Sem segredos

Paulistas exploram Nicarágua

Beto Fakoury se diverte nos tubos de Chocosante, Nicarágua. Foto: Dudu Corsetti.

Falou em Nicarágua, falou em Popoyo. De certo é uma onda muito boa, porém, constantemente crowd devido a divulgação e a instalação de “quartos de aluguel” quase em frente ao pico. Mas se quebrar o outer reef é outra história, outra onda, outra dimensão.

 

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A última semana de julho na Nicarágua apresentou ondas de bom tamanho, formação irretocável, água quente e o famoso e constante terral diário.

 

Ficamos muito bem instalados no Popoyo Surf Lodge, eu, meu irmão Eduardo e nosso grande amigo Roberto Fakouri. Este lugar é dirigido por J.J. Yema, uma ótima pessoa e excelente surfista.

 

Como já não é segredo, posso comentar a respeito dos picos que

Beto, Dudu e Manga se preparam para mais uma sessão irada na Nicarágua. Foto: Dudu Corsetti.

rolaram com perfeição nestes dias, todos ao norte de Popoyo.

No primeiro dia à tarde, pegamos ondas de 1 metrinho no beach break que quebra em frente ao Surf Camp.

 

Estava lega,l mas até então não sabíamos do potencial deste lugar. No segundo dia, já no ritímo do pico, de acordar às 4:50 da manhã, fomos de carro conhecer um lugar chamado Santana, onde surfamos ondas ainda pequenas, de até um metro, mas com vento terral.

 

À tarde fomos conhecer uma onda chamada Astillero, que quebra na ponta direita da praia de mesmo nome. É aqui onde embarcamos diariamente. A onda é uma direita, com fundo de pedra e areia.

 

No terceiro dia entrou o swell e a brincadeira ficou excepcional. Rumamos de barco logo cedo em direção ao Norte e, no meio de uma longa praia completamente deserta, paramos em um reef break chamado Playgrounds.

 

A onda é muito boa, divertida, forte, longa, perfeita para manobras e mais manobras. Com certeza faz jus ao nome. E o crowd ? Pouco e tranqüilo.

 

Após uma queda de três horas fomos conhecer um beach break chamado Chocosante. Aqui não tinha ninguém na água. Como o swell estava entrando e o vento soprava de lada, as ondas se ajeitavam e quebravam poderosas direitas de 2 metros.

 

Fizemos uma boa sessão por lá. Sempre prestando atenção para não dar baixa em nenhuma das pranchas.

No quarto dia acordamos como sempre ainda de noite e, fomos direto para Chocosante. Parecia um quadro. Ondas ?overhead? perfeitas, vento terral e pouca gente na água.

 

Demos uma queda de quatro horas, saímos para repor as energias no barco e voltamos para mais uma queda de duas horas.

 

À tarde tentamos a sorte ao sul de Popoyo, em uma um pico chamado Colorado, onde a expectativa era de pegar excelentes tubos, mas infelizmente não estava rolando.

No quinto dia rumamos novamente para Chocosante, na expectativa de mais uma queda alucinante. Foi boa, mas não igual ao dia anterior, pois as ondas haviam diminuído.

 

De repente, sai um militar correndo com um rifle na praia exigindo que todos os surfistas saíssem da água e que os barcos fossem embora imediatamente. Alegou que estava começando a época de desova das tartarugas.

 

Queríamos continuar na água, pois naquele momento não estávamos incomodando nenhuma tartaruga. Mas resolvemos não pagar para ver a reação do cidadão armado.

 

Para nossa sorte, fomos embora diretamente para o beach break que quebra em frente ao surf camp.

 

Que grata surpresa. As ondas estavam maiores, mais fortes e mais tubulares. Um show de tubos e drops verticais a tarde toda. No último dia acordamos um pouco mais tarde, pois a internet informava que o swell diminuiria.

 

Ledo engano. Ao chegar ao bech break nos deparamos com ondas de sonho e igualmente tubulares, overhead, sem arrebentação e pouca gente.

 

Foi uma senhora despedida de um lugar fantástico. Com certeza voltaremos em breve.

 

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De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

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Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.