mais longe nas etapas, mas desde Snapper Rocks só pega adversários cascudos, como Kelly Slater, Dane Reynolds, Kai Otton e Bobby Martinez. Não que seja impossível derrotar esses caras, mas surfar contra nomes fortes e consagrados dificulta a vida de qualquer rookie que a mídia não esteja ?babando-ovo?.

Já Adriano de Souza novamente levou a bandeira do Brasil nas costas entre os integrantes da elite. Sinceramente, com estes resultados e com o surf que vem apresentando, não é de se duvidar que haja mais uma vitória brasileira em alguma etapa este ano. Ou no mínimo, algumas finais, já que está se tornando um nome forte em qualquer condição de mar e a cada etapa ganha mais espaço e reconhecimento da mídia internacional.

 

Em seu primeiro ano de WCT, teve uma boa performance em Tavarua, mas teve azar. Agora em 2008 apenas confirmou o que já havia mostrado, com um belíssimo terceiro lugar, para entrar no restrito grupo dos top 5.
  

Para a próxima etapa, que rola em Jeffrey?s Bay, podemos esperar uma atuação melhor do que nas bancadas do Pacífico. Se nenhum surfista do WCT precisar ser substituído por um alternate, é bem provável que teremos Adriano de Souza e Jordy Smith na mesma bateria do primeiro round, e o sul-africano com certeza irá mostrar tudo que sabe em seu território. Por favor Mineirinho, ganhe essa.

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