ASP e ZoSea

Parceria de mídia no WCT

Parceria de mídia entre ASP e ZoSea pode dar um novo rumo à cobertura das etapas do WCT. Foto: © ASP / Kirstin.

Kelly Slater apoia acordo com seu empresário Terry Hardy, um dos dirigentes da ZoSea. Foto: Quiksilver.

A ASP anunciou uma nova parceria de mídia com a ZoSea que, segundo a entidade, vai fortalecer bastante a imagem do esporte.

Apesar de desconhecida, a empresa tem como um dos seus dirigentes Terry Hardy, empresário do 11 vezes campeão mundial Kelly Slater e da Kelly Slater Wave Company, bem como um dos idealizadores do rebel tour em 2009. O circuito seria um concorrente do World Tour, mas acabou não acontecendo.

Segundo o jornalista Tim Baker, Hardy voltou a expor sua ideia à mesa executiva da ASP este ano, nos meses de fevereiro e julho.

A entidade  comemorou bastante a parceria, mas não entrou em detalhes. Segundo o jornalista Fred Pawle, do site The Australian, Terry Hardy passaria a ter o controle dos direitos de transmissão do ASP World Tour e a própria ZoSea ficaria responsável pela produção das coberturas dos eventos e vendas para as redes de televisão, que teriam liberdade para vender anúncios durante a transmissões.

Até o momento, os patrocinadores das etapas têm produzido sua próprias coberturas, com foco principalmente nos webcasts (transmissões via internet). Para o jornalista Fred Pawle, isso torna a cobertura do circuito amadora e, ocasionalmente, com mais interesse dos patrocinadores do que no próprio esporte.

Kelly Slater também aposta na mudança e acha que um dos efeitos do negócio será a redução da influência que a indústria do surf tem sobre o esporte.

Já Marcus Sanders, repórter do Surfline, citou uma fonte anônima que não acredita em mudanças drásticas nessa parceria. “As marcas e surfistas estão por trás disso. Eles vão manter a mesma estrutura, as mesmas pessoas envolvidas, mas com novos proprietários. Acreditamos nessa pessoas e acreditamos que há um caminho melhor do que esse. É a melhor coisa que poderia acontecer. Esses caras estão trazendo alguns dólares para a mesa; acredito que eles são inteligentes e têm melhores contatos do que nós. E precisamos de um visionário que seja capaz de levar o surf profissional a novos patamares nos próximos três a cinco anos.

 

Fonte The Australian.com.au

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