Billabong Rio Pro

Parko elogia brazucas

 

Joel Parkinson reafirma o desejo de enfrentar o amigo Raoni Monteiro na final do Billabong Rio Pro. Foto: © ASP / Kirstin.

Para o australiano, Gabriel Medina é o brasileiro mais assustador em uma bateria. Foto: © ASP / Kirstin.

Joel Parkinson não acredita que exista antipatia dos australianos com os brasileiros. Foto: © ASP / Dunbar.

Joel Parkinson, ou apenas Parko, ganhou seu primeiro título mundial no ano passado, aos 32 anos de idade. Ele impediu que Kelly Slater conquistasse, pela segunda vez, um tricampeonato consecutivo.

 

Nesta temporada, tenta defender o troféu de melhor do mundo e vê os brasileiros como fortes adversários.


Quinto colocado na temporada 2013 – atrás de Mineirinho, em quarto -, Parko conversou com o blog da revista Veja Rio antes de embarcar para o Brasil.


Na pauta, a Brazilian Storm, suas derrotas para Gabriel Medina (para ele, apenas “Gabe”) e o que ele espera das ondas do Rio: “Quero o Raoni na final.”

Quem é o surfista brasileiro mais assustador em uma bateria?

 

Eu escolho Gabriel Medina, que é o competidor mais difícil. Nós tivemos grandes momentos, baterias cruciais em que estivemos muito próximos e ele me bateu em duas baterias realmente importantes – na final em San Francisco e nas quartas em Portugal, ano passado. Por alguma razão ele parece reservar as melhores baterias para mim… Eu gostaria que ele as reservasse para outra pessoa.

Quem você aponta, dos surfistas brasileiros, como futuro campeão mundial?

 

Gabriel não pode ser esquecido. Ele chegou ao tour como um incrível surfista de beach break, mas foi o seu jeito de surfar em reef breaks poderosos que realmente surpreendeu a todos, na minha opinião. Ele fez as quartas-de-final em Pipeline em seu primeiro ano (2011), depois fez a final em Fiji ano passado em sua primeira tentativa. Essas duas ondas exigem anos de experiência, mas ele simplesmente se adapta em muito pouco tempo e aprende a surfar em ondas assim muito rápido. Você tem que ser um surfista completo para se aproximar de um título mundial e Gabe está começando a se tornar exatamente isso.

Os surfistas brasileiros sempre foram considerados invasivos pelos estrangeiros. Essa nova geração, com seu profissionalismo e talento, está mudando isso?

 

Eu acho que a geração desses caras que estão no tour começa a viajar pelo mundo tão jovem que o surfe e a competitividade deles amadurecem muito cedo. Eles se tornam muito bons, muito rápidos, em pouco tempo. Olhe para Gabriel e também para Filipe (Toledo), os dois entraram no circuito aos 17 anos e imediatamente começaram a vencer baterias. Gabe ganhou dois campeonatos aos 17! Isso não é muito comum de se ver em caras de outros países. Eles parecem demorar um pouco mais para encontrar um rumo no torneio.

O que mais você percebe de diferente entre os brasileiros e os estrangeiros?

 

Os australianos e americanos têm a tendência de se distraírem um pouco durante as viagens, enquanto os garotos brasileiros realmente parecem capazes de se concentrar e se dedicar desde muito novos.

Ainda existe antipatia dos australianos com os surfistas brasileiros?

 

Eu não acho que isso já tenha existido. Nós viemos de grandes países que amam surfar. Se já existiu qualquer problema no passado é porque australianos e brasileiros amamos demais o surfe!

Talvez no circuito profissional seja diferente…

Existe um grande respeito entre brasileiros e australianos no tour. Olhe bem a minha bateria com Raoni (Monteiro) em Bells.

Mesmo tirando nota 10, você perdeu.

 

Eu surfei simplesmente a melhor bateria da minha vida em Bells Beach e mesmo assim perdi, mas eu fiquei amarradão pelo que o Raoni fez.

Aquela é considerada por muitos a melhor bateria do ano até aqui.

O Raoni é muito legal, um cara humilde, e se eu perdi em Bells fico feliz que tenha sido para ele.

Ele ganhou de você na sua casa. Gostaria de fazer o mesmo e vencê-lo no Rio?

 

Com certeza. Eu adoraria enfrentar o Raoni na final.

 

Fonte Blog da Veja Rio

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