Eu e meu marido, o surfista profissional Brent Symes, viajamos no final do último mês de abril para a Indonésia. Nosso vôo partiu da Gold Coast australiana e tinha destino final na cidade de Padang, com escala no agitado aeroporto de Kuala lumpur. Ao chegar em Padang, vimos que a cidade ainda tenta se reconstruir do terremoto de 2009 e muitos edifícios continuam em ruínas.
Logo que desembarcamos, seguimos direto para o porto com objetivo de verificar o horário do ferry boat que nos levaria às ilhas Mentawaii, região de Sumatra. Depois de uma experiência de outro mundo, compartilhando espaço com galinhas, aranhas, lacraias e muitos ratos, chegamos ao paraíso.
Mas chegar em picos como Hollow Trees (HT’S) ou Lances Right, por exemplo, é outra aventura. Os speed boats locais são muito estreitos e contam com motor fraco, que vive pifando. Vale lembrar, as ilhas são praticamente desertas e às vezes, o barco mais próximo está a dezenas de quilômetros.
Duas horas no barco e estávamos em Lances Right, na companhia de um casal de ingleses. Para nossa sorte, a pousada da Mama estava quase vazia e fomos muito bem recebidos pela família, uma das pioneiras na região.
Passamos quase 20 dias na ilha e pegamos três bons swells. Foi uma imersão total na cultura indonesiana. A região é quase intocada e pouquíssimos turistas se aventuram a viajar pelo local.
As principais atividades da população são a colheita de coco e a produção de um dos compostos do famoso cigarro Gudam Garam.
Surfamos as esquerdas intermináveis de Lances Left, os tubos de Bitangs, Hollow Trees e Macaronis, outra esquerda espetacular que a abre muito, com várias sessões diferentes. Por suas características geográficas, nas Mentawaii sempre venta terral em um dos picos.
Seguem abaixo algumas dicas para quem pretende se aventurar nas Mentawaii
– É essencial falar um pouco de indonesiano ou bahasa, poucas pessoas falam inglês nas ilhas.
– Leve repelente e um mosquiteiro.
– Leve cangas ao invés de toalhas (o clima é muito úmido e dificulta a secagem de roupas)
– Troque dólar em Bali ou então faça uma retirada no banco, a conversão em Padang é muito baixa. Procure levar dólar americano, os bancos locais não trocam dólar australiano.
– Leve alguns livros se for ficar mais de uma semana.
– A cerveja de garrafa grande sai por aproximadamente US$ 4.
– A água utilizada para banho, cozinha e toalete é de poço. Um litro de água potável custa US$ 1.
– Existem fotógrafos que ancoram para passar o dia no pico. Procure comprar fotos com eles.
– O crowd varia de acordo com o número de barcos ancorados no pico, mas sempre tem onda para todo mundo.
– Leve seu kit de primeiros socorros. Se você não utilizar, sempre vai ter alguém que vai precisar.
– Uma lanterna também é útil. Energia só entre 6 e 12 horas.
– Se você quiser uma trip com mais conforto, vale a pena ficar em um dos vários barcos existentes. Os visuais são paradisíacos e os barcos contam com toda infra-estrutura que você não terá em terra (DVD, ar-condicionado, variedade de comida). Indico o Star Koat, barco do brasileiro Kadu.
Clique aqui para acessar o site da bodyboarder Fabi Corrêa.













