
Nos despedimos da Indonésia, do clima quente, e seguimos para um lugar sempre sonhado por nós: Austrália. No avião já sentimos o astral e o sotaque “aaaaustraliano” e percebemos que seríamos bem vindos.
Chegando na terra dos cangurus, os termômetros garantiam que precisaríamos de alguns cobertores, gorros e luvas. Fomos direto para Fremantale (Cottesloe Beach), 15 minutos de Perth, no lado oeste do país, uma pequena cidade onde dois dias antes havia acontecido um campeonato só de aéreos, o Billabong Air Show. Pena que chegamos tarde?
Bem, nosso objetivo é desbravar e conhecer os melhores picos para o surf no Western Australia. Como iríamos para o deserto, compramos nosso kit de sobrevivência, fogão, equipamentos de camping, cobertores e alugamos um veículo. Uma van, que seria nossa casa por um mês! Sem bancos atrás, fizemos nossa cama e cozinhamos todos os dias na boa.
Seguimos mil quilômetros por estradas quase sem curvas, com retas infinitas e solitárias que cortavam o imenso deserto. Finalmente chegamos ao que chamamos de paraíso! Um lugar alucinante, com ondas longas, tubulares e perfeitas, porém pesadas e não tão fáceis de surfar.

A água transparente mostrava a quantidade de peixes e o porquê de não se preocupar com os temidos tubarões. Ficamos acampados por 10 dias com surf rolando perfeito quase sempre. O Pato considerou o lugar um doa mais astrais que já conheceu, e a onda uma das mais difíceis que já surfou.
O lugar, o astral, o visual, novas amizades, fogueirinha, peixe assado… Foi uma experiência inesquecível! Ondas alucinantes, baleias dando show, cangurus por toda parte e “aquele” pôr-do-sol… Assim foi nossa despedida.
Seguimos vigem até Kalbarri, outra pequena cidade (aproximadamente 2,5 mil habitantes), onde fica o National Park e onde mora nossa amiga brasileira Joanedille, que teve grande participação na história do surf feminino brasileiro.
Casada com o local Mark, eles acabam de realizar o sonho de ter um bebê. Taiana tem 3 meses e, segundo Joanedille, será a futura campeã mundial de surf!
Fomos apresentados ao pico pelo “casal surf” e logo nos simpatizamos. Eu, pela facilidade de filmar as ondas e pela proximidade dos tubos! Uns vinte passos e eu poderia estar lá dentro!

Mas deixo essa parte com o Pato, que achou o lugar mágico, com ondas tubulares, drop bem radical e difícil, pois as ondas quebravam bem próximas das pedras e os locais também não facilitavam.
Ainda estamos aqui, na casa da Jô, Mark e Taiana, nos despedindo do oeste australiano já com saudades. Lembranças, somente boas! Nossa passagem por aqui não poderia ter sido melhor.
Consegui fazer altas imagens e, pensando bem, faltou sim uma coisa: a sensação maravilhosa de estar dentro de cada tubo que eu pude ver bem de perto, só que de um outro ângulo, da terra e por trás das lentes… Sorte do Pato que aproveitou 100% essa trip!
Veja mais fotos dessa barca clicando aqui.
Nesta semana seguiremos viagem para um novo pico: África do Sul. Aguardem novidades e mais fotos!
See ya!