Ondas voltam a bombar no Hawaii

#Depois de praticamente 10 dias com ondulações pequenas variando entre 2 e 5 pés, as ondas havaianas acordaram no último dia 12/03.

O mar amanheceu glassy, muito liso, com ondulação de oeste e uma suave influência de norte.

Como estava praticamente em frente a Jockos, na pousada do brasileiro Rômulo Fonseca, logo percebi que o mar havia subido porque as bancadas espumavam bastante.

Porém, não sabia o que me esperava no meu pico predileto, Pipeline e Off The Wall.
Ao passar por Waimea, Pinbals quebrava com uma certa constância e o Shore Break também tinha suas bombas.

Ao chegar na entrada de Off The Wall, entrou uma série com cerca de 8 pés, mas fechando um pouco. Em Pipeline as ondas de oito pés eram mais demoradas, mas também eram mais perfeitas.

#Pulei na água sem pensar e fui direto para OTW, mas realmente não era seu dia. Peguei uma bomba fechando e passei a série nas últimas, quando voltava para o
outside.

Mal havia chegado de volta ao pico de Pipe, quando uma série apontou no horizonte. Passou a primeira, e a onda atrás já veio armando perfeita junto com uma onda lateral.

Visivelmente seria a onda! Mas, junto comigo no pico estava o local Tamayo Perry, remamos juntos, como estava embaixo do pico consegui entrar na onda.

Foi impressionante, logo segunda onda do dia um tubaço com baforada.

O dia continuou bom, locais ilustres apareceram, mas os destaques ficaram por conta de Guilherme Tâmega, que mandou um back flip gigante em câmera lenta, e de um longboarder local havaiano, que tirou um dos melhores tubos da manhã.

#A tarde, Kainoa Mcgee apareceu com sua prancha de surf e dominou o pico, que já não apresentava as condição glassy da manhã.

O dia seguinte, 13/03, foi com certeza o melhor do spring time até então. O swell acertou e manteve o tamanho em Laniakea, Jockos, Off The Wall e Sunset.

Off The Wall durante a manhã proporcionou tubos épicos entre 6 e 8 pés, maré seca, água azul turquesa cristalina e baforadas dignas de aplausos.

Muitos urros comuns nos dias clássicos eram ouvidos na areia. Depois das 10 horas da manhã, os locais Perry Dane, Kahea Hart, Jeff Hubbard, Fred Both tomaram conta e o pico ficou crowd, mas continuou quebrando muito bom – lembrando uma piscina de tão liso e azul.

#No meio dia, entrou o vento maral e o fotógrafo Gordinho e o filmaker Gibi estavam com o sorriso na orelha com muitas fotos e imagens, pois eram os únicos na areia desde cedo neste dia memorável.

* Por um erro meu de edição, faltou explicar aos leitores que as fotos que ilustram a matéria não são referentes aos dias citados no texto. Desculpem a falta de atenção. Nancy Geringer – 25/03.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.