Pedro Henrique abre o jogo

Estreante na primeira divisão do circuito mundial, o carioca Pedro Henrique, 23,  é o cabeça-de-chave número 1 do Billabong Costa do Sauipe WQS, que acontece entre os dias 12 e 18 de junho na Costa do Sauípe, litoral baiano.

 

Em entrevista exclusiva para a Associação Brasileira de Surf Profissional, Pedro Henrique fala um pouco sobre sua carreira e planos para o futuro.

 

De vem onde sua veia de vencedor?

 

Eu venho de uma família de surfistas, meu pai surfa até hoje comigo em Saquarema. Foi ele que me ensinou a surfar no Leblon (RJ), onde morávamos. Meus pais sempre foram muito batalhadores e fizeram de tudo para que eu tivesse uma educação boa e fosse independente quando crescesse. Aprendi a importância da família e a lutar pelos meus sonhos. Meus pais foram e ainda são a minha base e incentivo em tudo na minha vida.

 

Quem mais te influenciou no surf?

 

As pessoas que mais influenciaram no surf sem dúvida foram meus pais, eles sempre me apoiaram e me deram toda liberdade de escolher o surf como profissão. Tive muita ajuda quando comecei a competir especialmente do Eduardo Gonçalves, do Colégio Paula Barros, que me deu o primeiro patrocínio e me treinou para hoje ser profissional. Outra pessoa que me ajudou desde pequeno foi o shaper Joca Secco, que acredita até hoje em meu potencial.

 

O que faz você sentir vontade de competir e vencer?

 

Sempre gostei de competir, desde o colégio, e nunca gostei de perder, gosto do desafio, de saber que tenho que evoluir, que tenho metas a alcançar. Isso é o que me anima a treinar e querer evoluir sempre.

 

Você acha que ter entrado no WCT foi sua mair conquista até hoje?

 

Foi sim, entrar no WCT não é fácil, é preciso muita determinação e esforço pra se classificar. O ano é grande e temos muitas etapas, é preciso ter perseverança e nunca desistir, ser consistente durante um ano não é fácil. Mas graças a Deus, consegui!

 

A vida na primeira divisão do tour é tudo que você imaginava?

 

No começo do ano foi bem difícil, até me adaptar levei um tempo e também me cobrei demais. Sabia que podia ir bem e que tinha potencial, mas não é só no surf que se passa bateria, é preciso toda uma sincronia, desde equipamento até a parte psicológica. Agora me sinto bem melhor e preparado para as próximas etapas.

 

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Como é sua preparação para o dream tour?

 

Realizo um trabalho bem completo com o Pedro Robalinho, meu treinador. Juntos fazemos treinos táticos, de performance e físicos. Ainda conto com apoio de uma clínica de nutrição e de fisioterapia. Me preparo bem, pois acredito que todo atleta deve estar em boa forma física além de muito surf no pé.

 

E em relação à estabilidade financeira?

 

Esse tem sido um ano muito bom para mim, a Billabong tem me dado ótimas condições para me preocupar somente com o surf, que é o principal. Isso é uma das coisas mais importantes para qualquer atleta, ter tranqüilidade financeira e apoio para competir.

 

Está sentindo dificuldade em se adaptar ao circuito?

 

Não ter passado por algumas baterias foi muito difícil para mim, principalmente porque acredito que tenho potencial para vencer etapas do WCT. Só que não e tão simples assim, tenho que estar preparado e passar por esse período de adaptação, o que é normal. Exigi demais de mim, coisa que sempre faço, mas agora estou tranqüilo e sei que logo vou arrebentar.

 

Como é sua relação com os ídolos Andy e Kelly?

 

Bom, não conheço o Kelly direito, mas ele me parece ser uma pessoa bem legal e está sempre tranqüilo e na dele. Já o Andy é da minha equipe, nos damos bem e, volta e meia estamos na mesma casa, é bem legal. Na verdade, todos nós do circuito viajamos juntos para vários lugares do mundo e acabamos criando amizades.

 

Se pudesse escolher um dos dois para uma bateria em uma onda específica, quais seriam?

 

Surfar com o Kelly acho que seria muito bom, sempre o vi competindo desde criança e agora tenho a oportunidade de surfar contra ele, acho que no México seria ótimo!

 

Quais são seus planos para o futuro?

 

Terminar entre os tops 16 do WCT e ter um ano maravilhoso ao lado da minha mulher e filha.

 

 

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