
Foi realizado na última terça-feira, 14 de março, em Pipeline, Ohau, Hawaii, a segunda edição do T&C Surf Womens Pipeline Pro, competição exclusiva para garotas nas modalidades prancha, longboard e bodyboard.
Este ano o evento foi válido como etapa 1 estrela do WQS na categoria Surf e sancionado pela IBA (International Bodyboarding Association) na Bodyboard, com US$ 5 mil em prêmios e mais de 100 atletas inscritas.
Porém, infelizmente nenhuma atleta brasileira chegou às finais da prova.
Entre elas a paranaense Michaela Fragonese, a carioca Maya Gabeira e a paulista radicada no Hawaii Marjorie Mariano, que competiram de prancha.
No bodyboard o Brasil foi representado por Carolina Casemiro, Claudia Ferrari, Leila Alli, Mariana Rodrigues, Samantha Moreno, Adriana Eskinasi, Juliana Freitas e Alexandra Kagaya.
Pela primeira vez um campeonato em Pipeline teve um período de espera de 14 dias. A expectativa era grande, pois o pico nunca quebrou tantas vezes como nesta temporada e assim os organizadores teriam tempo de escolher os melhores dias da janela.
Mas, ao contrário do que todos esperavam, infelizmente o mês de março, que costuma ser ter terral e muito sol, não teve sequer um único dia que valesse uma boa caída.
A três dias do término do prazo, no primeiro balanço do swell foram realizadas as primeiras fases do evento, em ondas de meio metro bem perto da beira. As meninas se esforçaram, mas as condições estavam realmente ruins e o fator sorte acabou prevalecendo.
No último dia da janela, um novo swell de até 1 metro, bastante irregular, chegou para salvar a competição.
Pela manhã o mar estava bem liso e na maré seca as ondas proporcionavam condições para um bom desempenho das atletas, mas por volta do meio-dia o vento maral e uma forte chuva mudaram radicalmente o quadro, para pior.
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E foi com muitas surpresas que o T&C Surf Womens Pipeline Pro chegou ao fim. Depois das finais das categorias Surf e Longboard, pela primeira vez na história do bodyboard em Pipeline não houve sequer uma finalista brasileira.
Outro fato inédito aconteceu na final da categoria Bodyboard. Faltando 13 minutos para o término, uma visita inusitada apareceu bem no meio das competidoras.
Era um grande tubarão, de mais de 2 metros, que fez com que as atletas e os fotógrafos de água remassem desesperadamente para a areia, deixando o público na praia de cabelo em pé.
Sem vontade nenhuma de retornar para a água, as atletas acabaram beneficiadas pela lei estadual que obriga o local a ser evacuado por pelo menos duas horas na presença do temido animal marinho.
Com isso, a bateria foi cancelada e as quatro finalistas dividiram a premiação, além de somarem a pontuação máxima. Apesar de tudo, a veterana Betty Depolito, organizadora da prova, comemorou.
?Apesar das precárias condições, fico feliz de poder realizar mais uma vez esse evento, pois o surf feminino esta crescendo muito e daqui alguns anos o Womens Pipeline Pro será um grande evento, conhecido mundialmente?, disse Depolito.
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Resultados do T&C Surf Womens Pipeline Pro 2006
Surf
1 Nicola Atherton (Aus)
2 Carissa Moore (Haw)
3 Paige Alms (Haw)
4 Tammy Lee Smith (Afr)
Longboard
1 Leah Dawson (EUA)
2 Mimi Horiguchi (Jap)
3 Ashley Quintal (Haw)
4 Megan Godinez
5 Coral Gonzales (Haw)
6 Alex Florance (Haw)
Bodyboard
Aoi Koike (Jap)
Mandy Zieren (Aus)
Lilly Pollard (Aus)
Moe Watanabe (Jap)
5 Claudia Ferrari (Bra)
9 Carolina Casemiro (Bra)
13 Juliana Freitas (Bra)