Surf no Brasil

Perdigão critica dirigentes

Roberto Perdigão, diretor executivo da ASP South America. Foto: Daniel Smorigo / ASP South America.

Uma entrevista polêmica com Roberto Perdigão, diretor executivo da ASP South America, foi o principal tema da coluna Linha Vertical no mês de janeiro, no site Lancenet.

 

No bate-papo com o colunista Marcos Conde, Perdigão explica o fracasso do surf brasileiro no World Tour e faz duras críticas aos dirigentes da Associação Brasileira de Surf Profissional (Abrasp) e Confederação Brasileira de Surf (CBS).

 

Para Perdigão, o nível técnico dos eventos WQS vem subindo a cada temporada, impulsionado pela abertura dos circuitos mais importantes do mundo, que passaram a ser válidos como etapas do WQS.

 

“Ou seja, alguns países já perceberam que necessitam ter um projeto forte e eficiente visando preparar os seus surfistas para o WCT. Creio que o Brasil é um dos poucos países hoje que não está alinhado a este processo mundial”, diz Perdigão.

 

“Precisamos resolver se é mais importante ser campeão do ISA Surfing Games ou se vale a pena supervalorizar o título de campeão brasileiro do SuperSurf como o topo da carreira profissional de um atleta, em detrimento de um planejamento bem orquestrado entre a CBS e a Abrasp para que tenhamos um dia um campeão mundial da ASP. Enquanto nossas entidades maiores não traçarem um planejamento conjunto nesse sentido, estaremos fadados e seguir perdendo o precioso espaço que nossos surfistas ocupavam, até a pouco tempo, no ranking mundial”, alfineta o diretor da ASP.

Roberto Perdigão acredita que o problema venha da base do esporte. “Nossos dirigentes são amadores e estão desatualizados em termos do que acontece no âmbito do surf profissional mundial. Vamos tomar como exemplo a Abrasp, que supostamente deveria ser a entidade responsável pela criação de uma sólida plataforma para garantir a continuidade da carreira dos nossos atletas recém profissionalizados. Temos hoje um enorme contingente de surfistas vindos das divisões de base, e quando eles se tornam profissionais, descobrem que não existe um projeto efetivo que lhes possa levar adiante na carreira de surfista profissional”, acredita Perdigão.

 

Para ler a coluna de Marcos Conde e ver a entrevista completa com Perdigão, visite Lancenet.

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