Omar Rodriguez, 51 anos, conheceu o surf recolhendo pranchas perdidas nas rochas pelos “gringos”. Desde então tem 39 anos dedicados ao esporte.
Omar hoje divide seu tempo entre as atividades de guia e de surfista das longas direitas de Sunzal, El Salvador. Foi ele quem abriu as portas dessa onda especial para nossa surf trip. Para nossa sorte, a “lenda local” simpatiza com os brasileiros há muito tempo.
Não há dúvidas de que El Salvador guarda muitas ondas nunca surfadas, picos que podem ser comparados a Bells Beach ou Jeffrey’s Bay, tamanha a perfeição de suas direitas. Fundos de pedras garantem a direção e o power das ondas.
Nos últimos 40 anos, essas ondas já formaram pelo menos três gerações de surfistas que agora querem despontar no cenário internacional. Wilber Albarenga e Jimmy Rotherham, filho do pioneiro Bob Rotherham, puxam a fila e projetam a esperança de viver profissionalmente do esporte.
Omar, que também faz parte da Federação Salvadorenha de Surf, afirma que este ano a entidade será legalizada e formatará seu primeiro ranking oficial. “O surf aqui pode ser como o futebol no Brasil, temos muitos maracanãs e ótimos jogadores. Só temos que buscar oportunidades para os mais novos”, explica o veterano.
Fui contratado para documentar a viagem dos irmãos Paulo, Boca e Eduardo Lichtner, pioneiros na fabricação das pranchas Seal nos anos 60 em São Vicente (SP). Ficamos dez dias na região de La Libertad e avaliamos o potencial de vários picos.
Vale lembrar que como o surf cresceu por lá junto com o localismo. As regras de bom comportamento são bem-vindas. No sapatinho, até dá para pegar no pico entre os locais.
Alguns incidentes com brasileiros que preferem as lutas ao surf queimaram um pouco o nosso filme, mas uma boa conversa garante a onda de em El Salvador, um destino a ser explorado.











