
“Muleque… aquele garoto está arrebentando. Deviam patrociná-lo”. Esta frase é dita todos os dias, em todos os cantos do planeta.
Porém, arrumar um patrocínio, ou até mesmo um apoio, não é tão simples assim. O surf tem uma indústria que, atualmente, gera alguns milhões de reais de lucro por ano, no comércio de roupas e acessórios, para alguns poucos empresários bem-sucedidos.
A área do marketing nas empresas é muito importante. Os investimentos em anúncios, eventos, patrocínios e promoções estão no orçamento de todos.
O que acontece hoje é que muitos atletas de nível ótimo estão sem patrocínio. Por quê? Lei da oferta e demanda? Talvez…
Segundo especialistas gringos, para valer a pena o patrocínio de um atleta, tem que se levar em conta, além do talento no esporte, a personalidade e a vibração do indivíduo.
São quesitos indispensáveis para descolar um patrocínio o estilo pessoal, o potencial que a imagem e o estilo de ser têm para influenciar as mentes dos jovens, o carisma, a educação e a postura profissional, comunicação (saber falar), afinidade com o gerente de marketing e com o dono da empresa, além de uma boa aparência física.

Não é para qualquer um que só faça o esporte bem…Rola muito mais que isso…
Normalmente, o mundo já é uma competição, na qual, antes mesmo de nascermos, começa com os espermatozóides. Afinal, todos nós tivemos que ganhar a corrida até o óvulo.
No atual mundo do surf, os patrocínios estão cada vez mais disputados. Alguns enxergam como discriminação o fato de não rolar nenhum brasileiro nos times das equipes internacionais, porque todas têm representação legalizada no Brasil.
Além de ignorar nossos surfistas (boicote do tipo que fizeram no Oscar com o filme “Cidade de Deus'”), essas marcas estrangeiras ainda enchem o ‘rabo’ de royalties, em reais, todos os anos às nossas custas.
Sinceramente, os gringos surfam muito. Mas… espera aí. Idolatrar um desses “alemãezinhos anglo-saxônicos”, que entre eles nos tiram de “latinos subdesenvolvidos do terceiro mundo”… É a sua cara, haole!
Cai na real…
No Brasil, de uma certa forma também existe discriminação para com os “cearenses”, em particular.

Hoje, temos muitos supertalentos no Ceará, seguidores da escola Tita/Fabinho, sem patrocínio.
Talvez, porque ali tenha muita gente talentosa (até em excesso). Quando o nordestino não tem um patrocínio de uma marca local, só mesmo sendo um fenômeno para ter o valor reconhecido no Sul do país.
Além deles, que neste ano ocupam 10 vagas no SuperSurf, os negros também sofrem…
Infelizmente isso rola.
São as leis da vida, da sobrevivência e das aparências…Só não se pode subestimar ninguém, pois as aparências enganam.