
As trips para a pororoca são sempre repletas de adrenalina.
Na Ilha do Marajó (PA), palco da primeira etapa do circuito brasileiro 2006, não foi diferente.
Na noite do dia 28 de março, primeiro dia da barca, a galera levou um verdadeiro susto num local chamado Canal do Perigoso, situado no rio Amazonas.
Como a maré estava secando e impossibilitava a entrada do barco nos igarapés, o comandante resolveu dar um tempo no canal e esperar a pororoca passar.

O problema é que o local era pouco explorado até mesmo pelos paraenses, e o comandante não tinha noção exata de onde a pororoca quebrava.
Quando a maré começou a encher, por volta de 20 horas, todos ficaram na expectativa da chegada da pororoca.
O farol do barco passeava pelo rio em busca de alguma espuma que anunciasse o fenômeno.
Dois vacilos do comandante quase complicaram a vida dos tripulantes. Ele deixou o barco ancorado enquanto a pororoca vinha e depois posicionou a embarcação de lado para a série de ondas, o que facilita a virada do barco.
A galera entrou em pânico. Eu, Adilton Mariano e Bruno Galini já estávamos prontos para pular no rio caso o barco virasse. O paraense Serginho Roberto já estava com a prancha a postos enquanto acalmava a repórter Giulliana Bianconi, do Diário de Pernambuco, que estava em estado de choque.
O barco balançou bastante, mas felizmente nada de grave aconteceu. Segundo o paranaense Serginho Laus, que estava equipado com um sistema de posicionamento global GPS (Global Posiotional System), o barco foi arrastado por quatro quilômetros pela pororoca.
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