Com apenas mais um mês de prazo para ser encerrado, o Billabong XXL Global Big Wave Awards desta temporada foi marcado pela falta de ondulações consistentes no normalmente ativo Pacífico Norte.
Todas as ondas vencedoras do prêmio nos últimos anos foram surfadas no hemisfério Norte, em picos como Jaws, na ilha de Maui, Hawaii, ou na costa Noroeste da América do Norte, em picos como Mavericks, Todos os Santos ou Cortes Bank.
Mas desta vez, um incomum fenômeno climático bloqueou a entrada de grandes ondulações na região, levando as atenções dos envolvidos no surf de ondas grandes para lugares como a Europa e o hemisfério Sul do globo.
Embora os finalistas da disputa só sejam anunciados ao término da janela, em 21 de março, o consenso geral entre a comissão julgadora é que as maiores ondas surfadas nos últimos 11 meses foram pegas durante sessões épicas de tow-in na África do Sul e na Austrália em julho.
Apenas alguns poucos candidatos em potencial vieram de lugares como Tahiti, Espanha e Irlanda, bem como algumas ondas surfadas em Mavericks e Ghost Tree, ambas na Califórnia.
Mas o detalhe curioso é que apesar da falta de swells, o XXL registrou um número recorde de inscritos através do website da competição, com mais de 200 imagens enviadas.
?Uma zona de alta pressão no Pacífico Norte bloqueou a trajetória das grandes ondulações e das correntes de ventos ao Norte?, explica Sean Collins, especialista em análise das condições climáticas do portal Surfline.
?Isso resultou em ondas menores e poucas chuvas, além de um clima bastante ameno na Califórnia. Nao tivemos a chance de surfar nenhum swell considerável em nosso quintal este ano. O Eddie Aikau e o evento em Mavs continuam em espera e podem simplesmente não acontecer?, completa Collins.
Juntando os melhores momentos do inverno, as categorias Monster Paddle (remada) e Monster Tube (tubo) apresentam candidatos da Califórnia e do Hawaii com ondas surfadas em Mavs e Pipeline. Mas eles dividem a atenção com locais menos conhecidos como Playa Gris, na Espanha, El Buey no Chile e Puerto Escondido, no México.
A nova categoria Ride of the Year (onda do ano), por outro lado, está se mostrando ser uma disputa mais complexa, considerando o grau de subjetividade na interpretação dos juizes sobre a melhor performance do ano.
Muitas ondas registradas em vídeo já foram submetidas ao site do XXL e muitas certamente ainda serão até o fim do prazo. Mas como comparar o grau de dificuldade e competência de um tubo monstruoso surfado em Teahupoo ou Puerto Escondido com um arriscado drop atrasado depois de entrar na remada numa bomba em Maverick?
Essa questão e muitas outras serão intensamente debatidas durante as próximas semanas até que os vencedores sejam anunciados na noite de gala do big surf, em abril na Califórnia. Os prêmios em disputa totalizam US$ 116 mil.
Para obter mais informações e conferir os vídeos e fotos inscritas no XXL acesse billabongxxl.com.