Paulo Kid é campeão brasileiro; Adriano Alemão fatura Petrobras Classic

Adriano Alemão, de apenas 18 anos, deu um show na bateria final e ficou com a vitória, mas a festa maior foi para Paulo Kid, 36, que ao terminar em segundo conquistou o título brasileiro de 2003. O carioca Marcelo Freitas acabou em terceiro lugar, seguido por Picuruta Salazar.

 

A final reuniu os brasileiros mais bem colocados no ranking mundial: Picuruta, sétimo; Paulo Kid, oitavo; e Marcelo Freitas, nono. Mas o garoto do Guarujá não se intimidou e abriu bateria logo com uma nota 9,25 pontos.

 

Kid ainda reagiu com duas boas ondas e chegou a liderar, mas não por muito tempo, pois Alemão conseguiu outra nota 9,25 e acabou com as esperanças dos rivais.

 

A torcida baiana ficou frustrada com a eliminação d Olimpinho na semifinal, quando ficou em terceiro, garantindo o quinto lugar no geral. Sem Olimpinho na água, a torcida baiana adotou Paulo Kid e, a cada manobra do paulista, fazia festa na areia.

 

“Sou muito amigo do Olimpinho e ele me apresentou à galera. Infelizmente, ele não chegou à final e assim contei com o inventivo deste pessoal maravilhoso. Fiquei me sentindo em casa”, disse Kid, que também contou com o apoio da mulher Roceli e da filha Malu.

 

Alemão, que tem a metade da idade de Paulo Kid, vibrou muito com sua conquista sobre os melhores do mundo. “Só por estar numa bateria

com estes caras eu já fiquei muito feliz. Apostei no meu estilo de manobras mais clássicas, no bico da prancha e consegui me dar bem. Estou amarradão”, disse Alemão, que pretende usar parte do prêmio de R$ 6 mil para ajudar o Natal de casa, onde o pai é marceneiro e a mãe está desempregada.

 

No Feminino, a catarinense Karina Abras fez a dobradinha: venceu a etapa e ficou com o título da temporada. A carioca Mainá Thompson foi vice-campã da etapa, com a também carioca Chris Stockler em terceiro e Rita Helena, de São Paulo, em quarto.

 

Resultados

 

Profissional

 

1 Adriano Alemão (SP)
2 Paulo Kid (SP)
3 Marcelo Freitas (RJ)
4 Picuruta Salazar (SP)
5 Olimpinho (BA)
5 Jeremias da Silva (RJ)
7 Amaro Matos (SP)
7 Alexsandro Abolição (SP)
9 Danilo Mulinha (SP)
9 Bruno Vilanova (BA)
9 Eduardo Bagé (RJ)
9 Robledo Oliveira (RJ)
13 André Deka (RJ)
13 José de Macedo (BA)
13 Maurício Pedreira (BA)
13 Carlos Bahia (SP)

 

Ranking brasileiro (três etapas)

 

1 Paulo Kid (SP) 3680 pontos
2 Adriano Alemão (SP) 3590
3 Danilo Mullinha (SP) 3278
4 Marcelo Freitas (RJ) 3180
5 Amaro Matos (SP) 2695
6 Olimpinho (BA) 2690
7 Picuruta Salazar (SP) 2618
8 Alexsandro Abolição (SP) 2260
9 Robledo Oliveira (RJ) 2110
10 Thiago Mariano (RJ) 2050
11 Jeremias da Silva (RJ) 2020
12 Eduardo Bagé (RJ) 2000
13 Jaime Viúdes (SP) 1950
14 Phil Rajzman (RJ) 1910

15 André Deka (RJ) 1800
16 Luis Juquinha (SP) 1775
 
Feminino

 

1 Karina Abras (SC)
2 Mainá Thompson (RJ)
3 Chris Stockler (RJ)
4 Rita Helena (SP)
 
Júnior (até 18 anos)

 

1 Roger Barros (RJ)
2 Alexndre Wolthers (SP)
3 Italo Rosa (BA)
Campeão: Roger Barros

 

Master (20 a 29 anos)

 

1 Robson Fraga
2 Leandro Alexandre
3 Edras Machado
4 Julio Barbosa
Campeão: Leandro Alexandre

 

Super Master (30 a 39)

 

1 Brian Bruce (BA)
2 Américo Pinheiro (RJ)
3 André Feio (BA)
4 Carlos Alberto (BA)
Campeão: Américo Pinheiro

 

Legends (40 a 49 anos)

 

1 Samir Silva

2 Antônio Carvalho
3 Ronaldo Fadue
4 José França

 

Super Legends (+ de 50)

 

1 Chico Paioli (SP)
2 Carlos Moraes (BA)
3 Pedroca (RJ)
4 Kleber Pinheiro (BA)
Campeão: Chico Paioli

 

Expression Session

 

Manobra radical: Jaime Viúdes (SP)
Estilo clássico: Thiago Mariano (RJ)
Cut-Back: Flávio Marola (BA)

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.